Copa do Mundo

Guia da Copa do Mundo 2022 – Grupo A: Catar

O Catar estreará em Copas com o peso de ser o anfitrião, mas depois de realizar uma extensa preparação e investir na base

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Será a primeira Copa do Mundo do Catar em toda a sua história, então o torneio tem um significado enorme para o país. Será também simbolicamente enorme, já que é a primeira vez que a Copa do Mundo será disputada no Oriente Médio e em um país árabe. Fundada em 1960, a Federação do Catar só se filiou à Fifa em 1972, ou seja, são 50 anos que o país pode competir em torneios da entidade. Sua primeira campanha de Eliminatórias da Copa aconteceu só em 1977 e a estreia na Copa da Ásia aconteceu em 1980. O Catar já tinha ficado perto de se classificar à Copa em 1990 e 1998, quando foi eliminado já nas fases finais. Será em 2022, porém, que o país fará a sua estreia e como sede. 

Como foi o ciclo até a Copa

O Catar foi escolhido para sediar a Copa em dezembro de 2010, em uma votação que elegeu também a Rússia para receber 2018. Desde então, a seleção do país passou por muitas mudanças. Neste último ciclo, a nação conseguiu suas maiores glórias em sua história. É verdade que o Catar já tinha vencido a Copa do Golfo três vezes, em 1992, 2004 e 2014, mas foi no atual ciclo que conquistou, pela primeira vez, o título continental. 

Em 2019, a Copa da Ásia foi disputada nos Emirados Árabes Unidos e o Catar estava no Pote 2 da competição. Caiu no grupo da cabeça de chave Arábia Saudita, o Grupo E. O desempenho foi excelente: venceu o Líbano por 2 a 0, a Coreia do Norte por 6 a 0 e, por fim, a favorita Arábia Saudita por 2 a 0. No mata-mata, derrotou o Iraque por 1 a 0, a Coreia do Sul também por 1 a 0 e os mandantes, Emirados Árabes Unidos, por 4 a 0. Foi à final contra o Japão, uma potência regional, e ganhou por 3 a 1, garantindo assim o seu primeiro título na história do torneio. O principal jogador do time foi Almoez Ali, artilheiro do certamente com nove gols. 

O calendário de jogos do Catar durante o ciclo foi um tanto diferente. Após conquistar a Copa da Ásia, em fevereiro, o time foi à América do Sul para participar da Copa América de 2019 como convidado. Antes da estreia, ainda fez um amistoso com o Brasil, sede da competição. A equipe ficou no Grupo B, ao lado de Argentina, Colômbia e Paraguai, e a campanha foi ruim: empate com o Paraguai e derrotas para Colômbia e Argentina, o que significou a lanterna da chave e eliminação na primeira fase.

Em setembro daquele mesmo ano de 2019, começou a disputa das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022. Teoricamente, o Catar não participaria porque é o país-sede, mas na Ásia o torneio também serve como seletiva para a Copa da Ásia e, assim, os catarianos jogaram. Na primeira fase, o time ficou em primeiro lugar em uma chave com Omã, Índia, Afeganistão e Bangladesh. Foram sete vitórias e um empate. Ao final desta fase, já classificado à Copa da Ásia, o Catar não seguiu no torneio. 

Ainda em 2019, mas em dezembro, o Catar participou de mais um torneio: a Copa do Golfo, na qual foi até a semifinal. Perdeu da Arábia Saudita, que decidiu o título com o Bahrein – e perdeu por 1 a 0. Além das competições oficiais, o Catar fez vários amistosos contra seleções de outros continentes. 

Em 2021, com a retomada de competições paradas pela pandemia, o Catar voltou a mais uma competição na América como convidado: a Copa Ouro, da Concacaf. Os catarianos fizeram uma boa competição: terminaram em primeiro no Grupo D, que tinha Honduras, Panamá e Granada. Na fase final, perderam nas semifinais para os Estados Unidos, que decidiram o título com o México e venceram por 1 a 0. 

Por fim, mas não menos importante, o Catar foi uma espécie de sparring das seleções europeias ao longo das Eliminatórias da Copa na Europa, funcionando como um time sombra no Grupo A. Assim, fez jogos contra Luxemburgo, Azerbaijão, Irlanda, Sérvia e Portugal, em duelos de ida e volta, mas sempre disputados na Europa. Na prática, foram apenas amistosos, mas serviu para dar calendário à seleção catariana na preparação para o Mundial.

