Em jogo dramático, Argentina sofre empate da Holanda, mas sobrevive nos pênaltis e vai à semifinal
Comandada por Messi, Argentina abriu 2 a 0, tomou o empate nos acréscimos e, nos pênaltis, garantiu o seu lugar na semifinal da Copa do Mundo
Foi dramático, mas a Argentina sobreviveu às quartas de final da Copa do Mundo e se classificou nos pênaltis à semifinal, depois de empate por 2 a 2 com a Holanda. Foi um jogaço, em que argentinos e neerlandeses estiveram à altura da ocasião. Os argentinos, comandados por Lionel Messi, abriram 2 a 0, com um dos gols do camisa 10, mas a Holanda se recuperou no segundo tempo, arrancou o empate nos acréscimos e levou a partida à prorrogação. Mesmo melhor no tempo extra, a Argentina não conseguiu levar. A partida foi para os pênaltis e Emiliano “Dibu” Martínez brilhou. Defendeu duas cobranças, viu Messi e os companheiros marcarem e a classificação chegou. Os albicelestes vão enfrentar a Croácia, que eliminou o Brasil, na próxima terça-feira.
Escalações: Argentina aposta em três zagueiros
Os dois times vieram com formações com três zagueiros. A Holanda vem jogando assim com frequência, então a Argentina passou a jogar assim também. Louis van Gaal colocou Steven Bergwijn no ataque, ao lado de Memphis Depay, com Cody Gakpo vindo por trás. Nomais, o time foi mantido.
O técnico Lionel Scaloni colocou em campo Cristian Romero, Nicolás Otamendi e Lisandro Martínez na zaga, com Nahuel Molina e Marcos Acuña como laterais, fechando uma linha de cinco. No meio, os mesmos três jogadores que vinham jogando: Enzo Fernández, Rodrigo De Paul e Alexis Mac Allister. Ficaram dois atacantes, Lionel Messi e Julián Álvarez. Papu Gómez, que iniciou o jogo nas oitavas de final, ficou no banco desta vez para dar lugar ao zagueiro a mais.
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Primeiro tempo: Argentina começa melhor
A Argentina começou o jogo melhor. Chegava melhor ao ataque e tentou colocar pressão. Logo aos quatro minutos, Rodrigo De Paul chutou de fora da área, mas foi bloqueado. Muito marcado, Messi conseguiu um pequeno espaço aos 21 minutos e aproveitou para escapar de Marten de Roon, girar e bater colocado, mas mandou para fora. Aos 24 minutos, Steven Bergwijn tabelou com Memphis Depay e chutou, mas mandou fora.
A Argentina conseguiu abrir o placar aos 35 minutos e, como é de se esperar, o seu camisa 10 participou decisivamente. Messi carregou pelo meio, observado de perto por diversos holandeses, balançou para abrir o espaço e fez um passe preciso, no meio da defesa, para encontrar Nahuel Molina entrando na área. O lateral tocou por baixo e marcou: 1 a 0 para a Argentina. Explosão no estádio e a torcida argentina comemorou muito.
Logo depois do gol, aos 39 minutos, Messi tentou seu gol. Em uma bola que recebeu dentro da área, estava cercado de jogadores, tentou tirar para usar a perna esquerda, não conseguiu, e girou para o pé direito, mas o chute saiu fraco. O primeiro tempo acabou mesmo em vantagem argentina por 1 a 0.
Segundo tempo: Messi marca e a Holanda se recupera

Van Gaal mudou o time para o segundo tempo. Entraram Teun Koopmeiners e Steven Berghuis nos lugares de Marten de Roonb e Steven Bergwijn. A Holanda precisava mudar o jogo e não teve muito pudor em tentar fazer isso.
Na primeira finalização do segundo tempo, que foi aos 17 minutos, a Argentina quase chegou ao gol. Cobrança de falta na entrada da área, Messi cobrou com imenso perigo, mas a bola raspou na rede pelo lado de fora.
Van Gaal partiu para o tudo ou nada já aos 19 minutos, quando tirou o ala Daley Blind e colocou o atacante Luuk de Jong. Cody Gakpo passou a fazer a ala pela esquerda. O time ficou mais ofensivo. E mais pegado também. As chegadas e cenas de encaradas entre os times ficaram ainda mais frequentes.
A Argentina chegaria ao segundo gol em um pênalti. Aos 27 minutos, em um duelo de alas, Marcos Acuña fez o drible e foi derrubado por Denzel Dumfries. O árbitro imediatamente apontou pênalti. Lionel Messi cobrou e não deu chance para Noppert: 2 a 0. Mais cantoria e delírio da torcida da Argentina.
Tudo parecia tranquilo para a Argentina. O time jogava bem e taticamente deixava a Holanda muito desconfortável. Van Gaal então partiu mesmo para o jogo aéreo e de força física: colocou o centroavante Wout Weghorst no lugar de Memphis Depay. Passou a usar muito mais a imposição física e tentar o jogo aéreo contra a linha de cinco na defesa da Argentina.
A Holanda chamou seus atacantes mais altos e colocou em campo. Se não ia no jogo trabalhado, a tentativa passou a ser nos cruzamentos. E em um deles, aos 38 minutos, Wout Weghhorst completou cruzamento da direita e, de cabeça, colocou na rede: 2 a 1. Ainda tinha jogo no final.
O gol empolgou a Holanda, que foi para cima. O meia Berghuis recebeu na área e, de frente para o gol, soltou uma bomba. A bola desviou e saiu em escanteio. A Oranje partiu para cima. Com cruzamentos, especialmente, o time ameaçava.
