EUA buscam fazer história na Copa contra uma Bósnia que quer estragar a festa dos mandantes
Bósnia busca vitória em mata-mata e os Estados Unidos miram vencer pela primeira vez um time da Uefa em Mundiais
Disputando o mata-mata da Copa do Mundo pela primeira vez na história, a Bósnia-Herzegovina tentará estragar a festa dos Estados Unidos nesta quarta-feira (1º de julho), às 21h (horário de Brasília), em São Francisco.
Apesar da derrota por 3 a 2 para a Turquia na última rodada, os americanos lideraram o Grupo D com seis pontos, enquanto a Bósnia-Herzegovina terminou em terceiro no Grupo B com a vitória sobre o Catar por 3 a 1.
Estados Unidos x Bósnia-Herzegovina: Yanks e bósnios em busca de feitos históricos
Enquanto o mata-mata já é território conhecido para os Estados Unidos, trata-se de uma novidade para os adversários desta quarta-feira.
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Os bósnios, em sua segunda participação no torneio, mantiveram viva a esperança de classificação com uma forte atuação na terceira rodada da fase de grupos. A equipe treinada por Sergej Barbarez não marcava três gols desde a vitória por 3 a 1 sobre a Romênia, em novembro do ano passado, pelas Eliminatórias do Mundial. De lá até o jogo em Seattle foram sete partidas oficiais, marcando um gol ou passando em branco.
Já os Estados Unidos disputam um mata-mata de Copas do Mundo pela quinta vez neste século, tendo vencido apenas uma partida além da fase de grupos nesse período (2 a 0 sobre o México nas oitavas de 2002).
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Nesta quarta-feira, a seleção masculina pode vencer uma equipe da Uefa no mata-mata pela primeira vez na história do país em Copas do Mundo, depois de ter sido eliminada pelos Países Baixos nas oitavas há quatro anos e pela Bélgica na prorrogação em 2014.
Uma vitória tornaria Mauricio Pochettino o técnico mais vitorioso da história americana na competição. Atualmente, o argentino está empatado com Bruce Arena e Robert Millar com duas vitórias cada na competição.
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Estados Unidos x Bósnia-Herzegovina: rostos conhecidos
Mesmo sem uma grande rivalidade histórica entre as duas seleções, alguns dos jogadores em campo se conhecem bem.
Esmir Bajraktarevic é familiar aos americanos: o ponta da Bósnia-Herzegovina nasceu nos Estados Unidos (em Appleton, Wisconsin). Ele jogou nas categorias de base do Chicago Fire e do New England Revolution antes de chamar a atenção de olheiros europeus. Atualmente, é companheiro dos americanos Sergiño Dest e Ricardo Pepi no PSV, da Eredivisie.
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Bajraktarevic chegou a defender os Estados Unidos uma vez, em amistoso não oficial contra a Eslovênia em 2024. Mais tarde naquele ano, a Fifa autorizou sua troca definitiva de seleção para representar a Bósnia-Herzegovina.
Estados Unidos x Bósnia-Herzegovina: Lidando com a pressão
Seria clichê dizer que esta é uma situação de pressão para ambas as equipes, embora as duas já tenham vivido momentos de tensão semelhantes.
Os bósnios se classificaram para o torneio batendo País de Gales e Itália nos pênaltis, revertendo desvantagens em ambos os confrontos.
Já os Estados Unidos avançaram diante da Costa Rica nos pênaltis nas quartas de final da Copa Ouro de 2025, em parte graças à atuação heroica do goleiro Matt Freese.
Relativamente desconhecido até então, o reserva do Philadelphia Union defendeu três cobranças dos costarriquenhos para se tornar uma presença intimidadora com a camisa norte-americana.
Goleiros das seleções gostam dos pênaltis
Agora goleiro do New York City FC, Freese declarou após aquela vitória que “pênaltis são a minha praia”, e tem confirmado isso na carreira, com defesas decisivas pelo clube em um jogo eliminatório contra o FC Cincinnati nos playoffs da MLS Cup de 2024. Ele será um dos jogadores a observar caso o jogo termine empatado após os 90 minutos e a prorrogação.
Freese não é o único jogador a se destacar sob pressão crescente. Embora Christian Pulisic tenha tido poucos minutos na fase de grupos por lesão, Pochettino certamente vai querer aproveitar sua experiência em grandes momentos nesta partida.
O adversário de Freese nesta quarta-feira deve deixar os batedores adversários nervosos diante de sua reputação. Nikola Vasilj defendeu quatro dos cinco pênaltis que enfrentou pelo St. Pauli na Bundesliga 2024-25, além de ter parado dois de três na última temporada.
As comissões técnicas de País de Gales e Itália certamente estudaram o goleiro de 30 anos nascido em Mostar, mas os batedores de ambas as seleções pareceram bastante intimidados diante de Vasilj. O goleiro bósnio defendeu apenas uma cobrança, somando as vitórias sobre País de Gales e Itália, mas sua reputação parece ter mexido com a cabeça dos adversários: outra cobrança galesa saiu para fora, enquanto a Itália desperdiçou dois de seus pênaltis fora do alvo.
Balogun x Dzeko: o duelo de artilheiros
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Folarin Balogun é outro nome a se observar de perto: o atacante do Monaco marcou duas vezes com naturalidade na fase de grupos deste torneio. O ex-jovem da base do Arsenal já marcou em Copa do Mundo e Copa América, além de balançar as redes na final da Liga das Nações de 2023, vencida por 2 a 0 sobre o Canadá.
Do lado bósnio, o sempre eficiente Edin Dzeko não é apenas o maior artilheiro da história da seleção, mas também tem sido fundamental em grandes jogos. Ele marcou o gol de abertura na primeira vitória da história da Bósnia em Copas do Mundo, em 2014, e teve o segundo maior número de gols (dez) nas Eliminatórias europeias daquele torneio. Dzeko nunca temeu os grandes momentos e será um nome a se observar no confronto contra os Estados Unidos.