Estes são os 26 convocados dos Estados Unidos para a Copa do Mundo de 2022
Os Estados Unidos possuem uma média de idade bastante reduzida e só um jogador com experiência anterior em Copas
Os Estados Unidos retornam à Copa do Mundo depois de oito anos, e impressionam pela juventude. O US Team possui um dos elencos mais jovens da competição e apenas um jogador, o lateral DeAndre Yedlin, possui experiência anterior em Mundiais. Há 14 convocados com no máximo 24 anos, sobretudo no setor ofensivo. Diante da disputa acirrada pelas vagas na lista final, o treinador Gregg Berhalter excluiu alguns nomes interessantes.
As exclusões mais notáveis estão no ataque. Ricardo Pepi foi sensação no início das Eliminatórias, mas não se adaptou ao futebol europeu de imediato e perdeu seu espaço. Outro a perder o bonde foi Jordan Pefok Siebatcheu, que não se beneficiou nem com a boa campanha do Union Berlim na Bundesliga. No meio-campo, existia expectativas sobre Malik Tillman, promessa do Bayern que aparece bem em seu empréstimo ao Rangers. O zagueiro Chris Richards, do Crystal Palace, perderá a Copa por lesão. E o gol não terá Zack Steffen, que chegou não apenas a ser titular no ciclo, como também capitão. O arqueiro trocou o Manchester City pelo Middlesbrough para ter sequência e ficou de fora.
Entre os listados por Gregg Berhalter, Matt Turner virou goleiro reserva do Arsenal, mas deve assumir a titularidade na Copa. A defesa possui alguns nomes na Europa, como Sergiño Dest e Antonee Robinson, mesmo sem tanto prestígio. A surpresa ficou pela chance ao veterano Tim Ream, do Fulham, que jogará sua primeira Copa aos 35 anos. DeAndre Yedlin é outro tarimbado do setor.
O meio do campo reúne Weston McKennie e Tyler Adams como valores importantes, mas vale prestar atenção na ascensão de Yunus Musah, do Valencia, um dos mais jovens do grupo. Brendan Aaronson e Gio Reyna oferecem qualidade técnica na armação, enquanto Christian Pulisic e Timothy Weah são armas nas pontas. Jesús Ferreira deve ser o titular no comando do ataque, com a opção de Josh Sargent. Já a principal surpresa na posição foi Haji Wright, respaldado pela boa fase no Antalyaspor.
Um fato interessante na lista dos EUA é a geração de filhos de jogadores que estará no elenco. Timothy Weah vai disputar a Copa do Mundo que seu pai, George, nunca conseguiu mesmo sendo lenda da Libéria. Jesús Ferreira também levará o nome da família ao Mundial, já que o pai David Ferreira defendeu a Colômbia num hiato no torneio. E a segunda geração dos Reyna estará representada agora por Gio, depois do pai Claudio Reyna acumular quatro Copas com o US Team de 1994 a 2006 – as duas últimas como capitão.
A MLS possui nove jogadores convocados pelos Estados Unidos. O aumento do fluxo de atletas do país rumo à Europa tem seu reflexo, com todos os outros 17 convocados por lá. Destes, 13 defendem clubes de primeira divisão nas cinco grandes ligas, seis deles na Premier League.
Goleiros: Ethan Horvath (Luton Town), Sean Johnson (New York City FC), Matt Turner (Arsenal)
Defensores: Cameron Carter-Vickers (Celtic), Sergiño Dest (Milan), Aaron Long (New York Red Bulls), Shaq Moore (Nashville SC), Tim Ream (Fulham), Antonee Robinson (Fulham), Joe Scally (Borussia Mönchengladbach), DeAndre Yedlin (Inter Miami), Walker Zimmerman (Nashville SC)
Meio-campistas: Brenden Aaronson (Leeds United), Kellyn Acosta (Los Angeles FC), Tyler Adams (Leeds United), Luca de ka Torre (Celta de Vigo), Weston McKennie (Juventus), Yunus Musah (Valencia), Cristian Roldán (Seattle Sounders)
Atacantes: Jesús Ferreira (FC Dallas), Jordan Morris (Seattle Sounders), Christian Pulisic (Chelsea), Gio Reyna (Borussia Dortmund), Josh Sargent (Norwich City), Tim Weah (Lille), Haji Wright (Antalyaspor)