Eliminatórias da Copa

Hora da decisão: como foi cada rodada final das Eliminatórias Sul-Americanas desde a adoção dos pontos corridos

Desde 1998, relembre o que acabou decidido nos jogos finais das Eliminatórias na América do Sul

As Eliminatórias Sul-Americanas chegam à rodada final com muita coisa resolvida. As quatro seleções classificadas diretamente à Copa do Mundo foram conhecidas por antecipação. Brasil e Argentina tiveram desempenhos soberanos. Uruguai e Equador, apesar de momentos de deslize, ainda assim se confirmaram com uma rodada de antecedência. Assim, o último dia da competição reserva disponível apenas um lugar na repescagem. Três equipes chegam na disputa, com três partidas paralelas que selarão seus destinos.

O Peru, com 21 pontos, só depende de si. A Blanquirroja precisa apenas vencer o Paraguai no Estádio Nacional de Lima para voltar à repescagem quatro anos depois. A Colômbia fica à espreita, com 20 pontos, torcendo contra os peruanos. Os Cafeteros também não terão um duelo tão difícil assim, ao pegarem a Venezuela fora de casa. Já o Chile, com 19 pontos, depende de uma improvável combinação. Além de torcerem pelas derrotas dos peruanos e colombianos (até para não precisarem fazer saldo), também terão que vencer o Uruguai em Santiago. Os olhos, de qualquer forma, se centrarão em Lima.

Abaixo, relembramos como foram as rodadas finais das Eliminatórias na América do Sul desde que o sistema de pontos corridos foi adotado, na caminhada rumo ao Mundial de 1998. Basicamente todas as seleções tiveram suas alegrias e frustrações no momento decisivo do qualificatório.

Copa de 1998

Sem o Brasil naquelas Eliminatórias, classificado por antecipação como campeão mundial, a Conmebol oferecia quatro vagas diretas a nove seleções – sem repescagem. Argentina, Paraguai e Colômbia cumpriram a missão por antecipação, ainda na antepenúltima rodada. Assim, a rodada final oferecia apenas uma vaga a três concorrentes: Chile, Peru e Equador. Chilenos e peruanos entravam na rodada com 22 pontos, mas ampla vantagem à Roja no saldo, ratificada graças aos 4 a 0 aplicados no clássico disputado em Santiago na penúltima rodada. O Equador, com 21 pontos, corria por fora em busca de sua primeira Copa do Mundo. Uruguai, Bolívia e Venezuela chegaram ao compromisso final eliminadas.

O Chile tinha um compromisso bastante acessível em Santiago, ao receber a Bolívia. E a forte equipe dirigida por Nelson Acosta conquistou a classificação, dando a volta por cima depois do banimento dos chilenos nas Eliminatórias para a Copa de 1994 – por causa da farsa de Roberto Rojas no Maracanã em 1989. A Roja ganhou por 3 a 0 no Estádio Nacional de Santiago, com um placar construído desde o primeiro tempo. Rodrigo Barrera e Marcelo Salas fizeram os primeiros, em jogadas de velocidade contra a aberta defesa boliviana. No fim do segundo tempo, Juan Carreño confirmou a classificação. Do outro lado, La Verde ainda teve três jogadores expulsos ao longo da segunda etapa. Com o triunfo, os chilenos voltavam ao Mundial depois de 16 anos de ausência.

Salas, aliás, merece menção especial por esse protagonismo na reta final. Iván Zamorano era o artilheiro das Eliminatórias, mas se lesionou. Salas, então, marcou uma tripleta na goleada por 4 a 0 sobre o Peru e terminou de se eternizar contra a Bolívia, fechando a campanha como vice-artilheiro da competição. O Chile alcançou os 25 pontos, à frente do Peru no saldo. Os peruanos até venceram o Paraguai por 1 a 0 no Estádio Nacional de Lima, gol de Jorge Soto, o que se provou insuficiente. Já o Equador sequer conseguiu cumprir sua parte na visita ao Uruguai em Maldonado e perdeu por 5 a 3, num resultado que fez as duas equipes morrerem abraçadas com 21 pontos.

Copa de 2002

O Brasil entrava pela primeira vez no sistema de pontos corridos da Conmebol. Agora, as dez seleções brigavam por quatro vagas diretas e por um lugar na repescagem. A Argentina sobrou naquela campanha e conquistou a classificação com quatro rodadas de antecipação. A penúltima rodada ainda teve a classificação inédita do Equador e o Paraguai emendando sua segunda Copa. Desta maneira, o compromisso final tinha uma vaga em aberto ao Mundial e outra na repescagem.

