Guia da Copa do Mundo 2022 – Grupo C: Polônia
Com Lewandowski, um dos melhores do mundo, a Polônia leva esperança para a Copa do Mundo de aproveitar o seu craque e conseguir fazer um bom papel
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Poucas seleções na história tiveram a oportunidade de disputar uma Copa contando com o melhor jogador do mundo, segundo a eleição da Fifa. Ou da Bola de Ouro, que seja. As brilhantes temporadas de Robert Lewandowski, mesmo antes de ser consagrado individualmente, aumentaram os holofotes sobre a seleção polonesa. E a resposta geralmente foi decepção. Mesmo contando com outros jogadores talentosos em seu elenco, a Polônia tem dificuldades para emplacar uma campanha decente. A melhor em tempos modernos (a partir de 1986), foi a Eurocopa de 2016, quando chegou às quartas de final. E ainda não foi com um futebol exuberante, marcando apenas dois gols na fase de grupos e passando pela Suíça nos pênaltis nas oitavas de final. O resto trouxe eliminações precoces, antes do mata-mata, quando se classificou. A Argentina é favorita, a Arábia Saudita não deve colocar medo em ninguém. A briga será com o México pela segunda vaga. A Polônia tem capacidade e qualidade para vencer essa disputa, mas terá que finalmente colocá-la em campo em uma grande competição.
Como foi o ciclo até a Copa
Adam Nawalka havia chegado à Copa do Mundo da Rússia em alta pela campanha nas Eliminatórias Europeias. Conseguiu a vaga direta em primeiro lugar, com oito vitórias em dez jogos, superando a Dinamarca. A campanha no torneio, porém, foi mais uma vez decepcionante. Não passou às oitavas de final e ficou em último lugar em um grupo equilibrado (Colômbia, Japão e Senegal), apesar de contar com um jogador do calibre de Robert Lewandowski. Nawalka foi substituído por Jerzy Brzeczek, que tinha apenas duas temporadas de experiência na primeira divisão como técnico, pelo Lechia Gdansk e pelo Wisla Plock.
Dois empates e duas derrotas lhe concederam um começo de trabalho com o último lugar na Liga das Nações, mas a Polônia voltou a mostrar força nas eliminatórias ao se classificar em primeiro lugar para a Eurocopa de 2020. O grupo não era o mais difícil, mas foi dominado, com oito vitórias em dez jogos, à frente da Áustria. Com a ampliação para quatro seleções na primeira divisão da Liga das Nações, a Polônia teve a chance de disputá-la novamente e fez um papel melhor, em terceiro lugar, meio que perto de Holanda e Itália. Mas não foi o bastante para segurar Brzeczek no cargo.
Paulo Sousa, hoje um ilustre conhecido da torcida do Flamengo, foi contratado para o seu lugar. Tinha experiência importante em um nível relativamente alto, com passagens por Fiorentina e Bordeaux e títulos nas ligas de Israel e Suíça. Na hora do vamos ver, nova decepção. Dessa vez, pelo menos Lewandowski fez a sua parte e tentou carregar a Polônia adiante na Eurocopa, sem sucesso. Apenas um ponto em três jogos e uma nova lanterna para a coleção. Coletivamente, ainda se mostrava um time aquém do talento à disposição.
Conseguiu, por um fiapinho, ficar à frente de Hungria e Albânia nas Eliminatórias para a Copa do Mundo e se classificou à repescagem. Sousa não continuou para 2022. Preferiu treinar o Flamengo a ter a chance de disputar o Mundial. O ex-técnico do Legia Varsóvia, Czeslaw Michniewicz, assumiu em seu lugar. A Polônia não precisou passar pela semifinal porque a Rússia foi suspensa pela Fifa por causa da guerra na Ucrânia. Mais eficiente que a Suécia, e com gol de Lewandowski, a Polônia conseguiu carimbar a vaga para sua nona Copa do Mundo, mas não foi um ciclo que passou muita esperança de que dessa vez fará um papel mais honroso.