Em novembro de 2021, o Catar recebeu a Copa Árabe no país, como um evento teste para a Copa do Mundo. O Catar ficou no Grupo A e terminou em primeiro, em uma disputa que envolveu Omã, Iraque e Bahrein. Nas quartas de final, o Catar goleou os Emirados Árabes, mas perdeu na semifinal para a Argélia. Na disputa de terceiro lugar, venceu o Egito nos pênaltis – os times africanos que participaram contaram com elencos alternativos, já que as principais estrelas em atividade na Europa não puderam disputar o torneio, realizado de 30 de novembro a 18 de dezembro. Os catarianos tinham a equipe principal, já que as ligas do Oriente Médio e do norte da África paralisaram suas atividades para ceder os atletas.

Em 2022, o Catar fez apenas amistosos desde março, incluindo até jogos contra clubes, que não são considerados partidas oficiais atualmente. Desde junho, a equipe se manteve em regime intensivo de treinamentos, com os atletas liberados por seus clubes – o Campeonato Catariano, bastante desfalcado, realizou suas rodadas durante apenas um mês e meio ao longo desse segundo semestre. Com tantos compromissos e tantas competições, o Catar ganhou mais casca, mais experiência e chega à Copa do Mundo certamente muito melhor do que quando começou o ciclo – embora não mais com o nível de futebol apresentado na Copa da Ásia.

O capitão Al-Haydos (DENOUR/AFP via Getty Images/One Football)

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Como joga

Ao longo do ciclo, o técnico Félix Sánchez alternou bastante os esquemas táticos e a forma de jogar. A ideia do time é ser ofensivo, aproveitando toda a filosofia da Aspire Academy, fundada em 2004 e com clara inspiração no futebol espanhol para formar jogadores e desenvolver o futebol do país e, consequentemente, a seleção.

Assim, em 2019 o time jogava em uma variação do 4-2-3-1 e do 4-3-3. No duelo contra o Japão, na decisão da Copa da Ásia, o Catar já fez mudanças sutis para ter três zagueiros, transformando ligeiramente a equipe para se tornar mais segura em jogos grandes. A formação foi usada mais vezes na Copa América de 2019, em um 5-4-1 ou 5-3-2 em outros momentos, recuando os alas para serem laterais.

A formação com linha de cinco atrás, em um 5-3-2, foi a que prevaleceu nos poucos jogos de 2020, já no segundo semestre, quando os compromissos foram retomados, ainda em meio à pandemia da COVID-19. Essa formação foi a mais utilizada também em 2021 nos amistosos, com uma rara variação para um 4-4-2 no jogo contra a Índia, nas Eliminatórias da Ásia. Nos confrontos contra seleções mais fortes da Europa, como Portugal, o time atuava em um 5-4-1, como já tinha feito também em partida contra a Argentina.

A formação com três zagueiros foi a que prevaleceu, com pequenas variações. Em alguns jogos, o time pode atuar em um 3-4-1-2, como contra a Bulgária, e em outros pode atuar em um 3-5-2 mais ofensivo, com alas bem avançados. Na maior parte das vezes, porém, a formação que domina é a 5-3-2. 

O time é bastante versátil, com seus alas podendo atuar como laterais e até como zagueiros. Pedro Miguel (o Ró-Ró), que pode ser ala direito e zagueiro, e Bassan Al-Rawi, outro que pode atuar como ala direito, zagueiro e ainda como meio-campista. Outros dois exemplos são Abdelkarim Hassan, ala pela esquerda e que pode atuar como lateral, e Ismaeel Mohammed, que pode atuar nas duas laterais. Já no miolo de zaga, Boualem Khoukhi é um nome importante pelo acréscimo técnico, com qualidade na construção.

