Copa do Mundo

Guia da Copa do Mundo 2022 – Grupo G: Camarões

Com um ciclo acidentado e um técnico inexperiente, não é sábio esperar muita coisa de Camarões no Catar

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Camarões volta à Copa do Mundo depois da ausência em 2018, em um continente onde a classificação para os Mundiais é sempre brutal e complicadíssima. Os Leões Indomáveis são uma das seleções africanas a terem chegado às quartas de final da Copa do Mundo, em 1990, quando perderam da Inglaterra. Depois disso, nunca mais conseguiram repetir aquele bom desempenho. Caíram sempre na fase de grupos nos Mundiais seguintes, em 1994, 1998, 2002, 2010 e 2014.

Será a terceira vez que Camarões estará no mesmo grupo do Brasil. Aconteceu em 1994 e em 2014 e, em ambas, o Brasil levou a melhor. Desta vez, Camarões terá um desafio dificílimo, já que além do Brasil, terá que enfrentar Sérvia e Suíça em busca de uma improvável classificação. O presidente da Federação Camaronesa de Futebol, o lendário Samuel Eto’o, está confiante. A realidade, porém, é que Camarões é uma zebra e qualquer resultado que não seja a lanterna do grupo será uma surpresa.

Como foi o ciclo até a Copa

Dá para dizer que Camarões fez um ciclo bastante acidentado desde 2018. Nas Eliminatórias para a Rússia, Camarões ficou em terceiro lugar no seu grupo, que teve a Nigéria como classificada, Zâmbia, eliminada, em segundo e a forte Argélia em último lugar. Após a eliminação, a Federação Camaronesa resolveu apostar em um nome pesado para comandar o time: Clarence Seedorf. Ele comandou a equipe de agosto de 2018 a julho de 2019, com 12 jogos comandados e uma Copa Africana de Nações no meio.

A Copa Africana de Nações de 2019 foi o primeiro grande desafio de Camarões e o time comandado por Seedorf terminou a fase de grupos em segundo lugar no Grupo F, que teve Gana como líder, Benin em terceiro e Guiné-Bissau em quarto. Nas oitavas de final, Camarões enfrentou a Nigéria, mas acabou derrotada por 3 a 2 e, assim, eliminada.

Houve, então, muita pressão de dirigentes para demitir Seedorf. O Ministro dos Esportes de Camarões na época, Narcisse Mouelle Kombi, exigiu a saída do treinador, por considerar a campanha insuficiente, tanto que chamaram a eliminação de precoce. A saída foi confirmada e veio então o técnico português Toni Conceição. O experiente treinador foi contratado para preparar o time para a Copa Africana de Nações seguinte, que seria sediada por Camarões.

Por causa da Covid, a CAN foi adiada para 2022. Camarões não precisava das Eliminatórias para se classificar por ser sede, mas ficou com o primeiro lugar do seu grupo. O time terminou com 11 pontos, tranquilamente. Foi também com o técnico que foi disputada boa parte das Eliminatórias para a Copa, com boa campanha: apenas uma derrota, para a Costa do Marfim, mas com cinco outras vitórias, o time se classificou em primeiro no seu grupo e foi à fase final, em um mata-mata que definiria a classificação à Copa.

O próximo desafio era a Copa Africana de Nações. O torneio foi adiado de 2020, quando estava inicialmente marcado, para 2021 e depois para 2022 por causa da pandemia. Havia uma imensa expectativa sobre o time, até um tanto injusta dada a situação do time em relação a outras seleções que pareciam mais fortes.

Camarões avançou na fase de grupos aos trancos e barrancos. Venceu Zimbábue na estreia por 1 a 0, mas empatando com Mali por 1 a 1 e com Burkina Faso por 0 a 0. Por isso, terminou apenas no segundo lugar. Veio então a fase de mata-mata e Camarões conseguiu vencer DR Congo por 2 a 1, avançando às semifinais. Mas na semifinal, o duelo com Marrocos pareceu estar fora do alcance dos camaroneses. Mesmo em casa, acabaram goleados por 4 a 0 e ficaram fora da final. A derrota veio também na disputa de terceiro lugar contra Guiné, deixando o time apenas no quarto lugar.

O resultado não foi bem aceito pela Federação Camaronesa, que quis fazer uma nova troca. A pressão do governo local foi mais uma vez muito forte e então Samuel Eto’o escolheu um amigo para o substituir e alguém com um grande nome, que foi Rigobert Song.

A sua primeira missão seria extremamente complicada: a fase final das Eliminatórias, em confrontos contra a Argélia que valeriam vaga na Copa do Mundo. A Argélia chegou como favorita e reforçou isso no primeiro jogo: vitória por 1 a 0 dos argelinos mesmo jogando em Camarões. A classificação à Copa ficou muito difícil para Camarões.

