Eliminatórias da Copa

Em noite infernal, Suárez e Cavani colocam o Uruguai no topo das Eliminatórias

Que o material humano não seja tão vasto, o Uruguai permanece contando com uma seleção consistente. E que possui dois grandes diferenciais ofensivos em Edinson Cavani e (principalmente) Luis Suárez. Nesta terça, a dupla teve uma atuação excelente, para engolir o Paraguai por 4 a 0 no Estádio Centenário. Os artilheiros precisaram de apenas 70 minutos juntos em campo para construir a maior goleada da Celeste desde 2013. Resultado que vale a liderança provisória das Eliminatórias aos uruguaios.

Suárez e Cavani foram escalados com liberdade total no ataque, municiados por Gastón Ramírez como meia central. E a parceria surtiu efeito logo aos 18 minutos. Após bom lance de Matías Corujo, Luisito arrancou na ponta e serviu o parceiro, que não desperdiçou a chance. A Celeste mataria a partida ainda no primeiro tempo. O segundo veio em escanteio cobrado por Ramírez, que Cristian Rodríguez completou aos 42. E, nos acréscimos, Suárez deixou a sua marca cobrando pênalti.

O Uruguai seguiria com sede ao pote, fechando a goleada aos nove da etapa complementar. Luisito fazia diabruras, principalmente por sua movimentação no campo de ataque. No lance decisivo, passou por dois, carregou a bola até a linha de fundo e cruzou magistralmente na cabeça de Cavani. Logo depois, acabaram substituídos, com Óscar Tabárez garantindo a rotação com Abel Hernández e Christian Stuani.

Apesar da fama pela defesa, é o ataque que explica o bom começo do Uruguai nas Eliminatórias. São 16 gols em oito rodadas, a melhor marca da competição – e isso sem ter Suárez no início da campanha. Já Cavani assume a artilharia, com cinco tentos. Os uruguaios encerrarão a participação no primeiro turno das Eliminatórias recebendo a Venezuela. Chance de ratificar a presença no topo da tabela.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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