Eliminatórias da Copa

Diego Alonso estreou, mas foram os velhos líderes do Uruguai que deram a vitória crucial no Paraguai

Uruguai conseguiu se impor na Olla Azulgrana, com Godín e Suárez se combinando para o gol decisivo

O Uruguai iniciou uma nova etapa de sua seleção, com o primeiro jogo desde a saída de Óscar Tabárez. E o novo técnico Diego Alonso começou bem, com uma vitória crucial para manter as chances dos charruas vivas nas Eliminatórias. A Celeste enfrentou o Paraguai na Olla Azulgrana e precisava do triunfo a qualquer custo. Conseguiu no segundo tempo, depois de uma primeira etapa de lances inacreditáveis em que a bola não entrou. No fim das contas, as antigas lideranças fizeram a diferença para os uruguaios. O gol na vitória por 1 a 0 surgiu numa jogada entre Diego Godín e Luis Suárez, que o Pistoleiro guardou. A equipe demonstrou firmeza na defesa, além de contar bastante com sua força nas bolas paradas.

Diego Alonso começou o novo período do Uruguai sem inovar tanto assim, num 4-4-2. A principal novidade na escalação era o garoto Facundo Pellistri aberto na meia direita. Já no ataque, Darwin Núñez era o companheiro de Luis Suárez. Com a lesão de Fernando Muslera, Sergio Rochet foi o goleiro. Pelo Paraguai, Guillermo Barros Schelotto tinha como seus principais trunfos Miguel Almirón e Santiago Arzamendía se combinando pela esquerda.

O Paraguai até começou a partida mais ativo, em busca do ataque. Carlos González teria uma cabeçada para fora, mas o Uruguai seria mais perigoso quando chegou, a partir de escanteios. Aos 15, Diego Godín cabeceou no canto e exigiu grande defesa do goleiro Antony Silva. A Celeste cresceu a partir de então e, logo na sequência, Luis Suárez acertou o travessão. Num cruzamento ajeitado na área, o centroavante cabeceou sozinho na pequena área, mas parou na barra.

O Uruguai lamentaria ainda mais aos 24, em outro escanteio. Godín desviou no primeiro pau rumo à trave. Matías Vecino tentou completar o rebote na pequena área e incrivelmente carimbou o goleiro Antony Silva. O primeiro tempo seguiria brigado, com mais controle da Celeste, mas sem novas oportunidades tão claras. Enquanto isso, a defesa uruguaia prevalecia nas tentativas de cruzamento do Paraguai. A marcação charrua foi muito bem na destruição, apesar de deixar a desejar na construção durante a primeira etapa.

A vitória do Uruguai surgiu aos cinco minutos do segundo tempo. E contou com os velhos protagonistas. Godín apareceu na intermediária ofensiva, para matar no peito e fazer o lançamento. Suárez escapou nas costas da marcação e, depois do quique da bola, bateu cruzado para vencer Antony Silva. Após o gol, o Paraguai não apresentava muitos recursos para tentar reagir. Quando arriscou, não incomodou de verdade o goleiro Sergio Rochet e os uruguaios ainda mantinham maior controle da bola.

Aos 25, Edinson Cavani entrou no lugar de Darwin Núñez. Logo na sequência, depois de uma rebatida de Antony Silva em cruzamento de Suárez, quase Mathías Olivera marcou o segundo. De qualquer maneira, a reta final da partida era mais amarrada e os uruguaios podiam cozinhar o resultado, sem que o Paraguai estabelecesse uma pressão. A Albirroja ainda terminou a partida com um jogador a menos, depois da expulsão de Gustavo Gómez, com o segundo amarelo.

O Uruguai se reaviva nas Eliminatórias com a vitória. A Celeste chega aos 19 pontos e entra na zona de classificação, com a quarta posição. Porém, precisa aguardar o Colômbia x Peru desta sexta. Com o resultado, os uruguaios encerram uma sequência de cinco partidas sem vencer, incluindo quatro derrotas. Já o Paraguai vê suas chances ainda mais distantes. Com 13 pontos, a Albirroja depende de uma reação muito difícil para alcançar o Mundial. Esse era um jogo vital.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo