Eliminatórias da Copa

A fase da seleção brasileira e a hora da verdade para Dorival

Cinco jogadores potencialmente titulares, um deles o craque do time, não enfrentarão o Chile, em Santiago

Que fase da Seleção Brasileira! Certamente seria essa a frase que meu amigo Milton Leite, um dos maiores narradores do Brasil, utilizaria para descrever o que acontece com o time de Dorival Júnior. Quinto lugar nas Eliminatórias, futebol pífio e agora o desfalque confirmado de cinco jogadores potencialmente titulares.

Foram cortados simplesmente o craque do time, Vini Jr., o goleiro mais experiente, Alisson; o melhor lateral-esquerdo, Arana; e dois dos zagueiros mais experientes, Bremer e Militão.

A sorte de Dorival é a má sorte do primeiro adversário na Data FIFA de outubro de 2024. O Chile chafurda na classificação. Pratica um futebol vergonhoso, sofre para engatar uma renovação e se vê dependente de grandes craques do passado que atualmente se arrastam em campo, como Arturo Vidal e Alexis Sánchez.

Duas baixas importantes reforçam a péssima energia que cerca La Roja. O treinador argentino Ricardo Gareca cortou por lesões o meia Marcelino Nuñez, que fez um gol pelo Norwich na recente rodada inglesa, e o volante Gabriel Suazo, do Toulouse francês.

O meio-campista Ulisses Ortegoza, do Talleres de Córdoba, da Argentina, foi chamado por Gareca. Será a estreia de Ortegoza como convocado pelo Chile.

A seleção chilena cumpre uma campanha vexatória nas Eliminatórias Sul-americanas. Está em nono lugar, à frente do Peru. Os chilenos venceram apenas uma partida, empataram duas e perderam cinco. Sofreram doze gols e marcaram quatro. A vitória mais recente foi obtida em 11 de junho, um 3 a 0 sobre o Paraguai, em amistoso antes da Copa América.

Tudo conspira para que o Chile, quinta-feira, em Santiago; e o Peru, na próxima terça-feira, em Brasília, sejam os adversários ideais para dar alívio a Dorival Júnior. O desafio é saber como o treinador vai tirar o time brasileiro do marasmo demonstrado contra Equador e Paraguai.

A hora da verdade para Dorival

Ainda que Vini Jr. seja uma pálida lembrança na Seleção do grande jogador que é no Madrid, sua ausência provoca uma enorme dúvida na cabeça do treinador. Até porque ninguém no time brasileiro anda jogando muita coisa.

Sem Arana, seu único lateral ofensivo, talvez reste a Dorival a alternativa de apostar em dois atacantes de lado de campo bem ofensivos, como Luiz Henrique e Raphinha, com Rodrygo atuando na armação ao lado de Gerson, em grande fase. Endrick e Savinho disputariam vaga de centroavante.

A convocação de Andreas Pereira está longe de empolgar. É mais um dos jogadores que cumprem bom papel de coadjuvante num time pequeno ou médio da Inglaterra e que na Seleção até agora não disse ao que veio.

Pelo nível dos adversários, Dorival Júnior jogará sua grande cartada nesta Data FIFA. Mesmo desfalcado, caso o Brasil se complique diante de Chile e Peru, não haverá desculpa que alivie a barra do treinador.

Foto de Mauricio Noriega

Mauricio Noriega

Colunista da Trivela

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