Usualmente, o time atua como dois jogadores centralizados pelo meio, como volantes. Karim Boudiaf e Abdulaziz Hatem são nomes constantes nessas posições, mas que podem ser ocupadas também por Mohammed Waad. O time se alterna em termos de jogadores ofensivos, podendo ter o capitão Hassan Al-Haydos, o capitão do time e camisa 10, que atua como meia ofensivo e atacante. O Catar também pode entrar com jogadores formando um trio de meio mais defensivo. Quem também tende a ocupar a posição de meia ofensivo é Ali Asad. No ataque, aí não há dúvida: Almoez Ali, o principal destaque, é o titular absoluto. Ao lado dele, Akram Afif, outro destaque e que é titular sempre, podendo ser recuado para o meio ou até colocado nas pontas para abrir espaço para um time mais ofensivo.

Embora a posse de bola tenha sido a proposta inicial, desde 2021 o time tem jogado de forma um pouco mais cautelosa. O Catar não joga enfiado atrás, porém: é uma equipe que deixa o adversário jogar, não faz pressão alta e, ao mesmo tempo, tenta marcar com a linha defensiva um pouco mais alta. Não tão alta como quem pressiona à frente, mas longe de estar dentro da área a maior parte do tempo, ao menos não por proposta. 

Time-base: Saad Al-Sheeb; Pedro Miguel (Ismaeel Mohamed), Bassam Al-Rawi (Terek Salman), Boualem Khoukhi, Abdelkarim Hassan e Homam Ahmed; Karim Boudiaf, Abdulaziz Hatem e Hassan Al-Haydos; Akram Afif e Almoez Ali. 

>>> Confira análise de todas as seleções no canal de YouTube do Rafa Oliveira

Akram Afif e Almoez Ali (GIUSEPPE CACACE/AFP via Getty Images)

Donos do time

Quem mais brilha na seleção do Catar é Akram Afif, de 25 anos, com um bom número de gols pela seleção catariana e grande referência técnica, seja para gols, seja para assistências. Pode atuar em qualquer posição do ataque, pelos lados, pelo centro, como referência, e até recuado no meio. Nascido em Doha, o atacante é outro formado pela Aspire Academy e que teve breves passagens por Eupen, Villarreal e Sporting de Gijón. Desde 2018, se tornou destaque do Al Sadd, clube da liga do Catar, onde foi eleito o melhor jogador do ano na temporada 2018/19, além de ter conquistado três títulos da liga do Catar, duas Copas do Emir, duas Copas do Catar e uma Supercopa do Catar. 

Artilheiro do time na Copa da Ásia de 2019 conquistada pelo Catar, Almoez Ali é mais um destaque da equipe. Aos 26 anos, o jogador, nascido no Sudão, é fruto da Aspire Academy e passou por clubes europeus como o time B do LASK Linz e a Cultural Leonesa, na Espanha. Sem conseguir brilhar em nenhum desses clubes, ele se tornou destaque no Al-Duhail, no próprio Catar. Conquistou a liga do Catar em três temporadas, além de uma Copa do Emir e uma Copa do Catar. O atacante está próximo de ser o maior artilheiro da história da seleção catariana e tem tudo para marcar a história do futebol do país sendo o craque do time em uma Copa do Mundo em casa.

Dono da camisa 10 e da braçadeira de capitão, Hassan Al-Haydos é símbolo de uma “velha guarda” da seleção do Catar, antes do surgimento da Aspire Academy. É uma figura notável no país, com seu rosto estampando várias propagandas nas ruas de Doha. Atua como um meia armador de qualidade técnica e passou a carreira inteira no Al-Sadd, com uma coleção de títulos. Já na seleção, é o recordista de partidas na história, com 169 aparições. Às vésperas de completar 32 anos, vem entrando mais recuado nos últimos tempos.

O goleiro da seleção do Catar é um jogador mais experiente, Saad Al-Sheeb, de 32 anos. É considerado um dos melhores goleiros da história do Catar e viveu o seu ápice, sem dúvida, na conquista da Copa da Ásia em 2019. Foi eleito o melhor goleiro do torneio ao sofrer apenas um gol naquela edição. Atleta do Al Sadd, ele é considerado um jogador-chave, até porque o time deve ser muito atacado. No clube, ele é um arqueiro bastante vitorioso: quatro títulos da liga do Catar, cinco da Copa do Emir, quatro da Copa do Catar, três Supercopas do Catar e o título mais importante de todos: a Liga dos Campeões da Ásia, em 2011, que classificou o time ao Mundial de Clubes, quando terminou em terceiro lugar.