Só que o jogo de volta foi uma loucura: Eric Maxim Choupo-Moting fez o gol da vitória por 1 a 0 em Blida e levou a partida para a prorrogação. O drama só aumentaria: Ahmed Touba marcou o gol que parecia ser o da classificação da Argélia aos 118 minutos, ou seja, a dois do fim da prorrogação. Camarões não desistiu e, com quatro minutos de acréscimos, marcou o gol de empate no último lance. Pelo critério de gol fora de casa, os camaroneses se classificaram para a Copa. A Argélia ficou com a decepção.

Desde então, Song não teve muito tempo para mexer muito no time. Houve um jogo de eliminatórias da Copa Africana de Nações, uma vitória sobre Burundi por 1 a 0, além de outros três amistosos: derrota para o Uzbequistão por 2 a 0, derrota para a Coreia do Sul por 1 a 0, empate com a Jamaica por 1 a 1. O time chega com desconfianças e sem ter titulares definidos, nem sequer um esquema tático, porque o técnico nem teve tempo de mudar muita coisa.

Os amigos Song e Eto’o comemoram a vaga (Foto: AFP via Getty Images/One Football)

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Como joga (com time-base)

Nos jogos contra a Argélia, seus primeiros no comando da seleção camaronesa, o técnico Rigobert Song escalou o time em um 4-4-2 com duas linhas de quatro, sendo os jogadores de lado do campo liberados para atacar e formando uma dupla de ataque com Choupo-Moting e Aboubakar. Esta é uma possibilidade para o time jogar, mas há muitas outras.

Uma delas é manter uma formação com mais jogadores no meio-campo, em um 4-1-4-1, sacrificando um dos atacantes. Assim, manteria um jogador mais recuado no meio-campo, outros dois mais à frente, dois pelos lados do campo e um atacante. É uma formação mais defensiva que tenta aproveitar os jogadores de lado do campo.

O time também tem novas peças que podem ajudar a criar alternativas. A chegada de jogadores com nacionalidade camaronesa liberada só este ano, como Bryan Mbeumo, francês de nascimento que atuou nas seleções de base do país europeu, mas que mudou a sua associação para defender o país do seu pai, descendente de camaroneses.

O jogador do Brentford é uma opção interessante para atuar especialmente pelo lado direito do ataque. Sua chegada mais tarde ao elenco deve fazê-lo começar no banco, mas ele é uma opção interessante para, talvez, mudar o esquema do time para um 4-3-3, com Toko Ekambi por um lado e Mbeumo do outro.

O meio-campista Frank Anguissa é um dos que chega melhor na temporada e é o coração da equipe. É tecnicamente o jogador mais capaz de carregar a bola e criar boas jogadas. Pela esquerda, Karl Toko Ekambi é uma força importante, atuando aberto pela esquerda e também entrando bem pela área como um segundo atacante, quando o time atua só com uma referência. Pela direita, a principal arma pelo corredor é o lateral Collins Fai, que é quem costuma chegar pela linha de fundo. Por vezes Choupo-Moting começa atuando pela ponta direita, mas sua movimentação é quase sempre para o meio, abrindo o lado do campo para o lateral.

Seja como for, o time de Camarões gosta de jogar em transições rápidas, seja com uma bola longa para Aboubakar tentar segurar no físico e esperar o time chegar. Ou então usar as saídas pelos lados, pela direita com o lateral Collins Fai ou pela esquerda com Toko Ekambi. O time vai apostar em velocidade e no contra-ataque, enquanto segura na defesa o quanto puder os adversários da fase de grupos, que devem ser mais fáceis.

Time-base: André Onana; Collins Fai, Jean-Charles Castelletto, Nicolas N’Koulou e Nouhou Tolo; Martin Hongla, Samuel Oum Gouet, Frank Anguissa e Karl Toko Ekambi; Eric Maxim Choupo-Moting e Vincent Aboubakar.

>>> Confira análise de todas as seleções no canal de YouTube do Rafa Oliveira

Anguissa, Camarões (Foto: KENZO TRIBOUILLARD/AFP via Getty Images/One Football)

Donos do time

O principal nome de Camarões é o meio-campista Frank Anguissa. Aos 26 anos, ele tem brilhado pelo Napoli, sendo um dos principais jogadores de um dos times em melhor fase na Europa. Fisicamente forte, tecnicamente muito bom e em grande fase, ele pode ser o grande nome para conduzir Camarões. Como o time não é dos mais criativos, muitas das jogadas devem passar pelos pés do jogador.

O goleiro André Onana, de 26 anos, é um jogador que pode fazer a diferença por Camarões, até porque deve ser um time muito atacado. O goleiro trocou de clube nesta temporada e tem feito um bom papel pela Internazionale. Tecnicamente ele é muito bom, ainda que tenha ficado muito tempo parado ao longo desse ciclo.