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Como joga
Michniewicz experimentou com linha de quatro na defesa mais do que o seu antecessor, mas deve ir para a Copa do Mundo com o trio de zagueiros como base. É um time sem tanta qualidade na saída de bola, entre seus zagueiros e primeiros volantes, que deve priorizar jogadas mais diretas, buscando o pivô de Lewandowski e sua capacidade de acionar os companheiros de costas para o gol e a velocidade dos alas.
À frente de Wojciech Szczesny, que teve a dura missão de substituir Gianluigi Buffon na Juventus (e pelo menos não está nem entre os dez maiores problemas da Velha Senhora ultimamente), costuma jogar o experiente Kamil Glik, com 34 anos, do Benevento e com passagens por Torino e Monaco. Outro nome conhecido é Jan Bednarek, que trocou o Southampton pelo Aston Villa na última janela de transferências. Um probleminha aí: são dois zagueiros lentos e sem muita qualidade na saída de bola. O mais móvel é o terceiro membro do trio, Jakub Kiwior, do Spezia. No geral, é uma defesa que precisa ser bem protegida, que pode sofrer se tentar marcar pressão com linha alta.
Com três zagueiros, os alas ganham uma importante função ofensiva – ao mesmo tempo em que fecham em uma linha de cinco quando a Polônia é atacada. Esse é um setor de qualidade porque conta com o jovem Nicola Zalewski, que ganhou espaço com José Mourinho na reta final da última temporada e se tornou uma promessa da Roma. Na direita, as opções são até abundantes. Przemyslaw Frankowski tem experiência, mas não tanto quanto Bartosz Bereszynski. Quem pode tomar a dianteira é Matty Cash, que nasceu na Inglaterra e ganhou a nacionalidade polonesa no final do ano passado.
No meio-campo, onde existe possibilidade de mais variações, a Polônia tem um desfalque importante. Jakub Moder, do Brighton, ficou fora da Copa do Mundo por uma lesão séria em seu joelho. Quem deve começar as jogadas e tentar fazer a saída de bola é o eterno Gzregorz Krychowiak, atualmente no Al Shabab, da Arábia Saudita. A convocação, surpreendentemente, não contou com Karol Linetty, do Torino, ou Mateusz Klich, do Leeds. Isso pode indicar um recuo de um dos armadores, Sebastian Szymanski, do Feyenoord, ou Piotr Zielinski, do Napoli, abrindo espaço para mais um atacante, ou a entrada de Szymon Zurkowski, da Fiorentina.
No ataque, claro, está Robert Lewandowski. A dúvida é se ele atuará sozinho, saindo da área e preparando para as chegadas dos meias, ou se terá a companhia de outro centroavante. Se tiver, um dos volantes pode voltar para o banco de reservas, com uma formação bem mais ofensiva. As opções são Arkadiusz Milik, que tem feito exatamente esse papel na Juventus, ao lado de outro centroavante, Dusan Vlahovic, ou Krzystof Piatek, que já teve dias melhores e atualmente está na Salernitana. Correndo por fora, Karol Swiderski, do Charlotte.
Time-base: Szczesny; Jan Bednarek, Kamil Glik e Jakub Kiwior; Matty Cash, Krychowiak, Szymon Zurkowski, e Zalewski; Szymański, Zieliński e Robert Lewandowski. Técnico: Czeslaw Michniewicz.
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Donos do time
Robert Lewandowski era um dos melhores atacantes do mundo na última Copa do Mundo, mas chegará à próxima como o primeiro jogador a ser duas vezes seguidas eleito melhor jogador do mundo pela Fifa, sem contar Lionel Messi e Robert Lewandowski, desde Ronaldinho Gaúcho em 2004-2005. É um feito e tanto, naturalmente auxiliado pelo envelhecimento natural das duas estrelas. Mas, se fizéssemos uma pesquisa durante o torneio russo sobre quem quebraria essa hegemonia, não sei se muitos teriam escolhido o novo atacante do Barcelona.
Nesse período, porém, Lewandowski fez 193 gols em 180 jogos pelo Bayern de Munique, quebrando recordes que eram de Gerd Müller. Foram duas temporadas com pelo menos 50 bolas na rede e uma Bundesliga – que tem apenas 34 rodadas – em que superou 40. Contribuiu para a manutenção do domínio doméstico dos bávaros e com um título da Champions League. Em busca de novos desafios, forçou sua saída para o Barcelona, no qual tem sido individualmente um jogador muito importante, mesmo que o coletivo ainda não esteja afiado.
