Guia da Copa do Mundo de 2018: Brasil
Em um ciclo preparatório transformador, o Brasil chega entre os favoritos ao título mundial
Como foi o ciclo da seleção até a Copa
O Brasil teve dois momentos no ciclo da Copa, um desastroso e outro glorioso. A reconstrução a partir do vexame que passou em casa ao perder por 7 a 1 da Alemanha já começou com uma péssima escolha: Dunga foi trazido de volta como técnico, depois de ter dirigido a Seleção no ciclo 2006 a 2010. Uma escolha controversa, porque se esperava que Tite, então desempregado, fosse o nome mais pedido e, aparentemente, o melhor para o momento.
A primeira passagem de Dunga tinha resultados, embora o futebol fosse questionável em muitas vezes, mas desta vez nem isso aconteceu. O bom início em amistosos ruiu logo na primeira competição, a Copa América de 2015, quando o time fez jogos com futebol fraco e acabou eliminado nos pênaltis pelo Paraguai, nas quartas de final. O início das Eliminatórias também não foi bom: uma derrota, duas vitórias e três empates. Com a campanha horrorosa na Copa América Centenário, em 2016, novamente com futebol ruim e sendo eliminado na fase de grupos, Dunga foi demitido.
Havia muitos questionamentos a respeito da qualidade dos jogadores brasileiros, com a geração por vezes sendo taxada de fraca. Sem Dunga, o chamado para o trabalho foi Tite, aquele que deveria ter começado o ciclo. Ele chegou em agosto de 2016 e, desde então, o Brasil se transformou em campo. Nas Eliminatórias emplacou nove vitórias consecutivas e se classificou com um pé nas costas, em primeiro lugar na América do Sul e, principalmente, jogando um excelente futebol. A entrada de Tite fez o Brasil ser um time com um plano de jogo, com alternativas, e com suas estrelas sendo melhor aproveitadas. O futebol fluiu e o Brasil saiu de ameaçado de não se classificar a um dos favoritos ao título na Copa do Mundo.

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Como joga
Desde que Tite assumiu, o Brasil joga em uma espécie de 4-3-3, mas que sofreu uma leve alteração neste intervalo. No início, Renato Augusto era titular no meio-campo ao lado de Casemiro, mais recuado, e Paulinho. No ataque, Willian, Neymar e Gabriel Jesus. Primeiro, Willian perdeu a vaga para Philippe Coutinho. Depois, Renato Augusto, já em 2018, perdeu espaço e viu Philippe Coutinho ser escalado por ali, com Willian trazido de volta ao time.
A mudança para um esquema mais ofensivo era uma demanda de muitos torcedores, mas foi principalmente uma necessidade. Com Renato Augusto perdendo rendimento, Tite precisou encontrar uma alternativa. Além disso, Willian, que tinha virado reserva, vinha jogando muito bem. Assim, a solução encontrada a meses da Copa foi justamente recuar Coutinho para fazer a função de Renato Augusto. E o time chega à Copa bem ajustado no seu modo de jogar.
Time-base: Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro, Paulinho e Philippe Coutinho; Willian, Neymar e Gabriel Jesus. Técnico: Tite.

Dono do time
Neymar
Um dos principais jogadores do mundo e também o melhor jogador brasileiro. É o segundo ciclo de Copa do Mundo que Neymar vive. Ele estreou pelo time logo depois da Copa de 2010, já como titular. Desde então, cresceu como jogador, se tornou mais completo e mais decisivo. Atualmente, poucos jogadores possuem a sua capacidade de decisão. Não por acaso o Paris Saint-Germain pagou a absurda quantia de € 222 milhões pela sua multa contratual no Barcelona.
Dono do lado esquerdo do gramado, é artilheiro, é bom no drible e também é um ótimo passador. Na temporada 2017/18, Neymar fez 30 jogos, marcou 28 gols e fez 17 assistências. Um jogador crucial para o seu clube e, não por acaso, o time sentiu a sua falta no duelo decisivo contra o Real Madrid, ainda nas oitavas de final da Champions League. Sua influência é enorme no clube e na Seleção e, por isso é visto como peça-chave para que o Brasil conquiste o título.