Eric Choupo-Moting não foi um titular sempre na seleção camaronesa, mas a sua temporada pelo Bayern de Munique tem sido estelar. É um jogador que tem mostrado bastante qualidade, fazendo gols e tendo boas atuações. Com esse nível, é difícil não o colocar no time e aí a pergunta é se será no lugar de Aboubakar ou se o técnico adaptará o sistema para incluir os dois na equipe.

O atacante Karl Toko Ekambi chega como herói da classificação à Copa e deve ter um papel importante. O atacante do Lyon tem sido importante no clube e foi fundamental para a seleção. É um jogador que pode exercer tanto um papel importante abrindo o campo pela esquerda quando entrando na área e eventualmente até marcando seus gols.

Mbeumo, de Camarões (Foto: JUNG YEON-JE/AFP via Getty Images/One Football)

Caras novas

Bryan Mbeumo é uma cara nova e chega depois de ter conseguido a nacionalidade camaronesa, por causa do seu pai. Aos 23 anos, com passagens pelas seleções de base da França, país onde nasceu e cresceu, o jogador traz mais qualidade para o ataque de Camarões, ainda que não chegue inicialmente como titular. Ele tem atuado bem pelo Brentford na Premier League e traz uma boa experiência para o elenco.

Jerome Ngom Mbekeli, de 24 anos, é um jogador que chega para disputar a Copa ganhando a sua vaga na reta final. O técnico Rigobert Song resolveu apostar em jogadores da liga local. Ele defende o APEJES de Mfou e só fez a sua estreia na data Fifa de setembro, a última antes da convocação.

Souaibou Marou, de 21 anos, é outro que chega da liga local, promovido por Song. O jogador do Coton Sport foi destaque na Champions League Africana e marcou três gols em quatro jogos. Canhoto, com 1,82 metros, ele pode atuar tanto como centroavante quanto aberto pela esquerda. É um jogador com potencial, que deve ser uma opção no banco que ganhará experiência.

Rigobert Song, de Camarões (Foto: DANIEL BELOUMOU OLOMO/AFP via Getty Images/One Football)

Técnico

O técnico da seleção camaronesa é o jogador com mais jogos com a camisa do país, Rigobert Song, de 49 anos, que defendeu os Leões Indomáveis por 137 vezes. Ele chegou só neste ano de 2022, após a Copa Africana de Nações, quando Camarões foi sede e acabou eliminado na semifinal. Song, que foi companheiro de Samuel Eto’o, um dos maiores ídolos da história do futebol do país e atual presidente da Federação Camaronesa de Futebol.

Song trabalhou como assistente técnico de Camarões de 2012 a 2015, antes de assumir como técnico principal da seleção de Chade, mas ficou pouquíssimo tempo, sem sequer ter disputado jogos. Voltou a ser assistente técnico da seleção de Camarões de abril de 2017 a janeiro de 2018, quando assumiu o comando da seleção de forma interina, apenas até fevereiro. Em outubro de 2018, tornou-se técnico da seleção camaronesa sub-23.

Assumiu a principal em março deste ano, com a demissão de Toni Conceição, que estava no comando da equipe desde 2019. Conhecedor do futebol local e trabalhando muito próximo da seleção principal o tempo todo, ele assumiu conhecendo bem o elenco e vai para a Copa com a dificílima missão de tentar fazer um bom papel sendo claramente a equipe mais fraca.

Há questionamentos sobre Rigobert Song, que tem uma carreira enorme como jogador, mas que não teve continuidade como treinador e nem tem experiência.

A geografia do elenco

O elenco de Camarões tem a influência das suas duas maiores cidades de forma muito clara. A capitão do país, Yaoundé, tem sete jogadores no elenco de 26. Nicolas Nkoulou, André-Frank Zambo Anguissa, Martin Hongla, Gael Ondoua, Jerome Ngom Mbekeli, Vincent Aboubakar e Moumi Ngamaleu nasceram na capital camaronesa.

A cidade mais populosa de Camarões também tem a sua importância no elenco. Douala é a capital econômica do país, onde fica o maior porto da África Central e o maior aeroporto internacional do país. A população de mais de 5,7 milhões de pessoas têm bastante importância em termos de presença e influência no elenco. Nouhou Tolo, Olivier Mbaizo, Christian Bassogog e Jean-Pierre Nsame nasceram na cidade.

O goleiro André Onana nasceu em Nkolngok, um vilarejo que tem pouco mais de 200 pessoas, o menor local entre os convocados. O jogador nascido mais ao norte do país é Souaibou Marou, que nasceu em Garoua, uma grande cidade, com mais de 1,2 milhão de habitantes.