O Brasil chegava com a corda no pescoço, numa campanha cambaleante na qual quatro treinadores dirigiram a equipe. A vaga por antecipação poderia ter vindo na penúltima rodada, mas a derrota para a Bolívia em La Paz manteve a tensão – que só não foi pior porque o Uruguai, na perseguição, só empatou com o Equador naquela rodada. Assim, a Canarinho só dependia de si ao receber a Venezuela em São Luís. O time de Felipão tinha 27 pontos, um a mais que o Uruguai, recebendo a embalada Argentina no Centenário. Já a Colômbia tinha chances reduzidas, com 24 pontos, ainda precisando fazer saldo contra o Paraguai em Assunção.

O Brasil cumpriu sua parte numa atmosfera incrível dentro do Castelão, num jogo que serviu para moldar o caráter da “Família Scolari” e dar embalo rumo ao penta. Luizão e Edílson formavam o ataque, numa equipe que ainda tinha Rivaldo e Juninho Paulista na armação. Todos os jogadores que foram titulares na ocasião, exceção do cortado Emerson, disputariam o Mundial. A parada se resolveu logo cedo. Antes dos 20 minutos, Luizão já tinha anotado dois gols. Aos 34, Rivaldo também deixou o seu. Edílson, encapetado, participou de todos os tentos. Já no segundo tempo, os venezuelanos tiveram um expulso e os brasileiros se satisfizeram. Ficou o show ditado pelos dribles dos substitutos – Ronaldinho Gaúcho, Denílson e Marcelinho Paraíba. Não seria daquela vez que a Seleção se ausentaria da Copa do Mundo, apesar dos riscos.

O Brasil fechou a campanha com 30 pontos e ainda ultrapassou o Paraguai na tabela. O Uruguai se valeu do empate por 1 a 1 contra a Argentina em Montevidéu, suficiente para ir à repescagem. Darío Silva abriu o placar para a Celeste e Claudio López empatou à Albiceleste antes do intervalo, mas a postura desinteressada dos argentinos durante o segundo tempo ajudou os uruguaios – num jogo posteriormente acusado de ter sido “armado” para facilitar aos anfitriões. Os charruas chegaram aos 27 pontos, à frente da Colômbia por um gol no saldo. Os Cafeteros chegaram a emplacar um inesperado 4 a 0 sobre o Paraguai no Defensores del Chaco, com três gols de Víctor Aristizábal, mas faltou um mísero tento para a classificação. Na repescagem, o Uruguai carimbou sua vaga com os 3 a 0 sobre a Austrália em Montevidéu, após perder a ida por 1 a 0.

Copa de 2006

A Fifa mudou as regras e, mesmo como campeão do mundo, o Brasil jogou as Eliminatórias para a Copa de 2006. A Conmebol seguiu com o formato, com quatro vagas diretas e uma na repescagem a dez seleções. A Argentina, de novo, foi a primeira a se classificar. A missão foi cumprida com três partidas de antecipação, nos 3 a 1 sobre o Brasil em Buenos Aires. Pelo menos os brasileiros não correram riscos dessa vez e, no compromisso seguinte, se confirmaram com os 5 a 0 sobre o Chile. Equador e Paraguai também emendaram mais um Mundial, ambos classificados com uma rodada de antecipação. Desta forma, só restava a vaga na repescagem para a rodada final.

A corrida paralela ficava entre Uruguai (22 pontos), Colômbia (21 pontos) e Chile (21 pontos). Os uruguaios, aliás, vinham fortalecidos depois de derrotarem os colombianos na antepenúltima rodada, num 3 a 2 decretado por Marcelo Zalayeta aos 41 do segundo tempo. O compromisso da Celeste na última rodada novamente era o mais difícil, com o duelo diante da Argentina no Centenário. Apesar da força dos comandados de José Pekerman, os charruas cumpriram sua missão com o triunfo por 1 a 0. Os argentinos criaram as melhores chances no primeiro tempo, mas Álvaro Recoba foi o herói aos dois minutos da segunda etapa. Após a ajeitada de Diego Forlán, o camisa 9 se antecipou para definir às redes. Os uruguaios até criaram boas chances para o segundo, mas não fez falta.

A Colômbia ganhou do Paraguai por 1 a 0, gol de Luis Gabriel Rey logo aos sete minutos, mas acabou um ponto atrás. Já o Chile, com chances ínfimas por causa do saldo de gols, não saiu do 0 a 0 contra o Equador. O problema para o Uruguai aconteceu mesmo na repescagem. Desta vez, os charruas não foram capazes de vencer a Austrália. Depois da derrota por 1 a 0 em Montevidéu, os Socceroos devolveram o resultado em Sydney e levaram a melhor nos pênaltis. Foi a única vez, no atual formato do Mundial, que a Conmebol teve apenas quatro representantes.

