Eliminatórias da Copa

Filho do lendário Mario Frick, Yanik Frick marcou um gol olímpico contra a Islândia nas Eliminatórias

A seleção de Liechtenstein entrou em campo nesta quarta-feira, diante da Islândia, com uma dupla de ataque formada por irmãos: Yanik Frick e Noah Frick. A história é curiosa o suficiente, mas se torna ainda mais emblemática quando se repara no sobrenome. Afinal, os dois são filhos de Mario Frick, lendário atacante da seleção nanica, que detém o recorde de gols pelo principado e permanece como o segundo que mais jogou pela seleção. Os dois não evitaram mais uma derrota em Vaduz, com a goleada dos islandeses por 4 a 1. Yanik, no entanto, anotou um gol olímpico para descontar a diferença.

A fama de Mario Frick se sustenta pela seleção. Em seus 16 gols por Liechtenstein, chegou a marcar contra seleções fortes como a Alemanha e a Suécia, além de ter garantido algumas vitórias históricas ao país – incluindo um 3 a 0 sobre a Islândia em 2007. Já a carreira por clubes foi mais modesta, concentrada na Suíça e na Itália, embora inclua times tradicionais no currículo – como Verona, Siena, Basel e Grasshopper. Aposentado da equipe nacional em 2015, Mario virou treinador e hoje dirige o Vaduz, o principal clube de Liechtenstein, que disputa a primeira divisão do Campeonato Suíço. Tem em seus filhos dois pupilos – ambos batizados em homenagem ao tenista Yannick Noah, símbolo do esporte nos anos 1980.

Yanik é o mais velho, com 22 anos. O garoto começou na base dos times em que seu pai atuava. Profissionalmente, porém, seus passos seriam distintos. O atacante foi lançado pelo Altach, na Áustria, jogando ainda por Perugia, Livorno e Pro Piacenza na Itália. Atualmente veste as cores do Energie Cottbus, na Alemanha. Com passagem por diferentes seleções de base, Yanik Frick estreou pela equipe principal em 2016, um ano depois da despedida do pai. Já Noah tem 19 anos e começou no próprio Vaduz, dirigido pelo pai durante um tempo. No entanto, seu talento valeu um contrato com o Neuchâtel Xamax no início desta temporada. Sua estreia pela seleção de Liechtenstein aconteceu em 2019.

Por enquanto, Yanik e Noah estão distantes das marcas de Mario. Noah marcou apenas um gol, contra Gibraltar pela Liga das Nações. Já Yanik tinha balançado as redes de Armênia e San Marino, até assinalar seu terceiro gol de maneira magistral contra a Islândia. O goleiro Rúnar Alex Rúnarsson pode ter dormido no ponto, mas não se tira os méritos do atacante na curva que botou na bola, para marcar um gol olímpico sem qualquer desvio no caminho. Liechtenstein é o lanterna do Grupo J das Eliminatórias e ainda não pontuou. Mesmo assim, o principado tem uma dinastia a cultivar, e a lenda de Mario Frick poderá se ampliar um pouco mais através de seus herdeiros.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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