Bom coadjuvante
Philippe Coutinho
Coutinho foi um dos jogadores que mais cresceu no ciclo da Copa. Depois de se transferir para o Liverpool em 2013, foi pouco a pouco ganhando o seu espaço até se tornou o principal nome do time. Mais do que isso, passou a ser um dos melhores da Premier League e da Europa. Melhorou muito em diversos quesitos, como o chute de fora da área, tornando-se especialista. Ganhou o seu espaço também na Seleção. Foi convocado com Dunga, mas tinha pouco espaço. Foi mesmo com Tite que ele se tornou titular da Seleção e, mais do que isso, foi deslocado de posição, entrando em um setor que será crucial para o equilíbrio do time.

Fique de olho
Gabriel Jesus
Gabriel Jesus é o mais jovem do elenco do Brasil, com 21 anos, A imagem de Gabriel pintando as ruas do Jardim Peri em 2014, ainda um adolescente de 17 anos, viralizou quando o atacante se tornou titular da seleção com Tite. E desde que estreou com a camisa do Brasil, em 2016, são 17 jogos e 10 gols. Uma estatística para lá de positiva de um homem de frente que mostra capacidade enorme, evoluindo a cada momento. Se quando se tornou titular do time, em 2016, Gabriel Jesus ainda tinha problemas de finalização, mas em 2018, dono da camisa 9 do Brasil, ele já demonstrou que se tornou um atacante de alto nível.
Personagem além da bola
Fernandinho
Chegar a uma final era algo que a Espanha almejava muito. E com a geração de Andrés Iniesta, conseguiu. Mas o ano não era 2010, era 2003. Era o Mundial sub-20, que aconteceu nos Emirados Árabes Unidos. O time brasileiro que tinha Daniel Alves, Jefferson e Nilmar, entre outros, chegou à decisão. No banco, um meia que se destacava pelo Atlético Paranaense: Fernandinho.
A Espanha possuía, além de Iniesta, o meia Gabi, capitão do Atlético de Madrid. Estavam também Vitolo e Juanfran, outros jogadores que estão no Atlético de Madrid, assim como o goleiro Moyà, hoje na Real Sociedad. Iniesta ainda não era aquele cracaço que nos acostumaríamos a ver depois. Mas vestia a camisa 8, a mesma que o consagraria no Barcelona. Na Espanha, depois, viraria o 6.
O gol, aos 42 minutos do primeiro tempo, teve gosto de Copa do Mundo. Não dos garotos, mas dos adultos. Daniel Alves cobrou escanteio na cabeça de Fernandinho, que arrematou no ângulo, marcando o gol do título. O mais importante da sua carreira até ali. E que o credenciou como alguém que os times estrangeiros ficaram ligados.
Fernandinho já estava no time que foi vice-campeão brasileiro em 2004, atuando por vezes de lateral direito, mesmo sendo um meia ofensivo. Sua versatilidade já aparecia na época. Em 2005, já era um dos principais jogadores do Atlético, depois da saída de Jadson, que foi para o Shakhtar Donetsk. Ele foi importante na campanha do time que foi finalista da Libertadores, perdendo a final para o São Paulo. Depois, seguiu o caminho de Jadson e também foi para o Shakhtar Donetsk.
Foi no clube ucraniano que se tornou um jogador, definitivamente, mais recuado em campo, depois de jogar pela ponta direita, em uma posição bem ofensiva. Era o camisa 7 e passou a atuar bem atrás no meio-campo, para dar espaço para, por exemplo, Jadson.
A transferência para o Manchester City, em 2013, o fez ganhar holofotes e a vaga na Copa do Mundo de 2014. O capítulo que é, certamente, o pior da sua carreira. Ganhou a posição de Paulinho durante o torneio, mas esteve entre os piores em campo no jogo contra a Alemanha. Errou tudo que tentou e viu o placar de 7 a 1 ser cravado, no que será uma marca que ele terá que levar para sempre. Muitos pediam que ele, entre outros jogadores, nunca mais voltasse a jogar com a camisa do Brasil.