Se historicamente jogadores começam a desacelerar depois dos 30 anos, Lewandowski entrou em trajetória oposta e se tornou um craque ainda melhor. Precisava, no entanto, entregar uma participação importante pela Polônia. Seu histórico não era bom em grandes competições. Continua não sendo, mas pelo menos agora conta com a última Eurocopa, na qual fez a sua parte tentando levar a seleção à próxima fase, com três gols nos últimos dois jogos. Seria salutar a Lewandowski se a seleção, coletivamente, conseguisse melhorar.
O seu principal escudeiro é Piotr Zielinski, que se transformou em um importante meia do futebol europeu desde que trocou a Udinese pelo Napoli, mas nesses últimos meses está em crescimento como um dos líderes da sensação da temporada. Importante para minuciar Lewandowski e também com chegada na área para ser um segundo finalizador, se a Polônia atuar com apenas um atacante. Ele também não tem um histórico amplo de brilhantismo pela seleção, mas chega em ótima fase.
Krychowiak, por outro lado, já teve dias melhores. Mesmo assim, continua sendo uma liderança importante, pela experiência que acumulou em mais de 10 anos de seleção polonesa. O ex-jogador de Sevilla e Paris Saint-Germain estreou em 2008 e começou a ser constantemente utilizado a partir de 2012. Nem a irregularidade no último ciclo o fez perder tanto espaço, titular na Euro 2020 e com uma assistência saindo do banco de reservas na vitória decisiva sobre a Suécia. Passou a maior parte dos últimos quatro anos no Lokomotiv Moscou, mas sua última temporada foi errática, com passagens por Krasnodar e AEK Atenas antes de se mudar para Arábia Saudita para defender o Al Shabab.
Com mais jogos do que Krychowiak na seleção polonesa entre os convocados, apenas Lewandowski e Kamil Glik. Como o companheiro, o zagueiro está na fase final da carreira, agora no Benevento da segunda divisão. Mas teve passagens muito importantes pelo Torino e principalmente pelo Monaco, no qual foi titular de um título da Ligue 1. Após perder espaço na França, retornou à Itália e permaneceu no Benevento mesmo com o rebaixamento. Está na seleção desde 2010 e segue sendo uma peça central na defesa.
Caras novas
Em meio a uma onda de seleções ao redor do mundo buscando naturalizações para reforçar seus elencos, a Polônia tratou Matty Cash como uma questão de Estado. O governo interveio para acelerar o passaporte para que ele estivesse disponível para a Copa do Mundo. Estreou em novembro do ano passado e fez sete jogos. Destaque do Nottingham Forest vendido ao Aston Villa, a sua qualidade no cruzamento e experiência no alto nível da Premier League podem ser muito úteis para a Polônia.
Sebastian Szymanski despontou pelo Legia Varsóvia e teve três temporadas pelo Dynamo Moscou antes de ser emprestado ao Feyenoord, depois do começo da guerra com a Ucrânia. Tem sido um dos destaques do vice-campeão da Conference League, com boa contribuição em gols e assistências no Campeonato Holandês. Ainda tem apenas 23 anos e gosta de arrancar em velocidade carregando a bola, o que pode ser decisivo em um time que às vezes precisa se defender atrás. Não teve muitas chances na seleção em 2021, com Paulo Sousa, mas foi resgatado por Michniewicz e é candidato a ser titular no Catar.
Outro jovem que tem pedido passagem é Nicola Zalewski, fruto das categorias de base da Roma. Nasceu na Itália, inclusive. Ele estreou no time principal no final da temporada 2020/21, mas começou a ganhar espaço mesmo com José Mourinho, aproveitando a lesão de Spinazzola e passando à frente de Matias Viña. Foi titular na reta final da Serie A e nas últimas fases da campanha vencedora na Conference League. Com Spinazzola de volta, continua jogando bastante, às vezes deslocado à ala direita.
