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EUA são amassados pela Costa Rica e sofrem maior derrota nas Eliminatórias desde 1957

O hexagonal decisivo das Eliminatórias da Concacaf nem bem começou e a situação dos Estados Unidos já anda um tanto quanto complicada. Que se pese a dificuldade oferecida pelas duas primeiras rodadas, o time de Jürgen Klinsmann também não se ajudou dentro de campo. Perdeu a hegemonia contra o México em Columbus, antes de ser engolido na visita à Costa Rica. Jogar em San José costuma ser um desafio e tanto, com pressão da torcida e o excelente aproveitamento dos Ticos como mandantes – com 10 vitórias em 12 jogos desde a inauguração do Estádio Nacional, em 2011. O US Team só não precisava se submeter a tamanha humilhação: goleada por 4 a 0 dos costarriquenhos, na maior derrota americana nas Eliminatórias desde 1957.

O primeiro tempo já demonstrou bem as dificuldades que os Estados Unidos encaravam, mas a equipe terminou no lucro, tomando o primeiro gol só aos 44 minutos, com Johan Venegas. Já na volta para o segundo tempo, a Costa Rica não teve piedade, com três gols anotados entre os 23 e os 33. Cristian Bolaños fez o segundo, enquanto Joel Campbell se encarregou do papel de carrasco, balançando as redes mais duas vezes. A situação americana era trágica, com o time exposto à velocidade dos adversários.

Nunca os Estados Unidos venceram um jogo pelas Eliminatórias na Costa Rica, ainda que a goleada em San José tenha levado o US Team a tempos nos quais costumava ser saco de pancadas do México. De 1937 a 1957, foram nove derrotas por quatro ou mais gols em dez partidas contra os arquirrivais no qualificatório da Concacaf. A última delas, os 7 a 2 em Long Beach, maior revés até o que aconteceu na madrugada desta quarta. Ainda sem pontuar, os americanos ocupam a lanterna do hexagonal e veem a situação de Klinsmann se tornar praticamente insustentável. Já os costarriquenhos, pura vida, são os únicos a conquistarem duas vitórias até o momento.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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