Técnico é demitido e jogadores são suspensos de seleção nas Eliminatórias; entenda
A uma rodada do fim das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, Guiné Equatorial passa por crise e pode ser punida pela Fifa
A Federação de Futebol de Guiné Equatorial surpreendeu ao anunciar a demissão do treinador Juan Micha e também o banimento de um grupo de jogadores — medida tomada pelo Ministério do Esporte do país — em meio à disputa das Eliminatórias da África para a Copa do Mundo de 2026. A decisão foi tomada após uma greve feita nos últimos dias.
Na última semana, jogadores importantes da seleção de Guiné Equatorial, incluindo o capitão Emilio Nsue, se recusaram a viajar para o confronto contra Malaui, na quinta-feira (10), pela nona rodada do Grupo H das Eliminatórias. De acordo com a “Reuters”, os jogadores reclamavam as condições de trabalho e de questões financeiras.
Sem jogadores suficientes, Guiné Equatorial não viajou para enfrentar Malaui e, agora, pode sofrer punições da Fifa. A uma rodada do fim das Eliminatórias, Guiné Equatorial é a quinta colocada do Grupo H, com 10 pontos, e não tem mais chances de classificação para a Copa do Mundo de 2026. Na última sexta-feira (10), a Fifa anunciou que o seu Comitê Disciplinar abriu uma investigação sobre o caso.
Guiné Equatorial anuncia interino e nova convocação
Em meio a Data Fifa e após a confirmação da demissão de Juan Micha, a Federação de Guiné Equatorial anunciou que o auxiliar Casto Nopo Abeso será o técnico interino no confronto contra a Libéria, na próxima segunda-feira (13), pela última rodada as Eliminatórias.
Além disso, com a grande quantidade de jogadores retirados da seleção, Casto Nopo precisou fazer uma nova convocação para a partida contra a Libéria. Da lista original, apenas nove jogadores permaneceram na delegação de Guiné Equatorial.
Em comunicado publicado em suas redes sociais, a Federação criticou a decisão dos jogadores que optaram por não viajar para enfrentar Malaui e afirmou que tal escolha “diminui a imagem do país, da Federação e da própria seleção junto a comunidade internacional”. Além disso, também afirmou considerar a decisão uma “falta de respeito com o povo de Guiné Equatorial”.
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Guiné Equatorial já foi punida pela Fifa nas Eliminatórias
Esta não seria a primeira vez em que Guiné Equatorial seria punição pela Fifa nestas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. Em 2024, a Entidade máxima do futebol mundial puniu a seleção africana pela escalação irregular do seu capitão e artilheiro Emilio Nsue, retirando seis pontos da equipe na disputa das Eliminatórias.
Nsue nasceu nas Espanha e chegou a atuar pelas seleções de base do país europeu, inclusive na Copa do Mundo Sub-20 de 2009. Quando já atuava profissionalmente, o atacante pediu para atuar pela seleção de Guiné Equatorial, país natal do seu pai.
No entanto, a Fifa negou o pedido, porque ele só conseguiu a nacionalidade de Guiné Equatorial após atuar pela Espanha. Pelas regras da Fifa, ele deveria ter a dupla nacionalidade antes de jogar pelo país europeu.
Ainda assim, mesmo com a negativa da Fifa, Nsue passou a atuar por Guiné Equatorial em 2013. A Federação do país africano foi punida em 2014 pela escalação do atacante, mas seguiu o convocando e o escalando em jogos.
Em 2024, após Nsue se destacar na Copa Africana de Nações, com 4 gols, Guiné Equatorial voltou a ser punida e teve duas vitórias transformadas em derrotas por 3 a 0 nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. Nsue havia marcado os gols das duas vitórias por 1 a 0 sobre Namíbia e Libéria, em 2023. Em 2025, após um recurso, o atacante foi liberado para atuar por Guiné Equatorial.