Um nome que também vale destacar é o do atacante Karol Swiderski, de 25 anos. Embora mais velho, chegou à seleção em 2021 e foi bastante utilizado por Paulo Sousa. Teve menos minutos com a nova comissão técnica, mas seguiu sendo convocado e é uma alternativa a Milik menos desgastada que Piatek para ser companheiro de Lewandowski. Ou para entrar no segundo tempo. Fez uma quantidade razoável de gols pelo PAOK, da Grécia, antes de se transferir para o Charlotte, da Major League Soccer, no último mês de janeiro.
O técnico
Czeslaw Michniewicz está na pista faz tempo. Foi campeão pelo Lech Poznán na Copa da Polônia e pelo Zaglebie Lunin, na liga nacional, na primeira década do século, mas sua carreira saiu um pouco dos trilhos. Ele se recuperou no comando do time sub-21 da Polônia, entre 2017 e 2020, e foi contratado pelo Legia Varsóvia. Levou mais um caneco da Ekstraklasa, nome da primeira divisão do Campeonato Polonês. A chance de disputar uma Copa do Mundo caiu em seu colo com a saída de Paulo Sousa no começo do ano. Precisava apenas passar pela repescagem, o que ficou mais fácil com a suspensão na Rússia. A vitória sobre a Suécia foi seu grande momento. Mas a escolha também gerou polêmica por causa de uma reportagem do site Wirtualna Polska que denunciou uma ligação entre Michniewicz e Ryszard Forbrich, personagem central em um suposto esquema de manipulação de resultados na Polônia, que data da época em que o técnico ainda era jogador. A Federação Polonesa disse que, se “Michniewicz tivesse sido condenado”, ele não teria sido contratado. Michniewicz planeja processar o jornalista responsável pela matéria depois da Copa do Mundo.
Geografia do elenco
Se 98% da população é etnicamente polonesa, estima-se que haja cerca de 20 milhões imigrantes ao redor do mundo, o que torna curioso que apenas dois jogadores convocados tenham nascido fora da Polônia. Um deles é Matty Cash. A sua história foi contada em detalhes neste perfil do Guardian: Ryszard Tomaszewski nasceu em Stanislaslow três anos antes da Segunda Guerra Mundial. A cidade era parte da Segunda República Polonesa antes do conflito e hoje em dia fica na Ucrânia. Quando a União Soviética tomou-a, em 1940, Ryszard foi enviado para os campos de trabalho da Sibéria ao lado da mãe e das duas irmãs, como parte do desmembramento da Polônia.
Em julho de 1941, em busca de aliados para enfrentar a invasão nazista, a União Soviética, com mediação do Reino Unido, assinou um tratado com o então primeiro-ministro polonês que liberou dezenas de milhares de prisioneiros poloneses e permitiu a criação de um exército daquele país. Os Tomaszewskis estavam entre eles. Buscando um lugar para recomeçar, tentaram o Irã, a Índia e a Tanganica (hoje Tanzânia) antes de embarcarem em um navio para Liverpool, em 1948, quando Ryszard tinha 12 anos. Em 1964, ele conheceu uma mulher polonesa chamada Janina enquanto visitava a irmã em Ealing, oeste de Londres. Casaram e tiveram uma filha chamada Barbara, que atou laços com Stuart Cash, um ex-lateral esquerdo. Eles tiveram um filho chamado Matthew.
Segundo Cash, o ex-presidente da Federação Polonesa, o craque Zbigniew Boniek, não ficou entusiasmado quando o lateral nascido na Inglaterra o procurou pela primeira vez. Isso mudou com o novo líder da entidade, Cezary Kulesza. “Tem sido um momento de muito orgulho para a minha família, especialmente no lado da minha mãe. Tenho relações na Polônia, mas nunca estive lá e nunca os conheci”, admitiu Cash, antes de fazer seus primeiros jogos pela seleção. “Eu falo apenas algumas palavras de polonês, mas minha mãe é fluente e está me ajudando”.
