Copa do Mundo

França teve alguns momentos de bom futebol, suficiente para vencer e eliminar o Peru

A França é badalada como um dos melhores elencos da Copa do Mundo, ainda que, como time, esteja longe de ser um dos melhores. A vitória por 1 a 0 veio depois de um grande primeiros tempo dos franceses, mostrando ótimo futebol, boa movimentação e um pouco do grande potencial que tem. O segundo tempo, porém, decepcionou. O Peru tentou pressionar, embora tenha sobrado vontade e faltado recursos. Os sul-americanos brigaram muito, chegaram até a assustar em poucos lances, mas acabaram derrotados em Ecaterimburgo. Uma derrota que também significou eliminação. Os franceses, ao contrário, garantiram classificação.

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O início do jogo foi bem corrido, com os dois times colocando bastante velocidade nos lances. Griezmann, recebendo dentro da área, conseguiu assustar primeiro. Pogba, em boa partida, chutou de fora da área e também levou perigo. Aos 13 minutos, escanteio cobrado por Griezmann que Varane cabeceou para também levar perigo.

Guerrero teve a sua primeira chance aos 30 minutos. Ele recebeu passe rasteiro dentro da área, girou e chutou de esquerda, mas foi fraco e em cima do goleiro Lloris, que defendeu bem. Mbappé tentou um golaço aos 33 minutos. Lançamento longo para ele dentro da área, pelo alto, e o camisa 10 da França tentou um toque de calcanhar. Não acertou a bola.

França com um centroavante

Depois de atuar no primeiro jogo com Mbappé, Griezmann e Dembélé. Para o segundo jogo, uma mudança significativa: saiu Dembélé e entrou Giroud, um centroavante típico. Com isso, Griezmann foi deslocado para a posição atrás dele no 4-2-3-1 francês, mesmo lugar onde atuou – e bem – na Eurocopa de 2016.

Guerrero de volta

Depois da suspensão que quase o tirou da Copa, Paolo Guerrero volta a ser titular na seleção do Peru. Ele entra justamente no lugar daquele que o substituiu, Jeferson Ferfán. Quando entrou em campo na estreia da Copa, contra a Dinamarca, Guerrero deu mais força de finalização ao time sul-americano, tornou mais perigoso e ficou perto de marcar em ao menos duas grandes chances.

Contra a França, tentou participar do jogo, mas a sua atuação foi discreta. Errou no lance do gol francês e arriscou com dois chutes ao longo do jogo, ambos com perigo.

Duelo Matuidi x Advíncula

Foram duas mudanças na França, sendo uma a entrada de Blaise Matuidi no lugar de Corentin Tolisso. Com isso, Didier Deschamps tentava bloquear um lado muito forte do Peru, que tem o lateral direito Advíncula e o ponta André Carrillo. Logo a 16 minutos, Matuidi já tomou cartão amarelo. Mas a estratégia deu certo: o Peru até tentou bastante, mas perdeu muito da sua força pelo lado direito, como tinha mostrado ter contra a Dinamarca.

Toque de bola, pouca chegada

O Peru tocou muito a bola durante o jogo. Só no primeiro tempo foram 238 passes trocados pela equipe de Ricardo Gareca (com 200 certos). Advíncula, muito acionado, era a arma mais perigosa da França, mas o time não conseguiu aproveitar plenamente. Na verdade, mesmo com muitos passes, o time mal chegava ao ataque. Ao final do jogo, o Peru chegou a 503 passes, sendo 411 certos. Pedro Aquino, volante peruano, foi quem mais fez passes, com 67, em um jogo de posse de bola pouco efetiva.

O gol

O gol saiu 34 minutos. Em uma saída de bola errada, de Guerrero, desarmado por Paul Pogba, que recuperou e colocou em profundidade para Olivier Giroud. O atacante girou e chutou, a bola desviou no meio e sobrou para Mbappé, quase em cima da linha, marcar fácil.

Mudança no intervalo

Precisando empatar o jogo para se manter vivo na Copa, o técnico do Peru, Ricardo Gareca, voltou com duas alterações no time. Tirou de campo Yoshimar Yotún, que atuava como colante, e levou a campo o atacante Jeferson Farfán, que passou a atuar atrás de Guerrero como meia central no 4-2-3-1. Com isso, Cueva foi deslocado para a ponta esquerda e Flores, que jogava por ali, foi recuado para jogar na linha de volantes. Entrou também o zagueiro Santamaria no lugar de outro zagueiro, Alberto Rodríguez.

Na trave!

No início do segundo tempo, Farfán ajeitou a bola para Aquino chutar, de fora da área, e acertar a trave. Um tiro forte que assustou o goleiro Hugo Lloris. Foi uma das melhores chances do Peru no segundo tempo.

Bola aérea

Com Giroud, a França ganhou força pelo alto. Foram 22 disputas aéreas vencidas pela França no jogo contra nove do Peru. Olivier Giroud foi o que mais conseguiu vencer este tipo de disputa: foram cinco. Os demais foram os zagueiros Samuel Umtiti e Raphäel Varane, além de Paul Pogba (todos com quatro). Guerrero conseguiu vencer três dessas disputadas.

Choro peruano

Ao final do jogo, alguns jogadores do Peru mostraram muita emoção. Com muito apoio das arquibancadas, os jogadores ficaram sentidos. Saíram às lágrimas e lamentaram a eliminação depois de apenas dois jogos, em duas derrotas que o time pareceu merecer mais. Contra a Dinamarca, fez um ótimo jogo e acabou derrotado. Contra a França, poderia ao menos ter empatado o jogo. Todos os torcedores e jogadores peruanos devem imaginar o que seria se Cueva tivesse convertido o pênalti que perdeu contra a Dinamarca…

Próximos jogos

A última rodada do Grupo C será no dia 26 de junho, terça-feira. A Austrália enfrenta o Peru em Sochi, ainda sonhando com classificação, enquanto a Dinamarca enfrenta a França no estádio Luzhniki, em Moscou. Os dois jogos serão às 11h (de Brasília).

Ficha técnica

França 1×0 Peru

Estádio: Arena Ecaterimburgo, em Ecaterimburgo (Rússia)
Árbitro: Mohamed Abdulla Mohammed (Emirados Árabes)
Gols: Mbappé aos 34’/1T (França)
Cartões amarelos: Matuidi, Pogba (França), Guerrero, Aquino (Peru)

França

Hugo Lloris; Benjamin Pavard, Raphaël Varane, Samuel Umtiti e Lucas Hernández; N’Golo Kanté, Blaise Matuidi e Paul Pogba (Steven N’Zonzi aos 44’/2T); Kylian Mbappé (Ousmane Deméblé aos30’/2T), Antoine Griezmann (Nabil Fekir aos 35’/2T) e Olivier Giroud. Técnico: Didier Deschamps

Peru

Pedro Gallese; Luis Adínvula, Christian Ramos, Alberto Rodríguez (Ânderson Santamaria, intervalo) e Miguel Trauco; Pedro Aquino, Yoshimar Yotún (Jeferson Farfán, intervalo), André Carrilo, Christian Cueva (Raúl Ruidiaz aos37’/2T) e Edison Flores; Paolo Guerrero. Técnico: Ricardo Gareca

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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