De lá para Cá, Fernandinho seguiu jogando em algo nível pelo City, tornando-se uma peça fundamental. Com Pep Guardiola, virou um jogador ainda melhor, mais completo e passou a ser novamente chamado à Seleção. Teve que vencer a desconfiança, mas seu desempenho o credenciou a voltar. Chega à Copa 2018 em uma fase muito melhor que em 2014. Com a esperança de apagar de vez as críticas.

Técnico
Tite
Tite é um técnico de uma trajetória longa no futebol. Foi um jogador de um destaque apenas razoável atuando por Caxias, Esportivo-ES, Portuguesa e Guarani. Voltaria a Caxias, sua cidade natal, para começar também a carreira de técnico. Rodou muito no interior do Rio Grande do Sul, até que em 2000 conseguiu o seu grande salto: venceu o Campeonato Gaúcho pelo Caxias, derrotando o Grêmio de Ronaldinho. O destaque o levou justamente ao tricolor, em 2001.
Foi lá que a fama nacional se desenvolveu. Ele foi campeão da Copa do Brasil pelo clube, depois de derrotar o Corinthians. Seria técnico do São Caetano também, Corinthians, Atlético Mineiro – quando fez o seu pior trabalho, do qual ele mesmo se arrepende e o time acabaria rebaixado, mesmo após a sua saída. Seu trabalho no Palmeiras teve importância, em 2006, mas ele ficou pouco tempo.
Seus feitos mais notáveis ainda estavam por vir. No Internacional, ganhou a Copa Sul-Americana de 2008 e iria para o Al Wahda em 2010. Mas não completou um ano no clube dos Emirados Árabes: recebeu uma proposta no segundo semestre para voltar a treinar o Corinthians. Foi quando a sua história mudou definitivamente. No Parque São Jorge, classificou o time à Libertadores de 2011, mas caiu ainda na fase preliminar para o Tolima, o que poderia ter encerrado cedo a sua volta no clube. Ele ficou. E naquele mesmo ano de 2011, foi campeão brasileiro. Em 2012, da Libertadores e do Mundial.
Deixou o Corinthians ao final de 2013, depois de um ano abaixo das expectativas no clube paulista. Ficou um ano sem trabalhar, na esperança de ir para a Seleção depois da Copa. Com a escolha de Dunga, decidiu voltar a trabalhar. E o Corinthians foi novamente o destino. Repetiu o sucesso com o título do Campeonato Brasileiro. Com o sucesso, se tornou novamente o favorito à dirigir à Seleção quando Dunga foi demitido. E aceitou o convite da CBF, em 2016. Desde então, ganhou ainda mais projeção, agora internacional, pelo bom trabalho na equipe pentacampeã do mundo.

História da seleção em Copas
Berna, na Suíça, foi o palco de um dos grandes jogos da história do Brasil em Copas do Mundo. E uma derrota dura. Um time talentoso do Brasil tentava espantar os fantasmas de quatro anos antes, em casa, quando perdeu a Copa do Mundo de forma trágica. Foi a primeira vez que o novo uniforme, camisas amarelas e calções azuis, foi usado pelo Brasil. Depois de 1950, foi feito um concurso pelo jornal Correio da Manhã para a escolha do novo uniforme, de forma a aposentar o branco, amaldiçoado pelo Maracanazo.
Por causa de 1950, o Brasil tinha em mente oferecer muito mais raça em campo. Muito mais patriotismo, algo que os uruguaios, vencedores no Maracanã, tinham de sobra. A campanha ia bem, com vitórias sobre o México (5 a 0) e empate com a Iugoslávia (1 a 1). Zezé Moreira, o técnico da Seleção, não sabia o regulamento: o empate classificava ambos. Só que os jogadores achavam que estavam eliminados. Só depois do jogo, já no ônibus, souberam que o empate servia para avançar.
As quartas de final seriam definidas por sorteio. Naquela época com menos glamour e sem transmissão ao vivo. O técnico foi até Zurique para presenciar quem seria o adversário do Brasil. Quando voltou à concentração da Seleção, chegou tenso. “É a Hungria!”, disse. Os Mágicos Magiares, grandes favoritos daquela Copa do Mundo. Um bicho papão. Foram três dias de ansiedade e medo de repetir o fracasso.
