ÁfricaEliminatórias da Copa

Marrocos exerce seu favoritismo, goleia o Congo e está mais uma vez na Copa do Mundo

Com goleada por 4 a 1 em Casablanca, a seleção marroquina se classificou ao Mundial pela sexta vez na história

Repetindo a dobradinha dos anos noventa, Marrocos está na Copa do Mundo pela segunda vez consecutiva. Comprovou a sua superioridade sobre a República Democrática do Congo nesta terça-feira com uma goleada por 4 a 1 em Casablanca para selar a sua classificação após o empate por 1 a 1 fora de casa no jogo de ida.

Marrocos esteve na Rússia e foi eliminado no difícil grupo que tinha Espanha, Portugal e Irã, embora não tenha feito papel ruim. Foi dominante contra Irã – que venceu com um gol contra infeliz de Aziz Bouhaddouz – e Portugal, então campeão europeu, apesar da derrota. Arrancou empate contra a Espanha. Tanto que o técnico Hervé Renard foi mantido para o ciclo seguinte.

Eliminado por Benin nos pênaltis nas oitavas de final da Copa Africana de Nações de 2019, Renard pediu demissão alguns dias depois e está atualmente no comando da Arábia Saudita. Foi substituído pelo bósnio Vahid Halilhodzic, que havia comandado a Argélia na Copa do Mundo do Brasil.

A segunda CAN do ciclo foi mais competente, com o Egito precisando de uma atuação memorável de Salah para eliminar Marrocos nas quartas de final. Ainda assim, as atuações deixaram Halilhodzic pressionado, apesar dos 100% de aproveitamento na fase de grupos das Eliminatórias Africanas. Após se satisfazer com o empate no jogo de ida contra os congoleses, Marrocos deu um show diante de sua torcida para carimbar a vaga.

Halilhodzic tem um bom contingente de jogadores de clubes importantes da Europa, como o trio do Sevilla – o goleiro Bono, Youseff En-Nesyri e Munir – e um dos melhores laterais do mundo em Achraf Hakimi, do Paris Saint-Germain. Poderia contar com Hakim Ziyech se não tivesse entrado em conflito com o jogador do Chelsea, ao não levá-lo à última CAN e com declarações públicas meio pesadas.

“Não chamaria Ziyech nem se ele se chamasse Lionel Messi. O comportamento dele não se encaixa na seleção. Ele não quer treinar, não quer jogar, não leva a sério. Não vou implorar para ele voltar”, afirmou. E Ziyech deixou claro que a seleção também não está em seus planos enquanto Halilhodzic for o técnico.

Marrocos começou a encaminhar sua sexta participação em Copas do Mundo quando Azzeddine Ounahi acertou um chutaço de fora da área. Ainda no primeiro tempo, que teve 12 minutos de acréscimo por causa de um longo tratamento a Bono, substituído por Monir El Kajoui, Tarik Tissoudali pegou a sobra de um corte ruim de Christian Luyindama e tocou na saída do goleiro Joël Kiassumbua para ampliar.

Ounahi matou de vez a parada aos 10 minutos da etapa final com um chute cruzado após receber o passe de Tissoudali, que havia puxado o contra-ataque pela esquerda, e Hakimi completou a festa pegando o rebote de Kiassumbua, depois de uma ótima jogada de Ounahi, que partiu do meio-campo em diagonal até bater da entrada da área.

Ben Malango matou no peito e girou batendo forte para anotar uma pintura para a República Democrática do Congo, mas não passou de um gol de honra.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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