Eliminatórias da Copa

Neymar liderou a vitória tranquila e sem tanto brilho em Assunção que manteve o 100% de aproveitamento do Brasil

O atacante do Paris Saint-Germain marcou o primeiro gol e fez uma grande jogada no segundo, de Paquetá

Neymar marcou um gol e fez a jogada do segundo na vitória segura e sem grande brilho por 2 a 0 sobre o Paraguai, em Assunção, que mantém a campanha de 100% de aproveitamento da seleção brasileira nas Eliminatórias da Copa do Mundo.

O Brasil completa o primeiro terço da busca por vaga na Copa do Mundo do Catar com 18 pontos, seis a mais do que o segundo colocado e a dez do quinto lugar (zona de repescagem). Não precisará se preocupar com a classificação, ao que parece, com uma campanha extremamente eficiente em que foi vazado apenas na vitória por 4 a 2 sobre o Peru. Mas, outra vez, não foi exatamente brilhante.

Tite fez três alterações em relação ao time que venceu o Equador na sexta-feira. Rodou os goleiros, com Ederson no lugar de Alisson, e colocou Gabriel Jesus na vaga de Gabigol. A mudança mais estrutural foi a entrada de Roberto Firmino na vaga de Lucas Paquetá. O Brasil saiu do 4-3-3 para o que foi na prática um 4-2-3-1 com a bola e um 4-4-2 sem ela. Richarlison, pela esquerda, e Gabriel Jesus, pela direita, ficaram bem abertos e, na fase defensiva, fecharam a linha de quatro do meio-campo. Neymar aproximou-se de Fred e Casemiro para buscar o jogo e iniciava a pressão ao lado de Firmino no campo de ataque.

O começo foi promissor. O Brasil buscou ataques mais rápidos e verticais, sem trabalhar tanto a bola. Um pouco mais agressivo do que costuma ser. Abriu o placar assim: Gabriel Jesus recebeu o lançamento pela direita, fez boa jogada e cruzou à marca do pênalti. Marcado, Richarlison não conseguiu a finalização, mas Neymar recolheu e tocou na saída do goleiro Antony Silva.

O Paraguai assustou com uma bomba de Alderete de fora da área, para grande defesa de Ederson, e Richarlison perdeu uma grande chance, acionado por Fred dentro da área. Antony Silva saiu bem do gol para fechar o ângulo. Após esse lance, por volta dos 15 minutos, a partida esfriou um pouco. Neymar continuava muito ativo, carregando pelo meio, tentando criar, às vezes prendendo demais a bola.

Militão foi importante para bloquear a boa chegada de Almirón, que dominou o passe de Rojas e emendou a finalização cruzada, e Neymar levou perigo em cobrança de falta. Tite mostrou preocupação em tentar melhorar o setor ofensivo com a entrada de Lucas Paquetá na vaga de Fred, mantendo a mesma estrutura, mas com um jogador um pouco mais criativo.

Não chegou a funcionar. Houve até alguns momentos em que o Brasil recuou um pouco as linhas de marcação e deixou o Paraguai trabalhar a bola, provavelmente em busca de um bote para marcar o jogo no contra-ataque. Em termos de chances de gol, Marquinhos teve uma cabeçada bem perigosa, após cobrança de escanteio de Neymar, que dez minutos depois recebeu na medida de Gabriel Jesus. Chutou cruzado de canhota, tirando tinta da trave.

Apenas nos acréscimos o placar foi definido. Outra jogada de Neymar, muito bem na partida. Carregou a bola pelo meio, costurando o time do Paraguai, e soltou na direita para Lucas Paquetá chegar batendo de canhota. A finalização rasteira ainda tocou a trave antes de entrar e garantir a campanha perfeita do Brasil até agora nas Eliminatórias.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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