Copa do Mundo

Golaço de Copa: O relâmpago de Maxi Rodríguez contra o México completa 10 anos

As prorrogações costumam ser cardíacas, ainda mais em uma Copa do Mundo. Um gol quase sempre é o suficiente para fazer um time desabar. E o clima era tenso no Zentralstadion de Leipzig, naquele 24 de junho de 2006. Bem cotada após as excelentes atuações na fase de grupos, a Argentina sentia a pressão no tempo extra. Afinal, o México havia saído em vantagem no placar durante os 90 minutos e dava muito mais trabalho do que o esperado. Apesar disso, o time de José Pekerman mantinha as suas características, trabalhando a bola com calma. Até um relâmpago surgir em pleno gramado, aos oito minutos do primeiro tempo da prorrogação. Maxi Rodríguez garantiu a vitória por 2 a 1 com o gol apontado por muitos como o mais bonito daquela Copa.

Então no Atlético de Madrid, Maxi tinha começado a ganhar espaço na seleção a partir de 2003. E, naquele momento, figurava como a grande afirmação argentina no Mundial. O meia já havia aparecido muito bem na primeira fase, especialmente na goleada por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro. Já diante dos mexicanos, coube a ele chamar a responsabilidade. Um gol que impregnou a sua imagem na memória de seus compatriotas.

A jogada toda, por si, vale bastante. A Argentina começou a trabalhar a bola com paciência desde o campo de defesa. De pé em pé, de Messi a Riquelme, os passes iam abrindo o caminho até as proximidades da área do México. Até que o capitão Sorin inverteu a bola para Maxi. No peito do camisa 18. Sem deixar a redonda cair, o meia emendou o canhotaço. No ângulo de Oswaldo Sánchez, que nem na foto conseguiu sair. A narração do tento traduz bem a emoção dos argentinos. Por mais que a Copa acabasse dias depois, diante da Alemanha, Maxi Rodríguez deixou um lance para todo o sempre:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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