Países Baixos sufocam Letônia em duelo de ataque contra defesa, e 2 a 0 sai barato
Diante de cinco mil torcedores, todos eles munidos de testes negativos de Covid-19, os eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 2022 saiu barata para os letões.
Depois de dar início à sua campanha rumo ao Mundial de 2022 com uma preocupante derrota por 4 a 2 para a Turquia, a seleção neerlandesa tinha as circunstâncias a seu favor. Além do adversário tecnicamente limitado, a Oranje contaria com a presença de cinco mil torcedores em meio a um experimento nacional que busca determinar a viabilidade de realizar grandes eventos com público de maneira segura.
Substituto contra os turcos e autor de um dos gols da derrota, Luuk de Jong ganhou a vaga de titular de Donyell Malen, deslocando Depay para a ponta esquerda. O centroavante do Sevilla foi uma das principais figuras da vitória deste sábado, especialmente graças a um plano de jogo bastante centrado em jogadas aéreas, em que era a figura de referência e frequentemente aparecia na segunda trave para ajeitar a bola para um companheiro.
Com volume de jogo do início ao fim, os Países Baixos finalizaram um total de 37 vezes (ou 25 se desconsiderarmos as numerosas bolas travadas da fechada defesa da Letônia). O massacre no número de oportunidades e no domínio da posse de bola (76%) foram suficientes para uma goleada marcante, mas por falta de capricho, sorte ou precisão, os neerlandeses tiveram que se contentar apenas com um 2 a 0 que zera o seu saldo de gols.
O roteiro da partida esteve claro desde o início do duelo. Nos primeiros dez minutos, a equipe de Frank de Boer já somava um bom número de chances, e Memphis Depay sozinho já havia finalizado três vezes. Faminto por gols e protagonismo, o camisa 10 liderava as ações ofensivas neerlandesas. Aos 16 minutos, fez linda jogada individual e ajeitou para Steven Berghuis, que bateu de esquerda com perigo, à direita do gol.
Na estratégia de bolas aéreas constantes dos Países Baixos, Klaassen jogou basicamente como um segundo centroavante, aparecendo constantemente na pequena área para tentar complementar as jogadas. Entretanto, acumulou chances perdidas ao longo do jogo.
O primeiro gol pareceu levar uma eternidade para chegar. Aos 32 minutos, Frenkie de Jong arrancou com a bola desde seu próprio campo, chegou à intermediária e tocou para Klaassen. O meia do Ajax então passou para Berghuis, e o ponta do Feyenoord bateu com estilo para marcar um bonito gol e enfim balançar as redes pela seleção neerlandesa pela primeira vez, quase cinco anos depois de sua estreia pela Oranje.
Aos 37, Depay esteve a centímetros de ampliar, mas seu chute de chapa de dentro da área passou rente à trave esquerda do goleiro Roberts Ozols. Três minutos mais tarde, Luuk de Jong foi quem perdeu boa chance, cabeceando forte, mas no travessão.
O segundo tempo teve a mesma história do primeiro, e os Países Baixos seguiram abusando no desperdício de suas oportunidades. Aos dez minutos, em jogada ilustrativa disso, De Ligt cabeceou, Ozols defendeu, e Luuk de Jong e Klaassen, na pequena área, disputaram a sobra com os defensores e o goleiro, mas não conseguiram completar a jogada.
Só na metade da segunda etapa, aos 24 minutos, os neerlandeses conseguiram ampliar. Após escanteio cobrado por Depay, Luuk de Jong se livrou da marcação, atacou a primeira trave e cabeceou com força para fazer 2 a 0. Quatro minutos mais tarde, Klaassen teve sua última grande chance, mas seu chute de dentro da área foi bem defendido por Ozols.
De Boer promoveu uma série de alterações nos dez a 15 minutos finais de jogo, e dois dos substitutos, Ryan Babel e Donny van de Beek, participaram ativamente de boas oportunidades finais à Oranje. Aos 35 minutos, Babel serviu de pivô para chute de Depay desviado pela defesa no último instante. Já aos 39, em boa trama coletiva, Frenkie de Jong tocou para Berghuis, que ajeitou para um chute perigoso, mas sem direção, de Van de Beek.
O triunfo vem acompanhado de boas energias graças ao ritmo elevado do jogo ofensivo neerlandês e à presença do público. Porém, o placar por 2 a 0 é um pouco decepcionante visto o número de chances criadas e o início avassalador da Turquia, que lidera a chave após passar por cima também da Noruega neste sábado.
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