Copa do Mundo

Estes são os 26 convocados de Senegal para a Copa do Mundo de 2022

Sadio Mané estava na lista inicial e acabou cortado por lesão, menos de uma semana antes da estreia

Senegal chega à Copa do Mundo sob expectativas de fazer uma boa campanha. Os Leões da Teranga conquistaram o inédito título da Copa Africana de Nações, venceram o Egito numa batalha dramática na fase final das Eliminatórias e possuem um dos elencos mais fortes além de América do Sul e Europa. Além disso, o próprio chaveamento pode auxiliar os senegaleses. O problema vai ser se virar sem Sadio Mané. O atacante estava na lista inicial do técnico Aliou Cissé, mas terminou cortado.

O L’Équipe chegou a publicar antes da convocação que Mané se ausentaria da Copa, informação retificada pelo próprio jornal um dia depois. O atacante se lesionou durante partida da Bundesliga com o Bayern de Munique e o clube informou que seu atleta passará por exames mais detalhados. Conforme Cissé, o craque continuaria sob cuidados dos bávaros durante os dias seguintes e deveria se juntar ao elenco depois, se houvesse tempo hábil de recuperação. Isso até aconteceu, mas a equipe médica optou pelo corte e o jogador foi submetido a cirurgia. É uma perda inestimável, mesmo que os Leões da Teranga tenham outras virtudes.

O elenco de Senegal tem outras referências, mesmo que nem todos vivam o melhor momento em seus clubes. Édouard Mendy é o melhor goleiro da África, o capitão Kalidou Koulibaly foi monstruoso na conquista da Copa Africana, Idrissa Gana Gueye tem um papel muito importante no meio-campo, Ismaïla Sarr é outro que pode bagunçar pelas pontas. Devem formar a espinha dorsal dos Leões da Teranga. Vale mencionar também Krépin Diatta, que volta após ser uma ausência significativa na CAN 2022.

O elenco reúne outros jogadores com boa experiência no futebol europeu – a exemplo de Abdou Diallo, Cheikhou Kouyaté, Nampalys Mendy e Pape Gueye. Vale ficar de olho na disputa pelo comando do ataque, com Famara Diédhiou e Boulaye Dia concorrendo pelo posto de homem de referência. E o técnico Aliou Cissé promoveu novidades nas convocações mais recentes, que se confirmam no Mundial. Revelação do Villarreal, Nicolas Jackson sequer estreou pelos Leões da Teranga, aos 21 anos. Pathé Ciss é uma alternativa para o meio que vem do Rayo Vallecano. Já na defesa, o lateral Ismail Jakobs optou pelas origens senegalesas, já que, nascido em Colônia, defendeu a Alemanha na base.

A inclusão de Jakobs é importante porque na lateral esquerda se concentra a maior ausência de Senegal. Saliou Ciss foi essencial na conquista da Copa Africana de Nações e na classificação contra o Egito nas Eliminatórias, mas está sem clube. Por conta disso, perdeu seu espaço. Outro titular das duas campanhas que fica de fora é o lateral direito Bouna Sarr, que lesionou o joelho. Já o ponta Keita Baldé, reserva na seleção, quebrou um protocolo antidoping e, suspenso até o início de dezembro, não foi chamado. Ainda vale mencionar Moussa Niakhaté, outra adição recente após defender as seleções francesas de base, que não vai por uma contusão na coxa.

*Atualizado em 17 de novembro: Sadio Mané precisou ser cortado e imediatamente submetido a cirurgia; seu substituto ainda não foi anunciado.

Goleiros: Seny Dieng (Queens Park Rangers), Alfred Gomis (Rennes), Edouard Mendy (Chelsea)

Defensores: Fode Ballo-Toure (Milan), Pape Abou Cissé (Olympiacos), Abdou Diallo (RB Leipzig), Ismail Jakobs (Monaco), Kalidou Koulibaly (Chelsea), Formose Mendy (Amiens), Youssouf Sabaly (Real Betis)

Meio-campistas: Pathe Ciss (Rayo Vallecano), Krépin Diatta (Monaco), Idrissa Gana Gueye (Everton), Pape Gueye (Olympique de Marseille), Cheikhou Kouyaté (Nottingham Forest), Mamadou Loum (Reading), Nampalys Mendy (Leicester City), Moustapha Name (Pafos), Pape Matar Sarr (Tottenham)

Atacantes: Boulaye Dia (Salernitana), Famara Diédhiou (Alanyaspor), Bamba Dieng (Olympique Marseille), Nicolas Jackson (Villarreal), Iliman Ndiaye (Sheffield United), Ismaïla Sarr (Watford).

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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