Com protestos contra Israel, Itália mantém esperança por milagre por vaga direta na Copa
Com estádio vazio e vaias aos Azuis e Brancos, Azzurra faz sua parte em duelo decisivo nas Eliminatórias Europeias
A 8ª rodada do Grupo I das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2026 ficou marcada pelos protestos contra Israel pelo genocídio contra palestinos em Gaza. Dentro de campo, a Itália fez sua parte e manteve viva na briga por uma vaga no Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá.
Nesta terça-feira (14), a Azzurra venceu os Azuis e Brancos por 3 a 0, no Bluenergy Stadium, em Udine. Com o resultado, a equipe de Gennaro Gattuso se garante pelo menos nos playoffs, já que não pode ser mais alcançada na 2ª posição.
A seleção italiana chega a 15 pontos, seis a mais que o time israelita, 3º colocado e que só tem mais uma partida nas Eliminatórias. A Azzurra precisa de um milagre para ultrapassar a Noruega na liderança da chave, pois, além da distância em pontos (3), é preciso tirar a diferença no saldo de gols (26 a 10).
Como foi Itália x Israel?
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No 1º tempo, o time de Gattuso buscou dominar a posse de bola para criar mais chances de finalização. Já a equipe de Ran Ben Simon compactou suas linhas na defesa e apostou no contra-ataque para causar perigo no setor ofensivo.
Com essa estratégia, a seleção israelita conseguiu encaixar jogadas que incomodaram os italianos, que pecaram na conclusão de seus lances. O caminho até as redes veio com Mateo Retegui em cobrança de pênalti.
Após o intervalo, os Azuis e Brancos se arriscaram mais no último terço em avanços em velocidade. Por outro lado, a Azzurra adotou uma postura mais conservadora e matou a partida com outro gol de seu camisa 9, que roubou a bola no último terço e acertou um chute no ângulo de fora da área.
Quase no último lance, Federico Dimarco cruzou uma bola na cabeça de Gianluca Mancini para dar números finais.
Clima de tensão extracampo
As arquibancadas do estádio estavam praticamente vazias, com estimativas de 10 mil torcedores, segundo a imprensa local — apesar da capacidade de 25 mil pessoas. E a baixa presença não foi injustificada, pois a partida era considerada um “evento de alto risco” para a cidade.
Antes da bola rolar, o centro de Udine foi utilizado para uma marcha pró-Palestina. Como consequência, as autoridades locais buscaram manter as manifestações afastadas do estádio, adotando protocolos de segurança rigorosos, como bloqueios de estradas, vigilância por helicóptero e alta presença policial.
No dia 3 de outubro, a Itália foi palco de outras manifestações contra a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza. Na ocasião, protestantes foram até o CT em Florença, onde a seleção estava se preparando, para exigir que o jogo fosse cancelado em apoio aos palestinos.