O elenco ainda tem nove jogadores nascidos fora do país. Como era de se esperar, o país colonizador tem grande influência: são oito jogadores nascidos na França que defendem os Leões Indomáveis. Também não por acaso, a maioria ao redor de Paris. Karl Toko Ekambi nasceu na capital francesa; Olivier Ntcham nasceu em Longjumeau, ao sul da cidade; Georges-Kévin Nkoudou nasceu em Versailles, a sudoeste de Paris, Jean-Charles Castelletto nasceu em Clamart, também a sudoeste de Paris, Christopher Wooh nasceu em Louvres, a nordeste de Paris; Davis Epassy nasceu em Soisy-sous-Montmorency, a norte de Paris. Além deles, Enzo Ebosse nasceu em Amiens, no norte do país; e Bryan Mbeumo nasceu em Avallon, no centro do país e a sudeste de Paris. O último dos nascidos fora do país é Eric Maxim Choupo-Moting, que nasceu em Hamburgo, na Alemanha, filho de um camaronês com uma alemã.

Onde jogam

Como um país de colonização francesa, é natural que a França seja um país influente na seleção camaronesa. Então, não é uma surpresa que haja quatro jogadores que atuem na França jogando por Camarões, empatado com a Itália. A ida de André Onana para a Inter fez com que a Itália também tivesse quatro jogadores no elenco de 26. Além dele, Enzo Ebosse atua pela Udinese, Martin Hongla atua pelo Verona e Anguissa no Napoli.

Na França, há o goleiro Simon Ngapandouetnbu, de 19 anos, que nem estreou pelo Olympique de Marseille, Jean-Charles Castelletto, do Nantes, Karl Toko Ekambi joga no Lyon e Christopher Wooh atua pelo Rennes. Depois de Itália e França, quem mais tem jogadores no elenco é a Arábia Saudita. O goleiro Devis Epassy, no Abha, o influente lateral Collins Fai, do Al-Tai, e o centroavante Vincent Aboubakar, do Al-Nassr.

São dois jogadores do futebol grego, Nicolas Nkoulou, do Aris, e Pierre Kunde, do Olympiacos. Há também dois jogadores da MLS, o lateral esquerdo Nouhou Tolo, do Seattle Sounders, e Olivier Mbaizo, do Philadelphia Union. São dois jogadores do futebol alemão também: Gael Ondoua, do Hannover 96, e Eirc Maxim Choupo-Moting, do Bayern de Munique. Outros dois jogadores atuam no futebol local de Camarões: Jerome Nhom Mbekeli, do APEJES de Mfou, e Souaibou Marou, do Coton Sport. Há ainda jogadores atuando na Bélgica, Gales, China, Rússia, Suíça, Inglaterra e Turquia.

Um herói em Copas

O momento mais marcante da história do futebol camaronês em Copas atende pelo nome de Roger Milla. O atacante defendeu a seleção camaronesa na Copa do Mundo de 1982, além de jogar as Olimpíadas de 1984, em Los Angeles. Em 1990, foi para a Itália jogar a Copa do Mundo e marcaria época.

Mesmo aos 38 anos, Milla fez uma grande Copa do Mundo. Foram quatro gols marcados pelo atacante ao longo do torneio. Dois deles foram contra a Romênia, no segundo jogo dos camaroneses. Outros dois vieram no jogo que mais marcou na memória: os dois gols contra a Colômbia, nas oitavas de final. Depois do empate por 0 a 0, os camaroneses fizeram dois gols com Milla. Valeu a classificação às quartas de final na vitória por 2 a 1.

Milla entraria também nas quartas de final contra a Inglaterra, ajudando o time a conquistar uma vantagem de 2 a 1 ao criar a jogada do gol para Ekeke. Os ingleses virariam o jogo na prorrogação, dando muito trabalho. O seu status de lenda estaria para sempre estabelecido.

Milla ainda foi convocado para jogar a Copa do Mundo de 1994. Aos 42 anos, ele jogou aquela Copa e se tornou o jogador mais velho a disputar o torneio, recorde que só seria batido em 2018 pelo egípcio Essam El Hadary. Milla fez um gol naquela Copa, contra a Rússia, fechando a sua conta. Ele jogou seu último jogo pela seleção camaronês foi em dezembro de 1994, contra a África do Sul.

Calendário

24/11 – 07h00 – Suíça x Camarões – Estádio Al Janoub
28/11 – 07h00 – Camarões x Sérvia – Estádio Al Janoub
02/12 – 16h00 – Camarões x Brasil – Estádio Nacional de Lusail

Todos os convocados

NúmeroPosiçãoJogadorData de nascimentoClubeJogosGolsLocal de Nascimento
Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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