Eliminatórias da Copa

Como ‘nova Copa’ impulsionou Emirados Árabes Unidos a usar brecha para ter 13 naturalizados

Brasileiros são maioria entre os jogadores estrangeiros que defendem a seleção asiática

Os Emirados Árabes Unidos estão na briga por vaga na repescagem internacional da Copa do Mundo e podem conquistar um lugar no Mundial do ano que vem com o auxílio de 13 jogadores naturalizados.

Isso só é possível graças a uma “brecha” encontrada pela federação do país. Pelas normas atuais da Fifa, um atleta só pode ser naturalizado se houver laço familiar ou se tiver atuado na respectiva liga por ao menos cinco anos.

Esta segunda condição é a mais utilizada pela entidade máxima do esporte nos Emirados Árabes. Boa parte dos integrantes desse grupo completou o tempo necessário nesta temporada, inclusive alguns dos brasileiros naturalizados.

Estão no plantel atualmente Lucas Pimenta (ex-Botafogo), Marcus Meloni (ex-Palmeiras), Luanzinho (ex-Avaí), Bruno (ex-Novorizontino), Caio Lucas (ex-América-SP e Benfica) e Caio Canedo (ex-Botafogo, Inter, Figueirense, Volta Redonda e Vitória).

Há também atletas nascidos na Argentina, Portugal, Marrocos, Tunísia, Gana e Costa do Marfim.

Como a naturalização se tornou tendência — e crucial para sonho da Copa — nos Emirados Árabes

Shaji Prabhakaran, membro do comitê executivo da Confederação Asiática de Futebol (AFC), explicou ao “The Guardian” que o movimento de incentivo à naturalização ganhou força com a ampliação de participantes da Copa do Mundo de 32 para 48.

A edição de 2026 a ser realizada nos Estados Unidos, Canadá e México é a primeira com a nova quantidade de seleções, de modo que as vagas destinadas a países asiáticos dobraram. Eram quatro, agora são oito.

— A expansão impulsionou esse movimento de naturalização. Mais lugares na Copa do Mundo significa mais esperança para países de todos os lugares e mais oportunidades. Eles sentiram que se seguirem um programa de naturalização, podem melhorar a qualidade, desempenho e resultados e ter a chance de se classificar — afirmou Prabhakaran.

Estrangeiros naturalizados nos Emirados Árabes

  • Lucas Pimenta (Brasil) – Al-Wahda
  • Marcus Meloni (Brasil) – Sharjah
  • Luanzinho (Brasil) – Sharjah
  • Bruno (Brasil) – Al-Jazira
  • Caio Lucas (Brasil) – Sharjah
  • Caio Canedo (Brasil) – Al-Wahda
  • Nicolás Giménez (Argentina) – Al-Wasl
  • Gastón Suárez (Argentina) – Shabab Al-Ahli
  • Ala Zhir (Tunísia) – Al-Wahda
  • Rúben Amaral (Portugal) – Al-Wahda
  • Mohammed Rabii (Marrocos) – Al-Jazira
  • Kouame Kouadio (Costa do Marfim) – Al-Ain
  • Richard Akonnor (Gana) – Al-Jazira

Para se ter ideia do impacto, jogadores nascidos nos EAU foram minoria (5) na escalação inicial de Cosmin Olaroiu contra o Iraque na quinta-feira (13), pela repescagem das Eliminatórias Asiáticas. Aliás, apenas naturalizados compuseram a linha defensiva elaborada pelo treinador.

No confronto, Al Hamadi abriu o placar para os iraquianos, e Luanzinho deixou o dele para empatar.

Os Emirados Árabes precisam vencer o jogo de volta em Basra para manter o sonho de chegar à Copa de 2026. O vitorioso garante um lugar na repescagem da Fifa, onde já estão Bolívia e Nova Caledônia.

Foto de Milena Tomaz

Milena TomazRedatora de esportes

Jornalista entusiasta de esportes que integra a equipe de redação da Trivela. Antes, passou por Premier League Brasil, ESPN e Estadão. Se formou em Comunicação Social em 2019.

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