Copa do Mundo

Quais goleiros venceram o prêmio de Luva de Ouro em Copas do Mundo?

Emiliano 'Dibu' Martínez é o atual detentor do prêmio; ele foi destaque da Argentina em 2022

Diante de histórias de goleiros tão marcantes em Copas do Mundo, como as de Gordon Banks, Dino Zoff, Gylmar e o icônico Lev Yashin, que tem seu nome associado ao prêmio de goleiro da temporada, entregue pela revista “France Football” todos os anos, a Fifa criou a Luva de Ouro em 1994 para honrar e reconhecer as atuações destacadas dos arqueiros.

Desde então, oito goleiros diferentes receberam o troféu, sendo que três deles não foram campeões do mundo.

Na edição deste ano, os goleiros terão a difícil missão de parar nomes como Harry Kane, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, candidatos a ser artilheiro da Copa do Mundo.

Michel Preud’homme (Bélgica) – 1994

Na primeira edição do prêmio, justamente na Copa do Mundo do tetra do Brasil, o belga Michel Preud’homme foi o vencedor, o que causou alguma polêmica por conta das atuações de enorme destaque da lenda Taffarel. No critério da Fifa, as quatro partidas disputas por Preud’homme pela Bélgica, repletas de grandes defesas e com a meta intacta em duas ocasiões, foram suficientes para garantir a honraria mesmo com a modesta campanha ao cair nas oitavas de final.

Estabelecendo uma comparação, Taffarel sofreu apenas três gols em todo o Mundial, defendeu uma das cobranças de pênalti na decisão contra a Itália e, de certa forma, dividiu o protagonismo da conquista com ninguém menos que Romário.

Preud'homme foi um destaque da Bélgica em 1994. Foto: IMAGO/BSR Agency
Preud’homme foi um destaque da Bélgica em 1994. Foto: IMAGO/BSR Agency

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Fabien Barthez (França) – 1998

Algoz do Brasil em 1998, Fabien Barthez é um dos goleiros mais performáticos da história das Copas do Mundo. Na edição da primeira conquista francesa, Barthez foi decisivo para uma seleção que contava com Zinedine Zidane como grande protagonista. Das sete partidas que consumaram o título mundial, o goleiro manteve sua meta intacta em cinco ocasiões e ainda defendeu o pênalti de Demetrio Albertini nas quartas de final, contra a Itália. Mais um que desbancou o ídolo Taffarel, que novamente fez um Mundial invejável, na disputa pela Luva de Ouro.

Barthez foi o grande goleiro da Copa de 1998. Foto: IMAGO/WEREK
Barthez foi o grande goleiro da Copa de 1998. Foto: IMAGO/WEREK

Oliver Kahn (Alemanha) – 2002

A Copa do Mundo de 2002, última conquista brasileira, foi outra edição em que o goleiro campeão não foi eleito o melhor do torneio. Apesar do brilho de Marcos, com defesas decisivas no mata-mata, Oliver Kahn estava em momento especial. Já em seu terceiro mundial, o alemão foi um destaque absoluto daquela Copa, mesmo com a falha decisiva diante de Ronaldo, na grande final. Uma curiosidade é que, até esta ocasião, os prêmios individuais eram votados antes mesmo da decisão e, além de melhor goleiro, Kahn foi eleito o jogador da competição.

Oliver Kahn foi o melhor jogador e goleiro da Copa de 2002. Foto: IMAGO/Newscom/GDA
Oliver Kahn foi o melhor jogador e goleiro da Copa de 2002. Foto: IMAGO/Newscom/GDA

Gianluigi Buffon (Itália) – 2006

Para muitos o maior goleiro da história, Gianluigi Buffon teve a oportunidade de conquistar sua “cereja do bolo” da carreira em 2006 pela Itália. Em sua terceira Copa do Mundo, Buffon foi o líder de um sistema defensivo de altíssimo nível, que foi vazado apenas duas vezes. Além disso, mesmo não defendendo pênalti na decisão, o ícone italiano protagonizou uma das imagens da Copa, quando fez uma defesa espetacular em cabeçada de Zidane.

Gianluigi Buffon com a taça da Copa do Mundo, em 2006 (Icon Sport)

Iker Casillas (Espanha) – 2010

Capitão do único título mundial da Espanha, Iker Casillas foi peça fundamental de um time repleto de craques como Sergio Ramos, Xabi Alonso, Sergio Busquets, Andrés Iniesta e Xavi Hernández. Em sua terceira Copa do Mundo, o ídolo do Real Madrid brilhou, não foi vazado em cinco dos sete jogos até a conquista e foi personagem de um dos lances mais marcante da final, ao realizar uma defesa com os pés, frente a frente com Arjen Robben. Com isso, foi o eleito o melhor goleiro daquela edição.

Casillas foi um dos protagonistas do título mundial da Espanha. Foto: IMAGO/Marca
Casillas foi um dos protagonistas do título mundial da Espanha. Foto: IMAGO/Marca

Manuel Neuer (Alemanha) – 2014

Depois de 12 anos da última decisão disputada pela Alemanha, Manuel Neuer vestiu a “capa” do protagonista, assim como Oliver Kahn em 2002, mas teve um final feliz. No auge da sua performance, não só debaixo das traves, mas também na novidade que era o jogo com os pés, Neuer foi largamente reconhecido pela sua influência no tetracampeonato mundial de sua seleção e passou a ser considerado para o seleto grupo de goleiros de todos os tempos. Um monstro da posição que parou Lionel Messi e companhia na histórica final no Maracanã.

Manuel Neuer em ação na Copa de 2014. Foto: IMAGO/Henri Szwarc/ABACAPRESS
Manuel Neuer em ação na Copa de 2014. Foto: IMAGO/Henri Szwarc/ABACAPRESS

Thibaut Courtois (Bélgica) – 2018

O último goleiro a vencer a Luva de Ouro e não ser campeão mundial foi Thibaut Courtois. O belga foi uma das grandes figuras de sua seleção na campanha que resultou no terceiro lugar. Autor de defesas importantes, principalmente no grande duelo contra o Brasil nas quartas de final, Courtois passou a ser mais observado por todo o mundo, inclusive pelo Real Madrid, que viria a concretizar sua contratação logo após o Mundial.

Courtois foi o Luva de Ouro de 2018. Foto: IMAGO / Sven Simon
Courtois foi o Luva de Ouro de 2018. Foto: IMAGO / Sven Simon

Emiliano Martínez (Argentina) – 2022

Talvez o nome menos badalado da seleta lista de goleiros vencedores da Luva de Ouro, Emiliano, ou Dibu, Martínez foi um grande personagem do fim do jejum argentino em Copas do Mundo. Marcado por sua personalidade provocativa, Dibu foi decisivo em disputas por penalidades contra a Holanda, nas quartas, e a França, na grande final, sendo importante com três defesas. Além disso, o jogador do Aston Villa fez a defesa do Mundial, de forma acrobática, diante de Kolo Muani, em um lance que poderia ter tirado o título da Argentina.

Dibu Martínez fechou o gol da Argentina na Copa do Mundo do Catar em 2022
Dibu Martínez fechou o gol da Argentina na Copa do Mundo do Catar em 2022. Foto: Imago

Foto de Gabriel Mota

Gabriel MotaRedator de esportes

Nascido e criado em Petrópolis, mas 'naturalizado' carioca, é jornalista pela ESPM-Rio. Já passou por 365Scores, Lance! e Footure. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2026.

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