Copa de 2010

Formato mantido das Eliminatórias, com quatro vagas diretas e uma na repescagem às dez seleções. O Brasil conseguiu, pela primeira vez nos pontos corridos, ser a primeira seleção garantida na América do Sul. A vaga veio com três rodadas de antecipação, com os 3 a 1 sobre a Argentina em Rosário – uma das grandes atuações do time de Dunga, de futebol pobre, mas pelo menos carrasco dos rivais. E a própria fase da Albiceleste era péssima, com os 6 a 1 sofridos para a Bolívia pouco antes. O time dirigido por Diego Maradona acumulava tropeços e costumava ser presa fácil fora de casa, o que arrastou seu drama.

O Paraguai foi a segunda seleção sul-americana a se classificar, na antepenúltima rodada, e o Chile se garantiu na penúltima. Na rodada final, restava definir a última vaga direta e a repescagem. A Argentina respirou um pouco ao vencer o Peru na penúltima rodada, com o gol salvador de Martín Palermo nos acréscimos dentro do Monumental, e ocupava a quarta colocação com 25 pontos. O Uruguai, com 24 após um grande triunfo sobre o Equador em Quito, era a ameaça e exatamente o adversário dentro do Centenário. Equador, com 23, e Venezuela, com 21, ainda poderiam se meter entre os gigantes.

A Argentina, no fim das contas, cumpriu sua missão e se classificou diretamente. Apesar da festa da torcida uruguaia no Centenário, a Albiceleste ganhou por 1 a 0. A pressão durante grande parte do jogo foi do Uruguai, que reunia Luis Suárez e Diego Forlán no ataque montado por Maestro Tabárez. Já os argentinos passavam aperto mesmo com uma poderosa trinca composta por Ángel Di María, Gonzalo Higuaín e Lionel Messi. A salvação da Argentina saiu aos 39 do segundo tempo, pouco após a expulsão de Martín Cáceres do outro lado. Juan Sebastián Verón teve seu chute bloqueado, mas Mario Bolatti (que havia saído do banco de reservas) apareceu de maneira salvadora para evitar que os albicelestes revivessem a repescagem.

A Argentina ficou com 28 pontos. O Uruguai, com 24, acabou beneficiado pela derrota do Equador por 1 a 0 no Chile e pelo empate da Venezuela por 0 a 0 no Brasil – embora o saldo ruim tornasse a missão da Vinotinto impossível. Pela terceira Copa consecutiva, a Celeste encarava a repescagem. Superou a Costa Rica, com a vitória por 1 a 0 garantida por Diego Lugano em San José e o empate por 1 a 1 no Centenário, com gol de Loco Abreu. A mística daquele time se confirmaria meses depois, na África do Sul.

Copa de 2014

Como país-sede, o Brasil voltou a se ausentar das Eliminatórias. As nove seleções, porém, mantinham quatro vagas diretas e uma na repescagem. A Argentina tinha agora um time bem mais confiável e se classificou com duas rodadas de antecipação, ao golear o Paraguai por 5 a 2 em Assunção. A Colômbia também cresceu de produção e voltou após três Mundiais de ausência, ao empatar por 3 a 3 com o Chile na penúltima rodada. Três times chegaram vivos ao último compromisso, disputando entre si as duas vagas diretas. Chile e Equador, ambos com 25 pontos, faziam o confronto direto em Santiago. Já o Uruguai, com 22, precisava vencer, torcer para que o outro jogo tivesse um ganhador e ainda tirar a diferença no saldo – em situação complicada pela derrota para os equatorianos em Quito na rodada anterior. A Celeste já vinha em campanha de recuperação, na qual deixou para trás uma surpreendente Venezuela, que não chegou viva à rodada final.

O Chile não decepcionou sua torcida, no embalo da equipe dirigida por Jorge Sampaoli. A Roja derrotou o Equador por 2 a 1 no Estádio Nacional, em vitória encaminhada no primeiro tempo. Claudio Bravo precisou trabalhar, mas Alexis Sánchez resolveu o jogo a partir dos 35. O atacante abriu o placar numa cabeçada e desviou para Gary Medel marcar o segundo. Os chilenos ensaiavam uma goleada, mas Felipe Caicedo descontou no segundo tempo e evitou a sangria de La Tri. Paralelamente, o Uruguai derrotou o mistão da Argentina num emocionante 3 a 2. Cristian Rodríguez fez o primeiro aos cinco, mas Maxi Rodríguez empatou aos 15. Quando Luis Suárez retomou a vantagem, cobrando pênalti, Maxi voltaria a incomodar com o novo empate antes do intervalo. Durante o segundo tempo, Edinson Cavani apareceu para determinar o triunfo numa jogada com Suárez. Resultado que pouco valeu.