A Hungria tinha o ataque poderoso. E costumava fazer uma pressão muito intensa no início dos jogos contra os adversários. No dia 27 de junho de 1954, o Brasil entrou em campo em Berna para enfrentar o favorito à Copa. Em 10 minutos, os húngaros já venciam por 2 a 0, embaixo de chuva. Pinheiro escorregou e a bola sobrou para Hidegkuti abrir o placar, aos quatro minutos. Kocsis, lançado em posição duvidosa, encobriu Castillo, três minutos depois. Aos 18, o Brasil, recomposto, conseguiu um pênalti, cometido sobre Índio. Djalma Santos cobrou e diminuiu para 2 a 1.
Aos 15 minutos, o lance que gerou controvérsia. Czibor disputou com Pinheiro e o árbitro marcou pênalti, para reclamação dos brasileiros. Lantos cobrou e marcou 3 a 1, tornando a tarefa brasileira muito mais complicada, mas o Brasil reagiu. Aos 20 minutos, Julinho diminuiu o placar para 3 a 2, recolocando o Brasil no jogo. O Brasil chegou a acertar a trave com Humberto Tozzi, mas não empatou o jogo. Julinho também perdeu uma chance. E, aos 42, o golpe de misericórdia. Kocsis, lançado outra vez em posição duvidosa, fechou o placar em 4 a 2. Humberto Tozzi deu uma voadora em Buzánsky, perdendo a cabeça com a derrota. Foi expulso.
O que se viu depois do apito final do árbitro Arthur Ellis foram as famosas cenas lamentáveis. Puskás, que nem tinha jogado, entrou em campo para provocar Pinheiro pela derrota. O brasileiro não gostou e partiu para cima do húngaro. Maurinho cuspiu em Lantos. A briga se tornou generalizada a tal ponto que até um policial acabou agredido. E nem foi por um jogador: o radialista brasileiro Paulo Planet Buarque derrubou o oficial. É claro que isso não passou impune e outros policiais entraram no confronto. Jornalistas, policiais e jogadores se envolveram na confusão.
Até Zezé Moreira se envolveu. Viu um estrangeiro correndo em direção ao vestiário brasileiro e se armou com o que tinha por perto: as chuteiras de Didi. E as atirou na cabeça do húngaro. Era o técnico Gusztáv Sebes, que também ostentava o título de Ministro do Esporte da Hungria. O episódio ganhou proporções mesmo depois do fim. Mário Vianna, árbitro brasileiro na Copa, foi a uma rádio dizer que Arthur Ellis, árbitro do jogo, tinha errado em dois gols dos húngaros. Tudo parte de um complô comunista para favorecer a Hungria. Suspeitas, claro, que pareceram mais um choro de perdedor. Algo que só poderia ser mudado em campo, quatro anos depois, na Suécia.

Como o futebol explica o país
A Copa do Mundo de 1938 foi uma das mais importantes da história do futebol brasileiro. Não exatamente pelo desempenho do time, embora tenha sido uma ótima campanha, terminando em terceiro lugar. Aquele torneio tem uma característica que passa por mudanças estruturais significativas, que contribuíram para que o futebol seja do tamanho que é hoje.
Entre as mais importantes, um acordo entre as federações de São Paulo e do Rio, contando com os times mais fortes do país na época, que, assim, se tornaram selecionáveis. Em 1930, houve uma rusga e só jogadores do Rio foram chamados, enquanto em 1934 só o São Paulo da Floreste teve atletas entre os paulistas. Além disso, os negros passaram a ser mais presentes no time, dando um caráter de brasilidade real ao time, antes composto de maneira política e cheio de elementos étnicos.
O futebol, a essa altura, fazia parte de um projeto de nacionalização de Getúlio Vargas. O rádio foi um elemento crucial para a popularização do futebol. Era o meio de comunicação mais popular e os jogos de futebol, especialmente da seleção brasileira, atraíam grande atenção. O projeto nacionalista queria estabelecer elementos comuns, que os brasileiros se identificassem e se criasse, assim, uma identidade nacional. Por isso, a inclusão de negros no futebol, e na seleção, se tornou tão importante.