Os pais de Nicola Zalewski são imigrantes poloneses na Itália. Chegaram no final dos anos 1980. O garoto que impressiona pela Roma nasceu em Tivoli, a cerca de 30 kms de Roma. Ele afirmou que teve a opção de jogar pela Itália, mas “por respeito à seleção polonesa e à minha família, decidi pelo time polonês. Eu me sinto polonês, 100%”. Fez a sua estreia em 5 de setembro de 2021, fora de casa contra San Marino, um enclave da Itália, o que permitiu que o pai, Krzysztof, o visse vestir as cores da Polônia com os próprios olhos marejados. Três semanas depois, morreu de câncer.
Onde jogam
A Polônia tem jogadores em clubes importantes da Europa. Muitos na Itália, onde atuam dez jogadores, com destaques para Szczesny e Milik, que defendem a Juventus, Piotr Zielinski, do Napoli, líder da Serie A na parada da Copa do Mundo, e Nicola Zalewski, da Roma. Mais para baixo na tabela, o Benevento, do experiente Kamil Glik. Bologna, Salernitana, Sampdoria e Spezia também terão representantes poloneses na Copa do Mundo do Catar.
O resto do elenco está bastante espalhado. Além de Matty Cash, o Aston Villa também conta com o zagueiro Jan Bednarek, que recentemente se transferiu para o clube de Birmingham após cinco anos no Southampton. Krystian Bielik milita na segunda divisão da Inglaterra pelo Birmingham City. França e Alemanha têm dois jogadores cada que, com Robert Lewandowski no Barcelona, totalizam 17 das cinco grandes ligas europeias. É uma boa quantidade para sinalizar qualidade técnica, embora nem todos estejam brigando na parte de cima da tabela.
Sem espaço no Liverpool, Kamil Grabara foi para o Copenhague. Damian Szymanski defende o AEK Atenas, e Sebastian Szymanski é do Feyenoord, embora estivesse no Dynamo Moscou antes do começo da guerra da Rússia com a Ucrânia. Krychowiak aproveitou um momento de baixa da carreira para ganhar uns trocados no Al Shabab, da Arábia Saudita, e Karol Swiderski embarcou no sonho americano após fazer uns gols pelo Paok, também da Grécia. A liga nacional tem apenas três jogadores: um jovem, Michal Skoras, do Lech Poznan, e dois veteranos, Kamil Grosicki, do Pogon, e Artur Jędrzejczyk, do Legia Varsóvia.
Um herói em Copas
A Polônia teve seu grande momento em Copas do Mundo entre os anos setenta e oitenta. Aquela seleção contava com nomes importantes. Como Grzegorz Lato. E como Zbigniew Boniek, um meia cerebral que tinha enorme capacidade técnica e conseguiu se colocar na seleção de um Mundial estrelado como o de 1982 – digamos que Falcão, Sócrates e Zico eram fortes concorrentes no seu setor.
Surgiu pelo Zawisza Bydgoszcz, mas despontou pelo Widzew Lódz, após uma transferência aos 19 anos. Contribuiu à campanha polonesa na Copa do Mundo de 1978 e ganhou dois títulos nacionais na Polônia antes de se destacar como o principal líder da seleção que chegou às semifinais do torneio na Espanha. Destaque especial para a vitória por 3 a 0 sobre a Bélgica na segunda fase, quando anotou um hat-trick. O brilho lhe valeu uma transferência para a Juventus, na qual atuaria com outro destaque daquele torneio, Michel Platini.
Em três anos pela Juventus, conquistou títulos da Serie A da Copa da Itália, uma Recopa Europeia e também a Copa dos Campeões de 1984/85, que foi marcada pela tragédia de Heysel. Na próxima temporada, foi para a Roma ser a principal estrela estrangeira após a saída de Falcão e ganhar mais uma Copa da Itália. Desfrutou dos seus últimos três anos como um excepcional jogador de futebol na capital italiana. Foi capitão da Polônia em sua terceira e última Copa do Mundo, em 1986, sem o mesmo sucesso.
Calendário
22/11 – 13h00 – México x Polônia – Estádio 974
26/11 – 10h00 – Polônia x Arábia Saudita – Estádio Cidade da Educação
30/11 – 16h00 – Polônia x Argentina – Estádio 974
Todos os convocados
| Número | Posição | Jogador | Data de nascimento | Clube | Jogos | Gols | Local de Nascimento |
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