Postura de Memphis pela Holanda mostra a Dorival possível variação ao Corinthians
Jogo de associação do atacante pode ser repetido para que o Timão alterne esquema tático que a equipe é refém
Assim como foi nas últimas convocações, Memphis Depay atuou como atacante centralizado pela seleção da Holanda no empate em 1 a 1 com a Polônia, nesta quinta-feira (4), pelas Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2026.
O atleta corintiano atuou por 79 minutos, quando foi substituído para a entrada de Weghorst.
No minuto seguinte à saída de Memphis, a Polônia chegou ao empate, com o lateral Matty Cash.
Pelo lado holandês, o gol foi marcado pelo também lateral Dumfries. A assistência foi justamente de Depay, em cobrança de escanteio.
Como não foi às redes, Memphis Depay ainda não chegou à artilharia isolada da seleção holandesa. Ele está empatado com Robin van Persie, com 50 gols cada.
Memphis Depay foi centroavante associativo contra a Polônia
Embora fosse escalado como atacante de centro, Memphis esteve longe de ser um centroavante de área contra a Polônia.
O jogador passou a partida inteira fora da grande área, buscando as associações com o meia Reijnders e os atacantes de lado Xavi Simons (direita) e Cody Gakpo (esquerda).
A atuação do atacante corintiano em Rotterdam pode até ser classificada como discreta, se apenas as participações com a bola forem consideradas.
Porém, ela foi bastante interessante no aspecto tático e pode até mesmo ser aproveitada pelo técnico Dorival Júnior, no Timão.
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Como o Corinthians pode se valer da atuação de Memphis contra a Polônia
Refém do mesmo esquema tático, o 4-4-2 em losango, desde o ano passado, o Timão tem, através do técnico Dorival Júnior, o desafio de encontrar variações de jogo. Por isso a insistência do treinador em contratar atacantes de lado durante a janela de transferências.
Em uma circunstância em que a maioria dos principais jogadores corintianos estiverem à disposição, a equipe pode adotar um modelo semelhante ao aplicado por Ronald Koeman no empate holandês com a Polônia.
Como Yuri Alberto é um atacante bastante físico, sustenta bem as jogadas e não é posicional, é possível montar um esquema com três atacantes em que ele saia mais da área e atue pela direita.
Neste caso, Memphis seria a peça centralizada. E assim pode realizar o jogo de associação que apresentou pela Holanda nesta quinta-feira (4), por exemplo.
Como Rodrigo Garro é um meia de bastante chegada, é possível construir essa dinâmica pelo corredor central. E o argentino, tal qual Yuri Alberto pelo lado direito, também atacaria os espaços nos momentos de movimentação de Memphis Depay.

Pela esquerda, o recém-contratado Vitinho pode fazer as vezes de Cody Gakpo e ser um atacante mais fixo pelo corredor.
Em que pese o empate sofrido no fim do jogo, a Holanda foi melhor que a Polônia. E essa superioridade se deve pela participação dos volantes Gravenberch e Frenkie de Jong com a bola.
É possível que o Corinthians também jogue assim, com Maycon e Breno Bidon. Porém, é importante que eles participem também das coberturas defensivas.
Inclusive, a entrada da área descoberta foi fator fundamental para que a Polônia chegasse ao empate com um golaço de Cash, em um chute de fora da área.
A participação de Dumfries, como um lateral agudo pela direita também pode ser repetida por Matheuzinho, que é um ala ofensivo.
E Matheus Bidu, pode repetir a postura de Van de Ven, que subiu menos, até pela presença de Gakpo pelo corredor. O lateral-esquerdo, porém, se posicionou na segunda linha, ao lado da dupla de volantes.
E o jogo?
A Holanda foi melhor que a Polônia do primeiro ao último minuto, mas pecou no último terço.
Os holandeses criaram menos do que poderiam e desperdiçaram algumas chances importantes. Principalmente no primeiro tempo, em que o goleiro Skorupski se destacou com importantes defesas.
O arqueiro polonês, no entanto, deu uma grande contribuição para o gol de Dumfries, ainda na etapa inicial. Ele ficou no meio do caminho em um escanteio cobrado por Memphis Depay no segundo pau. A indefinição foi crucial para o lateral holandês abrir o marcador.
Na etapa final, a Holanda seguiu tendo mais volume de jogo, mas pecava em criar oportunidades de perigo.
E o chute de média e longa distância que faltou para a Laranja Mecânica ampliar o placar foi justamente o método que a Polônia encontrou para chegar ao empate já próximo ao fim da partida.



