Copa do Mundo

Espanha jogou mais, mas Alemanha buscou até o fim o empate e ainda segue viva

Empate deixa a situação aberta na última rodada e Alemanha precisa vencer na rodada final contra a Costa Rica e ainda torcer contra o Japão

Quando houve o sorteio dos grupos da Copa do Mundo, um dos duelos mais esperados da primeira fase era entre Espanha e Alemanha. Duas potências, duas campeões do mundo e a expectativa de um duelo pela primeira posição do grupo. As circunstâncias fizeram com que fosse um jogo decisivo. A Espanha foi melhor no geral e fez a Alemanha sofrer, mas os alemães arrancaram um empate por 1 a 1 e seguem vivos na Copa do Mundo.

Pouca coisa funcionou no jogo da Alemanha. Embora tenha feito mudanças, o técnico Hansi Flick seguiu com problemas no seu time. Com um ataque leve e muito rápido, a Espanha deu trabalho à defesa da Alemanha ao longo de todo o jogo. O funcionamento do time alemão ainda parecia comprometido. Ninguém conseguiu se destacar. Müller adiantado não rendeu. Gündogan foi um dos melhores, mesmo sem conseguir fazer muito em campo. Jamal Musiala foi participativo, mas errou muito, tomou decisões erradas e perdeu uma grande chance.

Na Espanha, o ataque não foi tão eficiente quanto na rodada passada, mas ainda manteve um bom funcionamento coletivo. Jordi Alba foi, individualmente, um dos melhores em campo. Os atacantes Ferran Torres e marco Asensio perderam chances que poderiam ter mudado o resultado do jogo. A decisão do grupo fica para a última rodada. E será com emoção.

Escalações

Luis Enrique manteve praticamente o time da estreia, com a saída de César Azpilicueta e a entrada de Daniel Carvajal. Na Alemanha, mudanças maiores: entraram Thilo Kherer na defesa, atuando na lateral, deslocando Nicklas Süle para o centro da defesa. Quem saiu do time foi Nico Schlotterbeck. Saiu também Kai Havertz, com a entrada de Leon Goretzka no meio-campo. Com isso, Ilkay Gündogan foi adiantado para meia e Thomas Müller foi transformado em centroavante.

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Primeiro tempo

A Espanha trabalhou a jogada da direita para a esquerda, chegando aos pés de Dani Olmo, que soltou uma bomba de pé direito. O goleiro Manuel Neuer desviou de leve e a bola explodiu na trave da Alemanha.

Os alemães responderam aos 10 minutos, em uma bola pelo meio que Leon Goretzka colocou para Serge Gnabry finalizar, já com pouco ângulo após a saída do goleiro Manuel Neuer. O lance, porém, foi anulado por impedimento, marcado pelo assistente.

A Alemanha chegou de novo com uma nova troca de passes de Musiala com Müller, que tocou para Gündogan, desarmado, e a bola sobraria no lado direito, com Gnabru. Ele finalizou de pé esquerdo e a bola saiu à direita de Unai Simon.

Manuel Neuer ajudou a Espanha em uma saída errada, que Asensio tocou rapidamente para Ferran Torres, que foi bloqueado por uma recuperação incrível da defesa alemã. Um lance de perigo criado pela própria Alemanha.

A Espanha desperdiçou uma grande chance aos 32 minutos. Boa para Dani Olmo na ponta esquerda e cruzou para o meio. Ferran Torres entrou livre, dando uma finta de corpo em Raum, e finalizou de primeira para fora. Uma chance incrível desperdiçada pela Roja.

O momento espanhol era bom e vinha a pressão. Ferran Torres recebeu uma bola dentro da área e foi bloqueado por Jamal Musiala em sua finalização. Participação crucial do jogador ofensivo para impedir uma finalização perigosa. 

Só que a Alemanha também assustou. Rüdiger apareceu livre no meio da área em cobrança de falta de Gündogan e cabeceou sozinho para marcar. Só que o zagueiro alemão estava impedido e, por isso, após revisão no VAR, o tento foi anulado.

Sergio Busquets ganhou um cartão amarelo aos 43, quando Musiala dominou bonito uma bola longa, à frente de Rodri, saiu da marcação do volante, improvisado de zagueiro, e veio Busquets por baixo em um carrinho para derrubá-lo. Falta e cartão para o jogador do Barcelona. Na cobrança de falta, bola para Rüdiger, aberto na direita, e ele chutou forte. Unai Simón espalmou para frente e Asensio tocou de cabeça de volta ao goleiro.