Nos anos 1930, o futebol já tinha perdido o cunho elitista que teve no início da sua história no país. Não ficava mais restrita aos clubes de elite e tinha derrubado barreiras, incluindo clubes de associações populares que se incorporaram às ligas. O esporte era também profissionalizado, e não mais disputado entre sócios de clubes, o que tornou acessível também para pessoas de classes mais baixas. Esperava-se que a Copa do Mundo de 1938 pudesse ser elemento aglutinador, usando o sentimento nacionalista vigente à época. Mais do que isso: a vitória brasileira em campo poderia ser uma forma de valorizar a raça brasileira, uma terminologia que se usava na época, além de valorizar o estilo de jogo brasileiro.
Com jogadores de diferentes origens, negros, mulatos e mestiços, a tese da miscigenação como origem de uma raça brasileira se fortalecia. Em 1933, o sociólogo Gilberto Freire publicou o livro que se tornou um marco: “Casa Grande e Senzala”, que diz que essa mistura é o que dava a vantagem ao brasileiro, por ter unido o melhor de brancos, negros e indígenas, criando uma forma de ser do brasileiro. Assim, o futebol, em uma época do rádio como o grande veículo, tinha a Seleção “mais brasileira”, inclusiva em termos sociais e raciais.
A campanha brasileira contribuiu para tudo isso. A vitória empolgante na estreia contra a Polônia, por 6 a 5 na prorrogação e três gols de Leônidas, deu esperanças que o time poderia ir longe. Nas quartas de final, o desafio foi diante da Tchecoslováquia. A vitória por 2 a 1 classificou o time à semifinal e aumentou as esperanças de título do Brasil. Veio então a semifinal. Diante da então campeã do mundo, Itália, o Brasil acabou derrotado por 2 a 1, com um pênalti que foi muito reclamado pelos brasileiros. A derrota causou indignação e foi a primeira catástrofe nacional causada pelo futebol.
Apesar da derrota, a Copa do Mundo trouxe um efeito incrível no país, com uma repercussão gigantesca. Os jogos eram transmitidos ao vivo e havia editoriais nas rádios para tratar do desempenho do time. A derrota, mesmo com todo o caráter de tragédia que ganhou, não impediu que os jogadores fossem recepcionados como heróis pelo desempenho na França. Receberam condecorações oficiais e fizeram carreatas, como se fossem campeões, em Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Leônidas da Silva se tornou uma estrela nacional, um ídolo brasileiro, acima de tudo, a ponto de ter se tornado o garoto propaganda de um chocolate. “Diamante Negro” era o apelido do atacante brasileiro e foi também o nome de batismo do chocolate, que existe até hoje.
O futebol era incontestavelmente popular e a repercussão daquela Copa causou um impacto enorme. O governo percebeu o quanto o futebol era capaz de mobilizar as pessoas e tratou de incentivá-lo. O futebol era uma forma de agregar as pessoas em torno de um tema nacional, mesmo que, de norte a sul, as pessoas tivessem diferenças em vários sentidos. Vargas foi hábil de patrocinar o crescimento do futebol, incentivando clubes, campeonatos de futebol no país e também ajudando a Seleção a participar de torneios internacionais. O futebol se tornou o maior propagador do nacionalismo brasileiro, um elemento de união de todo o país.
O que a Copa do Mundo significa para a seleção
O Brasil vem do 7 a 1 na última Copa e precisa melhorar a sua imagem – interna e externamente. A Seleção se recuperou em desempenho em campo, conseguindo resultados e saindo de humilhada em 2014 para uma das favoritas em 2018. A expectativa é que o Brasil faça uma boa Copa, o que significa não necessariamente ser campeão, mas jogar muito bem e ser a grande seleção que se acostumou a ser. O título, claro, é o ideal para lavar a alma, dilacerada desde aquela tarde de julho no Mineirão, há quatro anos.
Jogos na Copa
Domingo, 17/06 – 15h – Brasil x Suíça
Sexta-feira, 22/06 – 9h – Brasil x Costa Rica
Quarta-feira, 27/06 – 15h – Sérvia x Brasil
Ficha técnica
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