Eliminatórias da Copa

O Chile não se cansou de perder gols e a Bolívia arrancou um surpreendente empate em Santiago

Chile martelou o jogo praticamente inteiro e acertou duas bolas na trave, mas cedeu um pênalti à Bolívia no fim

O Brasil sobra no topo das Eliminatórias, mas tal aproveitamento altíssimo não é o padrão na competição. Basta ver as dificuldades sofridas por outras seleções que batem cartão em Copas do Mundo. O Chile sofreu o tropeço mais custoso: em Santiago, só empatou com a Bolívia por 1 a 1. A Roja perdeu uma porção de oportunidades e permitiu que Marcelo Moreno deixasse tudo igual cobrando pênalti. Quem também lamentou os pontos perdidos foi o Uruguai, que visitou a Venezuela e não conseguiu ir além do empate por 0 a 0 em Caracas.

Em Santiago, o Chile chegou a ensaiar até mesmo uma goleada sobre a Bolívia. Os primeiros minutos foram de pura pressão. Antes dos sete, Eduardo Vargas e Francisco Sierralta (este, num lance inacreditável na pequena área) carimbaram a trave da meta de Carlos Lampe, que também realizava suas defesas. Era impressionante a maneira como os chilenos sufocavam e não conseguiam sair em vantagem. Teriam inclusive um gol anulado por impedimento e mesmo o passar dos minutos não arrefeceu o abafa da Roja. A Bolívia se defendia como podia, com duas bolas salvas em cima da linha antes do intervalo. A primeira etapa terminou com 16 finalizações dos anfitriões, contra apenas uma dos visitantes, além de 77% de posse de bola à equipe de Martín Lasarte.

Na volta ao segundo tempo, a Bolívia realizou três alterações e teve minutos de mais iniciativa. Porém, logo o jogo voltaria a pender para o Chile e para a blitz contra a meta de Carlos Lampe, que acumulava defesas. O esforço chileno seria recompensado apenas aos 25, com o primeiro gol. Charles Aránguiz deu um belo passe por elevação e Erick Pulgar se antecipou para desviar de cabeça. Só que o alívio não duraria tanto. Guillermo Maripán tocou com a mão dentro da área e concedeu um pênalti a La Verde. Marcelo Moreno cobrou com extrema qualidade e converteu aos 37. No fim, o desespero bateu na Roja e a equipe não teria forças para recuperar a vantagem. Pelo contrário, quase tomou a virada, com Junior Sánchez mandando para fora. Ficou nisso.

Mais cedo, o Uruguai não saiu do zero contra a Venezuela. Nem mesmo a presença de Luis Suárez ajudou a Celeste, contra uma Vinotinto que teve a iniciativa e terminou a partida com mais finalizações. Num primeiro tempo morno, os venezuelanos foram melhores. A equipe da casa marcava em cima e também criava mais oportunidades. Josef Martínez representava o principal incômodo e chegou a balançar as redes, mas seu gol foi corretamente anulado por toque de mão.

Já na segunda etapa, o Uruguai melhorou, especialmente a partir da entrada de Nicolás de la Cruz. A Celeste passou a martelar mais no jogo aéreo e teve chances mais claras. Matías Viña desperdiçou a melhor delas, ao ficar de frente para o gol e carimbar o goleiro Joel Graterol. Porém, Fernando Muslera também precisou trabalhar e evitou a derrota uruguaia no fim. O veterano realizou uma defesaça em cabeçada de Nahuel Ferraresi e seria exigido a mais intervenções para impedir o revés em Caracas.

O Uruguai é a única das quatro seleções mencionadas acima que aparece na zona de classificação das Eliminatórias. A Celeste tem oito pontos e ocupa o quarto lugar, mas já não vence há três rodadas. O Chile é somente o sétimo, com seis pontos. A Bolívia tem cinco e a Venezuela chegou a quatro, ambas à frente apenas da seleção peruana.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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