Segundo tempo

No segundo tempo, em mais uma saída de bola errada da Alemanha, Kimmich pressionou, a Alemanha recuperou a bola com Gündogan, que tocou de volta para Kimmich finalizar bem, mas Unai Simón fez uma boa defesa. Jogou a bola para escanteio.

Logo nos primeiros minutos do segundo tempo, aos nove, a Espanha mudou. Entrou Álvaro Morata no lugar de Ferran Torres. A Roja passou a ter uma referência no ataque. Inicialmente, pareceu que a Alemanha lidou bem com a situação e o atacante mal pegou na bola. Só que na primeira chance, ele foi determinante.

Eram 16 minutos quando Sergio Busquets passou para Dani Olmo, que abriu na esquerda para Jordi Alba. O lateral cruzou rasteiro para a área e Morata se antecipou à marcação para tocar de primeira e marcar 1 a 0. Festa da torcida espanhola.

Logo depois, aos 19, a Espanha teve outra chance em um contra-ataque, com Omo chegando pela esquerda, nas costas da defesa, e tocando para o meio. Morata fez o corta-luz e Asensio, do outro lado, finalizou de primeira, mas mandou fora. Uma boa chance perdida.

Para tentar reverter o quadro, Hansi Flick mudou o time aos 24. Entraram Niclas Füllkrug no lugar de Thomas Müller, para usar uma referência maior e mais forte, e também Leroy Sané no lugar de Ilkay Gündogan. Entrou ainda Lukas Klostermann no lugar de Thilo Kherer.

Em uma boa jogada pela direita de Musiala, que tirou a jogada do nada, ele cruzou rasteiro e forte para Füllkrug chegar dividindo, mas a bola saiu. Foi um susto dos alemães. Mas viria uma chance claríssima com Musiala, logo em seguida. Ele recebeu um belo passe de Sané e, livre dentro da área, hesitou por um segundo e chutou forte, mas Unai Simón fez a defesa.

A Alemanha pressionava em busca do gol. Em uma troca de passes pelo meio, Musiala não conseguiu dominar, mas Füllgrug tomou do companheiro e, dentro da área, fuzilou Unai Simón. Empate da Alemanha: 1 a 1 no placar e festa dos alemães na arquibancada.

Já nos acréscimos, Leroy Sané teve uma boa chance pela esquerda, mas ficou na dúvida e essa hesitação fez com que ele perdesse a chance, já que tentou driblar o goleiro e tocar para trás. A Alemanha não conseguiu a vitória, mas segue viva na Copa, graças também à derrota do Japão para a Costa Rica.

A missão da Alemanha é simples: precisa vencer a Costa Rica e torcer para que o Japão não vença a Espanha. Se japoneses e espanhóis empatarem, os alemães têm tudo para se classificarem pelo saldo de gols. No momento, o saldo da Alemanha é -1, vencendo o jogo, terá ao menos zero de saldo. Pode aumentar seu saldo para mais se vencer por mais de um gol de diferença. Se o Japão vencer a Espanha, aí a missão da Alemanha fica complicada: será preciso tirar saldo da Espanha, ou seja, fazer um resultado melhor que o 7 a 0 que a Roja fez.  

Ficha técnica

Espanha 1×1 Alemanha

Local: Estádio Al Bayt, em Al Khor
Árbitro: Danny Desmond Makkelie (Holanda)
Gols: Álvaro Morata (Espanha), Niclas Füllkrug (Alemanha)
Cartões amarelos:
Sergio Busquets (Espanha), Thilo Kehrer, Leon Goretzka, Joshua Kimmich (Alemanha)
Cartões vermelhos:
nenhuma

Espanha: Unai Simón; Daniel Carvajal, Rodri, Aymeric Laporte e Jordi Alba (Alejandro Balde); Sergio Busquets, Gavi (Nico Williams) e Pedri; Marco Asensio (Marco Asensio), Dani Olmo e Ferran Torres (Álvaro Morata). Técnico: Luis Enrique

Alemanha: Manuel Neuer; Thilo Kherer (Lukas Klostermann), Nicklas Süle, Antonio Rüdiger e David Raum (Nico Schlotterbeck); Joshua Kimmich e Leon Goretzka; Serge Gnabry (Jonas Hofmann), Ilkay Gündogan (Leroy Sané) e Jamal Musiala; Thomas Müller (Niclas Füllkrug). Técnico: Hansi Flick

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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