Eliminatórias da Copa

Liverpool informa que está trabalhando para trazer Naby Keita de volta, após golpe de estado fechar fronteiras na Guiné

Meio-campista estava em seu país para disputar as Eliminatórias e não se sabe quando poderá voltar à Inglaterra

Neste domingo, a Confederação Africana de Futebol decidiu suspender a partida entre Guiné e Marrocos pelas Eliminatórias da Copa, após um golpe de estado no país. O governo da Guiné foi dissolvido e há relatos de enfrentamentos nas ruas da capital Conakry, enquanto aeroportos e fronteiras foram fechados. A delegação marroquina recebeu permissão para deixar o local, mas a situação dos jogadores guineenses permanece incerta. E o Liverpool informou que está em contato para garantir o retorno de Naby Keita.

Keita é a principal figura da seleção de Guiné. O meio-campista permanece no país em segurança, mas não há informações sobre a liberação dele e dos demais atletas que atuam na Europa. Todos os 23 convocados pelo técnico Didier Six nesta Data Fifa jogam no exterior, 22 deles em clubes europeus. Além de Keita, outros destaques do grupo são Florentin Pogba (Sochaux), Simon Falette (Eintracht Frankfurt), Amadou Diawara (Roma) e François Kamano (Lokomotiv Moscou).

“Estamos em contato constante com Naby e nos comunicamos regularmente por meio da comissão técnica da seleção. Estamos satisfeitos por ele estar seguro e bem cuidado. Obviamente, a situação é instável e manteremos um diálogo regular com as autoridades relevantes, enquanto trabalhamos para levar Naby de volta a Liverpool em tempo hábil e de maneira segura”, afirmou o Liverpool, através de um porta-voz.

A CAF deverá remarcar a partida entre Guiné e Marrocos pelas Eliminatórias. Também fica em xeque a realização da sequência dos compromissos no país, diante da instabilidade. Guiné compõe o grupo com Marrocos, Sudão e Guiné-Bissau. Na estreia, durante a última quarta-feira, os Elefantes empataram com Guiné-Bissau por 1 a 1.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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