Copa do Mundo

Guardiola: “Como torcedor, eu gosto de ver a Copa do Mundo e, se houver uma a cada dois anos, seria bom”

O técnico do Manchester City disse que vale a pena discutir a ideia de Wenger para realizar a Copa do Mundo a cada dois anos

Pep Guardiola destoou da opinião geral em relação à ideia proposta pela Fifa, com Arsène Wenger à frente, de realizar a Copa do Mundo a cada dois anos, em vez de quatro. O treinador do Manchester City afirmou que vale a pena discuti-la e, como torcedor, adoraria que houvesse mais edições do Mundial.

Nêmesis de Guardiola, Jürgen Klopp se posicionou contra a possível mudança nesta sexta-feira, preocupado principalmente com o excesso de jogos e o pouco tempo de descanso. O catalão também se preocupa com isso, mas concorda com Wenger que, se não for a Copa do Mundo, haverá outra competição no lugar, como a “Copa das Confederações ou um novo torneio”.

O que poderia apelar às preocupações de ambos é se a consolidação das janelas internacionais em apenas dois meses ao longo da temporada, como também proposto por Wenger, realmente aumentar a quantidade de descanso aos jogadores – o que a experiência depõe contra: quando há algum espaço no calendário, alguém inventa mais jogos ou competições.

“Eu sempre fico feliz quando novas ideias são colocadas na mesa para discutirmos. Não precisamos criminalizar ideias. A Copa do Mundo é incrível. Como torcedor, eu gosto de assistir e, se for a cada dois anos, isso seria bom. Estou de acordo com Arsène que, se não for a Copa do Mundo, haverá outra competição”, afirmou, segundo o Manchester Evening News.

“A única realidade é que os principais jogadores têm apenas duas semanas de folga, não três meses para regeneração física e mental. É apenas duas ou três semanas. Durante 11 meses, é jogo atrás de jogo atrás de jogo. O que acho que Arsène propôs é um torneio da maior qualidade. Ok, se não jogarmos a Copa do Mundo, eles simplesmente criarão outro torneio, isso é certeza”.

“Fico feliz que uma pessoa que fez coisa incríveis no mundo o futebol – não apenas na Premier League – tenha colocado a situação na mesa. Vamos falar sobre as coisas boas e ruins relacionadas a ela. Estamos aqui (jogando) a cada três dias, mas não organizamos as competições. Eles afirmam que essa é a competição, enviam os árbitros e nós jogamos”.

“Queremos jogar futebol e nos divertir, mas precisamos reduzir. É demais. Não estou dizendo para eliminar as seleções, a Champions League, a Premier League ou todas as copas, mas precisamos encontrar uma solução”, completou, de acordo com o Guardian.

O que Guardiola acha ridículo é alguém achar que será possível todos os personagens do futebol se reunirem para chegar a uma solução boa para todo mundo.

“Os clubes e as ligas defendem suas posições, a Fifa defende a sua, a Uefa defende a dela. É por isso que, quando falamos em ideias globais do futebol, é ridículo porque todo mundo olha apenas para o próprio umbigo”, disse. “Não diga que juntos vamos pensar sobre isso porque é ridículo. Todo mundo pensa em si mesmo. Por isso não sou muito entusiasta disso de que vamos unificar o que é melhor para o futebol nos próximos anos”.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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