O árbitro deu nove minutos de acréscimos e, aos nove minutos de acréscimos, Pezzella cometeu uma falta boba perto da área. Na jogada ensaiada, Teun Koopmeiners cobrou rasteiro para Wout Weghorst, que girou e bateu cruzado: 2 a 2 no placar. Entrou e mudou o jogo. A partida foi para a prorrogação.
Prorrogação
Os dois times foram muito mais cautelosos no tempo extra. Ninguém queria arriscar muito, já que um gol na prorrogação, com os dois times bastante cansados, seria provavelmente fatal. Assim, o primeiro tempo da prorrogação mal teve chegadas à área.
No segundo tempo, Messi tentou em um lance individual, marcado por Frenkie de Jong. Ele recebeu na direita, tentou o drible para cima do ex-companheiro de Barcelona e finalizou, mas a marcação foi bem feita e o argentino teve pouco espaço para finalizar e mandou fora.
Aos 111 minutos de jogo, seis minutos do segundo tempo da prorrogação, entrou Ángel Di Maria no lugar de Lisandro Martínez. Uma tentativa nos minutos finais de um jogador que claramente não estava fisicamente inteiro. No sacrifício, ele tentaria dar a classificação à Argentina. A Holanda colocou o garoto Noa Lang no lugar de Cody Gakpo, tentando a última cartada.
Enzo Fernández fez uma grande jogada pela direita, cruzou rasteiro e Lautaro Martínez bateu de primeira, forte, e a bola explodiu em Van Dijk para sair em escanteio. Logo depois, Enzo Fernández recebeu de Messi na entrada da área, em escanteio curto, e chutou, a bola desviou na defesa e caiu por cima do gol, levando algum perigo.
Nos minutos finais, a Argentina era quem pressionava pelo gol. Em escanteio, Di Maria colocou na área e Germán Pezzella desviou com perigo, mas mandou para fora. Em um lance aos 118 minutos, Lautaro recebeu pelo meio, fez um lindo giro e chutou forte, mas o goleiro Noppert defendeu. O placar seguia 2 a 2.
Eera uma blitz da Argentina nos minutos finais. Aos 119, Messi recebeu de fora da área, ajeitou e chutou, mas a bola desviou na defesa e saiu. Escanteio para a Argentina. Di Maria cobrou muito fechado e levou perigo, exigindo nova defesa de Noppert. Com 120 minutos cravados, Enzo Fernández recebeu na entrada da área e chutou cruzado. A bola tocou na trave e saiu. Nada de gol. A decisão iria mesmo para os pênaltis.
Pênaltis
Virgil van Dijk foi o primeiro a cobrar pela Holanda. Cobrou forte, no canto direito do goleiro, e o goleiro Emiliano Martínez defendeu. Início ruim para a Holanda.
Lionel Messi foi o primeiro a cobrar pela Argentina. Capitão, ídolo, craque, ele foi para o seu segundo pênalti no dia, já que bateu também no tempo normal e fez. E nas cobranças, fez também, deslocando Noppert. Argentina 1 a 0.
Steven Berghuis foi o segundo cobrador da Holanda. O estádio o vaiava com força. Ele correu e bateu forte, no lado esquerdo de Emiliano Martínez, que defendeu. Nada de gol para a Holanda.
Leandro Paredes foi o segundo cobrador da Argentina: bateu forte, no canto, e tirou de Noppert: 2 a 0. Os albicelestes estavam com uma grande vantagem.
Teun Koopmeiners foi o próximo e bateu muito bem: o primeiro gol da Holanda, 2 a 1.
A Argentina cobrou o seu terceiro com Gonzalo Montiel. Ele teve muita categoria e colocou no canto, deslocando Noppert: 3 a 1.
Wout Weghorst, o herói do tempo normal, foi o cobrador seguinte e guardou: 3 a 2. Ainda tinha jogo.
Enzo Fernández foi o cobrador seguinte da Argentina. Se fizesse, acabaria a disputa. O camisa 24 bateu firme, mas para fora. Ainda tinha jogo pra a Holanda.
Luuk De Jong foi o cobrador seguinte e teve muita categoria: deslocou Emiliano Martínez e manteve a Holanda viva: 3 a 3.
O cobrador seguinte foi Lautaro Martínez. Mal durante a Copa, ele cobrou e marcou: 4 a 3. A Argentina está classificada às semifinais da Copa do Mundo, depois de cair nas oitavas de final na Copa anterior.
Ficha técnica
Holanda 2×2 Argentina (3×4 nos pênaltis)
Local: Estádio Lusail, em Lusail
Árbitro: Mateu Lahoz (Espanha)
Gols: Nahuel Molina, Lionel Messi (Argentina)
Cartões amarelos: Wout Weghorst, Jurriën Timber, Memphis Depay, Steven Berghuis, Virgil van Dijk, Denzel Dumfries (Holanda), Marcos Acuña, Cristian Romero, Lisandro Martínez, Leandro Paredes, Gonzalo Montiel, Germán Pezzella (Argentina)
Cartões vermelhos: nenhum
Holanda: Andries Noppert; Jurriën Timber, Virgil van Dijk e Nathan Aké; Denzel Dumfries, Marten de Roon, Frenkie de Jong e Daley Blind (Luuk de Jong); Cody Gakpo (Noa Lang); Memphis Depay (Wout Weghorst) e Steven Bergwijn (Steven Berghuis). Técnico: Louis van Gaal
Argentina: Emiliano Martínez; Nahuel Molina (Gonzalo Montiel), Cristian Romero (Germán Pezzella), Nicolás Otamendi, Lisandro Martínez (Angel Di Maria) e Marcus Acuña (Marcos Acuña); Rodrigo De Paul (Leandro Paredes), Enzo Fernández e Alexis Mac Allister; Lionel Messi e Julián Álvarez (Lautaro Martínez). Técnico: Lionel Scaloni



