Eliminatórias da Copa

Diogo Jota está em uma temporada de ascensão, tanto pelo clube quanto pela seleção

A dificuldade para contratar um atacante que desse um pouco de descanso ao trio de ataque do Liverpool era encontrar quem se contentaria em ser reserva na maioria dos jogos. Diogo Jota parecia no ponto certo entre a experiência de Premier League pelo Wolverhampton, mas ainda não tão grande assim para cobrar titularidade. Em pouco tempo, porém, ele cavou um lugar na equipe de Jürgen Klopp e tem feito o mesmo pela seleção. Nesta terça-feira, chegou a seis gols desde o começo do ano passado e, com mais duas assistências, é o jogador que mais participou diretamente de tentos por Portugal no período.

A lesão de Jota no começo de dezembro não é tão falada entre os problemas do Liverpool nesta temporada. Ele vinha com quatro gols em seis rodadas da Premier League, participando ativamente da rotação, mas também atuando ao lado de Salah, Mané e Firmino, que recuava ainda mais como camisa 10 para abrir espaço ao português. Tem jogado na ausência de Firmino, machucado. Marcou um gol muito importante contra o seu ex-time e não parece automático que perderá a posição quando o brasileiro retornar.

Enquanto isso, Jota tem ganhado mais espaço também entre a talentosíssima geração portuguesa. Estreou em novembro de 2019, com sete minutos diante da Lituânia. O primeiro gol saiu em setembro do ano passado, contra a Croácia, e, desde então, nenhum português, nem Cristiano Ronaldo, Bruno Fernandes ou Bernardo Silva, tem sido mais produtivo do que ele pela seleção. Marcou mais duas vezes e deu assistência contra a Suécia. Conseguiu um passe decisivo para João Félix em um segundo jogo diante da Croácia e basicamente salvou a atual Data Fifa de Portugal.

Escalado como ponta esquerda, com Bernardo Silva mais à direita e Cristiano Ronaldo pelo meio, Jota marcou os dois gols do empate com a Sérvia por 2 a 2 no fim de semana e, pela primeira vez titular em dois jogos seguidos nos 12 que tem pelo time nacional, empatou contra Luxemburgo no final do primeiro tempo. Completou o passe de Pedro Neto, para o horror da torcida do Wolverhampton que fica imaginando como sua temporada poderia ser melhor se ainda tivesse o atacante de 1,78 metros que faz uma quantidade bem alta de gols de cabeça para a sua altura.

Esse tento foi importante demais para Portugal, que havia saído atrás, aos 30 minutos do primeiro tempo, gol de Gerson Rodrigues para Luxemburgo. Foi uma partida bem mais difícil do que a diferença de recursos indicaria. Luxemburgo chegou a dividir a posse de bola no segundo tempo e com frequência chegava ao campo de ataque com trocas de passes e aproximações. Bem organizado do meio para a frente, pecou um pouco na defesa quando permitiu que Cristiano Ronaldo aparecesse livre na pequena área para virar. João Palhinha, em cobrança de escanteio e outra assistência de Pedro Neto, fechou o placar.

A temporada tem sido de ascensão para Diogo Jota. Era um atacante competente que dividida os holofotes com Raúl Jiménez no Wolverhampton. Agora, tem sido um jogador mais importante, que pinta como um dos principais coadjuvantes de seu clube e da sua seleção. E nada indica que também se contentará com isso.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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