‘Acho que vai ser bem difícil para o Brasil’: O que esperar da Escócia, adversária da Seleção na Copa
Metade das participações em Copas da Escócia contou com confrontos contra a seleção brasileira
O Brasil enfrentará a Escócia no seu terceiro jogo da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 — as datas das partidas serão definidas no próximo sábado (6). Os escoceses serão os únicos europeus que a seleção brasileira enfrentará no Grupo C.
Essa será a quinta vez que os escoceses entram no caminho do Brasil em Copas do Mundo. Fora o empate no primeiro confronto, em 1974 — quando a Escócia só foi eliminada no saldo de gols –, o Brasil venceu os outros. Todos os jogos aconteceram pela fase de grupos.
O histórico de Brasil x Escócia
- Escócia 1×1 Brasil – Amistoso em 1966
- Brasil 1×0 Escócia – Amistoso em 1972
- Escócia 0x1 Brasil – Amistoso em 1973
- Escócia 0x0 Brasil – Copa do Mundo de 1974
- Brasil 2×0 Escócia – Amistoso em 1977
- Brasil 4×1 Escócia – Copa do Mundo de 1982
- Escócia 0x2 Brasil – Amistoso em 1987
- Brasil 1×0 Escócia – Copa do Mundo de 1990
- Brasil 2×1 Escócia – Copa do Mundo de 1998
- Escócia 0x2 Brasil – Amistoso em 2011
O caminho da Escócia até a Copa do Mundo
Ao lado de Marrocos e Haiti no grupo brasileiro, a Escócia chega ao Mundial como a líder do seu grupo nas Eliminatórias da Europa, deixando para trás Dinamarca, Grécia e Belarus.
Foram apenas seis jogos nas Eliminatórias, com quatro vitórias, um empate e uma derrota. A campanha escocesa teve 13 gols marcados e sete sofridos, e a única derrota foi para a Grécia, por 3 a 2.
A classificação veio em um jogo dramático contra a Dinamarca na última rodada, em uma vitória por 4 a 2, com direito a expulsão dinamarquesa. E antes de começar as Eliminatórias, teve resultados mistos em amistosos na Data Fifa de setembro: venceu Liechtenstein por 4 a 0 e perdeu para a Islândia por 3 a 1.

Foram apenas seis jogos nas Eliminatórias — enquanto outras seleções jogaram 10, por exemplo — por conta da sua participação na Nations League. Inclusive, sua participação não foi positiva.
No Grupo 1 da “primeira divisão” da Nations, a Escócia enfrentou Portugal, Croácia e Polônia. Foi a terceira colocada do grupo, não passou para o mata-mata e caiu nos playoffs do rebaixamento da competição. Na ocasião, enfrentou a Grécia e foi rebaixada após derrota no placar agregado.
A Euro de 2024 também não foi boa para os escoceses. Foram os lanternas do Grupo A sem nenhuma vitória: foram goleados pela Alemanha, perderam para a Hungria e empataram com a Suíça em uma participação decepcionante.
Curiosamente, a qualificação para a Euro foi positiva — superando até mesmo a Noruega, surpresa do ciclo pré-Copa do Mundo. A Escócia foi vice no grupo da Espanha, seis pontos à frente do time de Haaland, para se classificar ao torneio.
— Acho que vai ser bem difícil para o Brasil porque vimos a Escócia, inspirada por McTominay, mostrar nas Eliminatórias do que é capaz. É uma equipe que evoluiu muito sob o comando de Steve Clarke, ficando mais forte do que na Eurocopa de 2024, e será um adversário muito competitivo — avaliou o jornalista Ed Dove, chefe de mídia da North Star Network.
A campanha da Escócia pós-Copa de 2022 (da qual ela não participou):
- 33 jogos, somando Eurocopa, Eliminatórias e amistosos
- 14 vitórias
- 13 derrotas
- 6 empates
- 55% de aproveitamento
🗳️ We've been drawn into Group C for the 2026 @FIFAWorldCup.
🇧🇷 Brazil
🇲🇦 Morocco
🏴 Scotland
🇭🇹 Haiti #FIFAWorldCup pic.twitter.com/fGHdnZTLER— Scotland National Team (@ScotlandNT) December 5, 2025
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Destaques da seleção escocesa
A Escócia é treinada desde 2019 por Steve Clarke. O treinador de 62 anos já tem 74 jogos no comando da seleção, com 35 vitórias, 25 derrotas e 14 empates. Antes, treinou times de não tão grandes no futebol inglês nos anos 2010, como West Bromwich, Reading e Aston Villa, e o Kilmanrock, da própria Escócia.
A geração escocesa pode não ser necessariamente temida, mas tem bons nomes de diferentes grupos de idade. Andrew Robertson, histórico lateral-esquerdo do Liverpool, é o principal nome ao lado de Scott McTominay, ex-Manchester United que ganhou muito destaque no Napoli — sendo campeão e melhor jogador do Campeonato Italiano na temporada passada.

Na equipe ainda há outros bons valores, principalmente no meio-campo. Lewis Ferguson, meia do Bologna, ganhou bastante notoriedade em 2024 sob o comando de Thiago Motta e é um dos mais importantes na criação escocesa. Billy Gilmour é outro que há anos já é importante na seleção e Ben Doak é uma das grandes promessas do país.
John McGinn, do Aston Villa, Kieran Tierney, ex-Arsenal e hoje no Celtic e Che Adams, do Torino, também são nomes experientes e que contribuem bastante ao time de Steve Clarke.
Retrospecto geral da Escócia na Copa do Mundo
A seleção escocesa só participou de oito Copas em sua história até o momento: depois de duas seguidas em 1954, demorou 20 anos para voltar a se classificar e teve cinco Mundiais seguidos entre 1974 e 1990; depois, sua última aparição foi em 1998.
Em nenhuma vez a Escócia passou da fase de grupos. No entanto, em três das oito vezes, quase passou, mas parou no saldo de grupos: em 1974, 1978 e 1982. Seu principal resultado na história em Copas do Mundo foi uma vitória por 3 a 2 na Holanda, em 1978, depois dos holandeses encantarem o mundo na edição anterior.
Como foi a última Copa do Mundo da Escócia
Em 1998, os escoceses estiveram no caminho da seleção brasileira durante a corrida até o vice-campeonato, na França. Foi, inclusive, contra o Brasil que abriram sua participação, perdendo por 2 a 1. Na ocasião, César Sampaio marcou o primeiro gol da partida, depois John Collins empatou, mas viu seu companheiro Thomas Boyd marcar contra.
Naquela edição, a Escócia também caiu no grupo de Marrocos e perdeu por 3 a 0 na última rodada da fase de grupos. No meio das duas partidas, empatou com a Noruega por 1 a 1.
Retrospecto da Escócia contra o Brasil na história

Brasil e Escócia se enfrentaram 10 vezes em toda a história. Nunca os europeus venceram a Seleção: foram dois empates e oito vitórias brasileiras, com saldo de gols de 13 a favor do Brasil.
Neymar e Zico são os maiores artilheiros do confronto, com dois gols cada.



