Eliminatórias da Copa

Um gol contra e nada mais: Portugal tem vitória contra o Azerbaijão a comemorar, mas atuação foi fraca

Portugal começou as Eliminatórias da Copa com vitória sobre o Azerbaijão, mas certamente saiu de campo lamentando. Os três pontos vieram como esperado, mas a atuação não foi grande coisa e o triunfo só veio com um gol contra, em uma falha clamorosa do goleiro adversário, e o placar de 1 a 0. Curiosamente, o jogo foi disputado em Turim por conta das restrições da pandemia de COVID-19 – e, bom, não é ruim que seja bem na cidade do seu principal astro, não é?

O técnico Fernando Santos colocou em campo um time no 4-3-3, com um meio-campo tecnicamente muito rico: João Moutinho, Bernardo Silva e Rúben Neves. No ataque, Cristiano Ronaldo e Pedro Neto começaram nas pontas e André Silva pelo meio. A novidade na escalação inicial foi Nuno Mendes na lateral esquerda. Além disso, Pedro Neto foi também uma novidade por ter sido escolhido como titular.

O Azerbaijão se alinhou com um 4-4-1-1, de forma a tentar fechar os espaços e se defender, primordialmente. Em parte, foi bem-sucedido nisso. Portugal teve volume de jogo, finalizou muito, mas criou poucas chances efetivas de gol. Na primeira etapa, a seleção portuguesa chutou 17 vezes a gol, com cinco deles no alvo. Os Azeris sequer chutaram a gol.

Curiosamente, nenhum desses 17 chutes serviu para marcar o que seria o gol da vitória. Depois de tentar de várias formas, os portugueses chegaram ao gol em um lance casual. Em um cruzamento para a área, o goleiro Sahruddin Mahammedeli saiu, furou e a bola tocou no zagueiro e capitão Maksim Medvedev e entrou. Um lance que pareceu sair de um esquete de humor de tão ridículo.

No segundo tempo, porém, o goleiro Mahammedeli se redimiu. Portugal novamente dominou as ações, teve a bola e tentou atacar para definir o jogo o mais rapidamente possível. Afinal, com três jogos espremidos na data Fifa, tentar descansar dentro dos próprios jogos seria importante. Porém, não aconteceu. E olha que Fernando Santos lançou mão já no intervalo de Bruno Fernandes no lugar de João Moutinho.

O goleiro azeri fez 14 defesas ao longo do jogo, mas muitas delas foram mais simples. Ainda assim, ele foi crucial para impedir o gol quando as finalizações foram efetivas, acertaram o alvo e poderiam ter complicado mais a situação da equipe. Na melhor chance lusa, Bruno Fernandes recebeu de Cristiano Ronaldo e, com liberdade, finalizou bem, mas o goleiro interveio com firmeza para impedir o gol. A rigor, o time correu risco até o fim e as azeris, mesmo claramente inferiores na partida, chegaram até a ameaçar em alguns ataques esporádicos.

No final do jogo, João Félix entrou em campo e foi quem conseguiu causar algum problema, com velocidade, habilidade e criando jogadas especialmente pelo lado direito. Apesar disso, Portugal não conseguiu colocar outra bola na rede e terminou a partida com a vitória magra de 1 a 0. Suficiente para os objetivos em termos de resultados. Insuficiente se pensarmos em rendimento. Precisará também torcer para que o saldo de gols não seja um diferencial no grupo, já que a vitória magra, nesse sentido, pode ser insuficiente, mas é por demasiado cedo para imaginar isso.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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