O ala Homam Ahmed (JACK GUEZ/AFP via Getty Images)

Caras novas

Um dos nomes que ganharam força no time é o ala esquerdo Homam Ahmed, de 23 anos. Ele ganhou a posição de titular quando Abdelkarim Hassan, que era o ala titular, foi recuado para a defesa, na linha de três zagueiros. É um ala que funciona como um bom apoiador, que chega à linha de fundo e que pode trabalhar bem com o craque do time, Akram Afif.

No meio-campo, Mohammed Waad é novidade e tem ganhado força. Com 23 anos, o jogador do Al-Sadd foi titular em algumas oportunidades e parece pronto para brigar por uma posição no setor. Deve ser reserva, mas já é bastante utilizado e que pode ter minutos na Copa do Mundo. 

O técnico Félix Sánchez (KARIM JAAFAR/AFP via Getty Images)

Técnico

O espanhol Félix Sánchez é um treinador jovem, com 46 anos, e um longo trabalho no Catar. Não só na seleção principal, que comanda desde 2017 e pela qual conquistou o maior título da história do futebol de seleções do país, a Copa da Ásia em 2019. Nascido em Barcelona, foi no clube catalão que começou a carreira. Ainda em 2006, ele se mudou para o Catar e passou a trabalhar na Aspire Academy, o grande projeto do futebol local. 

Em 2013, virou técnico da seleção sub-19 do país e conquistou um título importante: a Copa da Ásia sub-19, com um elenco de jogadores formados na Aspire Academy. Treinou também o time sub-20 e sub-23 (o time olímpico) do Catar, até que, em julho de 2017, foi escolhido como substituto de Jorge Fossati como técnico da seleção principal. 

O trabalho que tem feito chama a atenção porque conseguiu tornar o Catar um competidor no nível asiático. Claro que para a Copa do Mundo a história é outra, mas a expectativa é alta. O investimento foi grande na formação, com a Aspire Academy, um dos melhores trabalhos de categorias de base do mundo, e também no tempo, com o time se reunindo muitas vezes para jogos, muito mais do que é normal em seleções. 

A geografia do elenco

O Catar é um país pequeno, com apenas 11.581 km², algo como a região metropolitana de São Paulo expandida até Campinas. A maioria do elenco é nascida no Catar e especialmente em Doha, sua capital: são 14 dos 26 jogadores nascidos na cidade. Há, porém, uma característica na geografia do elenco da seleção catariana que tem muito a ver com a composição do próprio país Catar: estrangeiros. Os dados são de que ao menos 70% da população do Catar é de estrangeiros. Um relatório de 2019 indica que esse número pode ser maior e chegar a 88%. Seja como for, grande parte da população é nascida em outros países. No caso da seleção, nove jogadores não nasceram no Catar, mas são casos diferentes entre cada um deles.

O elenco da seleção reflete essa influência, ainda que em proporção bem menor de estrangeiros. O plantel do Catar tem jogadores nascidos na região do Oriente Médio e também de países árabes, além de dois jogadores que nasceram na Europa. Pedro Miguel, ala direito, é nascido e criado em Portugal, foi para o Catar em 2011 como jogador profissional, aos 21 anos, e conquistou a nacionalidade do país a partir de 2016, após cinco anos vivendo por lá. Desde então, é atleta da seleção catariana.

Dois jogadores vêm do Sudão. O zagueiro e lateral Musab Kheder e o atacante Almoez Ali nasceram no país africano, mas, nos dois casos, se mudaram na infância e começaram a carreira já no Catar. Almoez Ali inclusive fez parte da Aspire Academy. Assim, ambos têm a sua vida pessoal e profissional totalmente ligada ao Catar, mesmo não tendo nascido lá. Isso além de jogadores que são nascidos no país, mas descendentes de estrangeiros, como Abdelkarim Hassan (Sudão), Abdulaziz Hatem (Sudão), Akram Afif (Tanzânia), Salem Al-Hajri  (Bahrein), Yousef Hassan (Egito), Meshaal Barsham (Sudão), Assim Madibo (Sudão) e Mostafa Tare (Egito). 

