Eliminatórias da Copa

Estados Unidos escolhe estádio para enfrentar México nas Eliminatórias e por que isso é importante

Jogo contra os mexicanos na luta por vaga nas Eliminatórias será em Cincinnati, em um novo estádio, na luta por ter apoio massivo das arquibancadas

Um país como os Estados Unidos é formado de imigrante. Primeiramente, na sua história, claro, mas também na sua constituição atual. Isso é algo positivo, tanto social quanto economicamente. No caso do futebol, por vezes isso se tornou um problema para a seleção americana, especialmente em jogos contra o México. Isso porque, dependendo do lugar onde as duas seleções se enfrentarem, mesmo sendo território americano, é possível que a torcida mexicana seja, no mínimo, metade do estádio. E por tudo isso, a escolha da seleção americana de jogar Cincinnati, anunciado nesta quarta-feira, tem uma imensa importância.

Não é difícil explicar. Há muitos imigrantes mexicanos morando nos Estados Unidos e outros tantos americanos de nascimento de origem mexicana. Isso significa que em algumas cidades dos Estados Unidos, jogar contra o México é jogar fora de casa. Um exemplo óbvio é Los Angeles, onde há uma imensa influência mexicana, seja em presença, seja em ascendência. Por isso, escolher onde a seleção americana vai enfrentar o México no seu jogo em casa é crucial na campanha.

México e Estados Unidos nutrem uma imensa rivalidade no futebol. São os dois grandes rivais dentro da Concacaf e normalmente lutam pelos títulos continentais e, claro, por vaga na Copa. O jogo contra o México é sempre crucial inclusive mentalmente, porque vitórias sobre o México em casa costumam ser um combustível aos americanos. Guardadas as devidas proporções, é o Brasil x Argentina da América do Norte.

Por tudo isso, a escolha do estádio do jogo contra o México é crucial. A escolha anunciada nesta quarta-feira foi jogar contra o México no TQL Stadium, em Cincinnati, no estado de Ohio, que tem 26 mil lugares e fica no meio oeste americano. A partida contra o México em casa será no dia 12 de novembro, o que é uma mudança de um local habitual para este confronto nos últimos anos, Columbus, que fica no mesmo estado de Ohio. O estádio que era usado pela seleção foi desativado e o Columbus Crew foi para um novo estádio, o Lower.com Field, um pouco menor em capacidade total. A distância de Columbus para Cincinnati é d e cerca de 170 quilômetros.

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O técnico da seleção americana, Gregg Berhalter, que assumiu o time depois do fracasso nas Eliminatórias, explicou a escolha do local para o jogo contra os rivais e ressaltou o quanto é importante acertar essa escolha para maximizar as chances do time de chegar à Copa do Mundo. “Para o jogo contra o México, analisamos cuidadosamente todos os estádios e eu acho que uma coisa que era importante era que nós precisaremos de uma torcida vibrante em cada local que nós jogarmos”, afirmou Berhalter. “Nós sentimos que nós cometemos alguns erros no último ciclo de Eliminatórias, particularmente no jogo contra a Costa Rica, não tendo um público 100% torcendo para os americanos e isso será extremamente importante”.

“Quando eu olho para alguns dos locais que já escolhemos e iremos continuar a anunciar, eu acho que se encaixa perfeitamente no que estamos falando. Cincinnati em particular tem um estádio de boa capacidade, um estádio novo, e acho que será um local fantástico para competir contra o México”, continuou o treinador.

Na última campanha, os Estados Unidos ficaram fora da Copa de 2018, em parte por uma derrota inesperada contra a Costa Rica que foi disputado na Red Bull Arena, em Nova Jersey, com metade do estádio torcendo pelos costarriquenhos. Naquela partida, no dia 1º de setembro de 2017, a Costa Rica venceu por 2 a 0. Os americanos foram eliminados nas Eliminatórias por um ponto, perdendo até a chance de repescagem.

No calendário já definido dos americanos, a estreia será fora de casa contra El Salvador, no dia 2 de setembro. Três dias depois, recebe o Canadá em Nashville e visita Honduras três dias depois. Em outubro, os americanos recebem a Jamaica em Austin no dia 7, antes de ir até o Panamá no dia 10. Depois, recebe a Costa Rica em Columbus, no dia 13 de outubro. Por fim, terminam o ano contra o México, em novembro, em Cincinnati, no dia 12 daquele mês, e fecha o ano contra a Jamaica, no dia 16, fora de casa.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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