O Chile se confirmou no Mundial com 28 pontos. O Equador, mesmo derrotado, tinha vantagem no saldo de gols contra o Uruguai. Assim, pela quarta Copa seguida, a Celeste apareceu na repescagem. Pelo menos o time de Óscar Tabárez teve muita tranquilidade no duelo com a Jordânia, ao enfiar 5 a 0 logo na ida em Amã. Embora o empate por 0 a 0 no Centenário não tenha animado tanto assim a torcida da casa, os charruas iriam para mais uma Copa do Mundo.

Copa de 2018

Com o Brasil de volta, as Eliminatórias voltavam ao sistema de dez seleções brigando por quatro vagas diretas e uma na repescagem. Apesar do mau início, a Seleção deslanchou a partir da chegada de Tite e conquistou a classificação com muitas sobras. Foi a primeira equipe garantida via Eliminatórias no mundo, num momento em que faltavam ainda quatro rodadas para a conclusão da campanha. A questão é que, tirando os brasileiros, o qualificatório na América do Sul teve sua edição mais equilibrada. Não à toa, somente a Canarinho estava com o passaporte carimbado antes da última rodada. Restavam ainda três vagas diretas e a repescagem, ambicionadas por cinco equipes.

O Uruguai entrava na rodada final com a situação mais cômoda, somando 28 pontos e ainda pegando a Bolívia em Montevidéu – numa tabela enfim reorganizada, sem a mesma ordem das quatro edições anteriores. Colômbia, com 26, e Peru, com 25, faziam o confronto direto em Lima. Quem secava era o Chile, com 26, num duro compromisso diante do Brasil no Allianz Parque. De qualquer maneira, os olhares se concentravam sobre a Argentina, em outra campanha trôpega nas Eliminatórias. A Albiceleste tinha 25 pontos e estava fora da zona de classificação pelo número de gols marcados, em sexto, atrás do Peru. Precisava vencer o eliminado Equador em Quito e torcer para uma combinação de resultados que a levasse para o Mundial diretamente.

A Argentina viveu seu drama no Estádio Olímpico Atahualpa. Romario Ibarra abriu o placar para o Equador logo no primeiro minuto e aquele resultado deixava a Albiceleste fora da Copa. Lionel Messi, entretanto, fez uma de suas partidas mais marcantes pela seleção. Antes dos 20 minutos, a virada já tinha sido decretada no placar, com dois gols do craque e o apoio imprescindível de Ángel Di María. O camisa 10 completou uma inesquecível tripleta e, com o placar de 3 a 1, os argentinos cumpriram sua missão. Susto parecido foi vivido pelo Uruguai contra a Bolívia no Centenário. Apesar da pressão dos anfitriões, um gol contra bizarro de Gastón Silva deixou La Verde em vantagem. Antes do intervalo, Martín Cáceres e Edinson Cavani viraram, depois de finalmente romperem a resistência do goleiro Carlos Lampe. Já no segundo tempo, Luis Suárez guardou dois e um gol contra de Diego Godín até voltou a descontar, mas os 4 a 2 já confirmavam automaticamente a Celeste no Mundial – enfim, sem repescagem.

A emoção se estendeu no tenso Peru x Colômbia no Estádio Nacional, até porque o Chile tomou dois gols do Brasil no início do segundo tempo. A salvação dos chilenos vinha com a vitória parcial dos colombianos em Lima, quando James Rodríguez abriu o placar aos dez minutos da segunda etapa. Neste momento, a Colômbia ficava no quarto lugar e o Chile em quinto. No entanto, os peruanos arrancaram o empate com o emblemático gol de falta marcado por Paolo Guerrero aos 32. Era um tiro livre indireto, que o atacante bateu diretamente, mas contou com a sorte ao ver a bola resvalar na ponta dos dedos de David Ospina para entrar de maneira válida. A falta de atenção dupla minimizou o erro do centroavante. Graças ao tento, o Peru passava o Chile no saldo e assumia o quinto posto. O final de jogo amarrado em Lima, no fim das contas, beneficiaria as duas equipes em campo. O Chile, que precisava de um gol neste momento, tomou os 3 a 0 do Brasil nos acréscimos e terminou fora da Copa.

O Uruguai chegou aos 31 pontos, seguro na segunda posição. A Argentina ainda terminou em terceiro, com 28 pontos. A Colômbia, mesmo com o empate, fechou a campanha com 27 pontos. Já o Peru teve os mesmos 26 do Chile, mas se deu melhor por ter dois gols a mais no saldo. A Blanquirroja ganhava o direito de disputar a repescagem e cumpriu sua missão diante da Nova Zelândia, com a enorme comoção no país. O empate por 0 a 0 em Wellington foi sucedido pelos históricos 2 a 0 em Lima, estrelados por Jefferson Farfán, em vitória que possibilitou o retorno dos peruanos ao Mundial depois de 36 anos.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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