O Iraque é outro país que aparece no elenco do Catar. O zagueiro Bassam Al-Rawi nasceu no Iraque, mas foi para o Catar ainda criança e estudou por lá. Também fez parte da prestigiosa Aspire Academy, se formando como jogador no projeto. O caso de Mohammed Waad é parecido: embora nascido no Iraque, se tornou jogador e profissional no Catar. Por isso, defendeu inclusive as categorias de base da seleção catariana desde o sub-20. 

Há também um argelino, com Boualem Khoukhi. Este talvez seja o caso mais claro de naturalização. Nascido e criado na Argélia, começou a carreira no país pelo JSM Chéraga, mas recebeu proposta para ir ao Catar em 2009 e foi lá que realmente fez a sua carreira no país. Embora tenha resistido inicialmente a jogar pelo Catar, decidiu aceitar o convite após já ter o passaporte por cinco anos atuando no país e, aos 23 anos, passou a ser convocado pela seleção.

O meia Ali Assad é outro estrangeiro só no nascimento. Nascido no Bahrein, ele foi criado no Catar, onde estudou e começou a sua carreira. É jogador do Al Sadd desde 2012 e atuou no time sub-20 do Catar. Desde 2013 passou a defender a seleção principal.

Outro europeu que atua na seleção do Catar é Karim Boudiaf, meio-campista do time. Nascido na França, de origem argelina e marroquina, passou pela base de Lorient e Nancy, mas só conseguiu despontar na carreira no Al-Duhail, clube que defende até hoje. Chegou a ser convocado para o time sub-23 da Argélia que fez treinamentos na França, mas não entrou em campo. Optou por aceitar convocação do Catar após ter recebido a cidadania por tempo morando no país.

Um país africano representado no elenco é o Egito, graças a Ahmed Alaaeldin, ou apenas Ahmed Alaa. Nascido no Egito, ele é mais um caso de ter sido criado no Catar, onde vive desde os 10 anos. Seu pai, um engenheiro civil, levou a família para o Catar para trabalhar, em 2003. 

Por fim, Gana também está representado por Mohammed Muntari, atacante da seleção. Nascido e criado no país africano, só jogou por lá nas categorias de base, mas sua carreira profissional aconteceu toda no Catar, a começar pelo El Jaish. Desde 2014 defende a seleção do Catar. 

Onde jogam

Todos os jogadores da seleção do Catar jogam no próprio país. Não há catarianos atuando no exterior, apesar dos intercâmbios realizados pela Aspire com muitos desses atletas em anos anteriores – a academia é dona de clubes como o Eupen, da Bélgica, e a Cultural Leonesa, da Espanha. Os principais times que formam a seleção são o Al-Sadd, (antes comandado por Xavi Hernández, atualmente no Barcelona), o Al-Duhail, o Al-Rayyan e o Al-Gharafa. Como é de se esperar, os jogadores se concentram nos principais clubes do país. Há também jogadores do Al-Wakrah. 

De todos esses, o Al-Sadd é o clube mais influente e que serve de base da seleção. Nada menos que 13 atletas foram convocados. Em parte do ciclo, o clube tinha um estilo de jogo que era emulado pela seleção, com Xavi ajudando a desenvolver os jogadores locais. O Al-Duhail, principal concorrente do Al-Sadd pelos títulos no país, complementa a espinha dorsal, com seis atletas.

O mascote La’eeb (IVAN PISARENKO/AFP via Getty Images)

Um herói em Copas

Como não jogou nenhuma Copa do Mundo, quem pode ser considerado um herói de Copa é a mascote La’eeb, que representa o lenço típico do país. Entre tantos problemas que o Mundial do Catar apresenta, a mascote é um dos poucos representantes desta Copa que despertam simpatia. Já que não tem Copa, dá para destacar ainda Almoez Ali, o melhor jogador da Copa da Ásia de 2019. Ele foi o grande nome, artilheiro e eleito o melhor jogador do torneio que marcou a primeira conquista continental do país no futebol. 

Calendário

Catar x Equador, 20/11, 13h00
Catar x Senegal, 25/11, 10h00
Holanda x Catar, 29/11, 12h00

Todos os convocados

NúmeroPosiçãoJogadorData de nascimentoClubeJogosGolsLocal de Nascimento
Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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