Equador vai de decepção a remontada em 90 minutos para garantir vaga no mata-mata da Copa do Mundo
Equipe de Sebastian Beccacece contou com gol salvador de Gonzalo Plata para garantir classificação
Equador e Alemanha se enfrentaram nesta quinta-feira (25), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pela terceira e derradeira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, e uma grande virada foi protagonizada por um herói improvável: Gonzalo Plata, do Flamengo. O triunfo histórico dos equatorianos por 2 a 1 sacramentou a classificação para o mata-mata do Mundial diante de um cenário que parecia de decepção.
A campanha dos equatorianos nas Eliminatórias Sul-americanas gerou expectativas positivas para a Copa do Mundo, já que terminaram na segunda posição e foram uma das melhores defesas do continente, com 12 partidas sem sofrer gols. No entanto, o desempenho de La Tri nas primeiras duas rodadas do Mundial esteve completamente aquém do esperado. A derrota para a Costa do Marfim, a única desde outubro de 2024, pode ser relevada pelo equilíbrio do confronto, mas o empate contra Curaçao praticamente condenou os comandados de Sebastián Beccacece à eliminação precoce.
Porém, a história reservava um duelo que, antes do início da Copa, era tido como potencialmente decisivo para decidir a liderança do Grupo E. Mesmo já classificada para a fase de 16 avos como primeira colocada, a Alemanha de Julian Nagelsmann foi a campo com força máxima, o que engrandeceu ainda mais o feito equatoriano.
Quem o Brasil pode enfrentar no mata-mata?
Primeira etapa de esperança equatoriana
Em poucos minutos, a Alemanha saiu na frente com polêmica. Pavlovic recebeu bola pingada na área, levantou demais o pé para aplicar o que pode ser chamado de um lençol e, posteriormente, achou Leroy Sané, que bateu no contrapé de Hernan Galindez. O que parecia se apresentar como um potencial atropelo dos alemães parou no ímpeto equatoriano. Ao pressionar e roubar a bola no campo de ataque, Nilson Angulo acertou um belo chute de fora da área e igualou o marcador com apenas dez minutos de jogo.
Após o empate, a equipe de Sebastián Beccacece buscou tomar a iniciativa do jogo, mas esbarrava na falta de criatividade ofensiva e a elogiável postura da Alemanha sem bola, tanto para estabelecer diferentes alturas do bloco, quanto em transições. Gonzalo Plata e Angulo tiveram espaços reduzidos para se colocarem à prova em duelos de um contra um, assim como Enner Valencia não foi municiado.
Após a parada para a hidratação, a seleção de Julian Nagelsmann retomou o controle da posse, mas sem oportunizar seus homens de frente, resumindo-se a um cabeceio de Kai Havertz, que não deu grande trabalho para Galindez. A expectativa para a segunda etapa passou a ser de um jogo mais franco, pelo menos pela necessidade dos equatorianos.
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Plata é o herói improvável da vez
Apesar da tendência de se jogar ao ataque de forma desesperada, o time de Beccacece demonstrou grande consciência do prejuízo que isso poderia lhe trazer, principalmente nas transições. Assim, o gol que seria decisivo para sagrar a classificação histórica de La Tri começou a tomar forma à medida que o Equador ganhava campo.
A amostra de que a possibilidade de vencer os alemães pela primeira vez na história era real foi, curiosamente, em uma chance de Enner Valencia, que arriscou um chutaço de fora da área e obrigou Neuer a uma boa defesa. A história se consumou no minuto 77, que certamente marcará esta geração, dita como a melhor da história do futebol equatoriano. Após cobrança de escanteio, Kevin Rodriguez desviou na primeira trave e Gonzalo Plata completou para dentro das redes.
Se as grandes histórias do esporte possuem heróis improváveis como protagonistas, o atacante do Flamengo pode se colocar como um desses exemplos. Em um ataque órfão de um jogador centralizador de atenções, Plata marcou apenas o seu nono gol pela seleção equatoriana em 53 partidas. O tento que classifica o Equador ao mata-mata e evidencia fragilidades da Alemanha.