Eliminatórias da Copa

CR7 perde pênalti defendido ‘à lá Victor’, mas Portugal mostra diferencial para vencer

Seleção portuguesa precisa do banco de reservas para bater Irlanda

A seleção portuguesa lutou e só nos acréscimos do segundo tempo conseguiu sair com o 1 a 0 sobre a Irlanda neste sábado (11) pela quarta rodada do grupo F das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2026. O duelo no Estádio José Alvallade só teve vitória do mandante por um diferencial: o seu elenco.

Do banco saíram Francisco Trincão, Rafael Leão e Gonçalo Ramos, que evidenciam o leque de opções que Portugal tem para escalar seus times. O primeiro foi o responsável por criar o gol solitário do dia: em cruzamento na direita, achou Rúben Neves na área para completar de cabeça.

Trincão ainda tinha sido o responsável pelo pênalti “fantasma” que Cristiano Ronaldo desperdiçou pelo brilho de um ex-Liverpool. A penalidade aconteceu aos 27 minutos do segundo tempo, quando o chute do atacante reserva parece que bateu no peito de O’Shea antes da mão, decisão dada no campo e mantida pelo VAR.

Ex-Liverpool para CR7

Caoimhín Kelleher, que passou da base ao profissional dos Reds entre 2015 e 2025, defendeu com o pé o pênalti de CR7 no melhor estilo Victor, ex-Atlético Mineiro, contra o Tijuana na Libertadores de 2013. Além do pênalti, o arqueiro irlandês parou uma forte cabeçada de Gonçalo Inácio na etapa inicial e também dois chutes de fora da área na segunda parte.

Kelleher em partida entre Irlanda e Portugal
Kelleher em partida entre Irlanda e Portugal (Foto: Imago)

O jogador de 26 anos se mostrou, como fazia quando tinha oportunidades no Liverpool na ausência de Alisson, um grande goleiro. Ele deixou Anfield ao perceber que não seria o substituto do brasileiro, que agora tem como reserva Mamardashvili, contratado em 2024, mas só no clube a partir desta temporada.

Desde o início de 2025/26, Kelleher defende o Brentford, clube que já brilhou ao pegar penalidade de Bruno Fernandes na vitória do clube londrino sobre o Manchester United em 27 de setembro.

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Portugal se impõe no 1º tempo, mas cria pouco

Foram 45 minutos iniciais de um só lado, o português. Com mais de 60% de posse de bola, o selecionado lusitano atacava com muita gente, subia os zagueiros na altura da intermediária e só Vitinha e Rúben Neves ficavam mais próximos da dupla de zaga. No restante, todo mundo na última linha procurando espaços.

E, nem assim, a seleção treinada por Roberto Martínez conseguiu encontrar grandes espaços. Dos 13 chutes, oito vieram de fora da área. Foi por lá, próximo da meia-lua, que Cristiano Ronaldo carimbou a trave aos 16, quando Bernardo Silva pegou o rebote sem goleiro e errou feio de perna direita.

Demorou até a outra boa chance clara de Portugal: com 40, Gonçalo Inácio desviou escanteio na primeira trave e exigiu defesa de Kelleher.

Cristiano Ronaldo em ação pela seleção portuguesa
Cristiano Ronaldo em ação pela seleção portuguesa (Foto: Imago)

Cristiano Ronaldo não consegue superar Kelleher, mas Rúben Neves sim

Portugal se mostrou mais agressivo no retorno do intervalo e criou mais chances do que na primeira parte. Só Cristiano Ronaldo, além do pênalti, chutou para fora dois chutes perigosos de dentro da área. De fora, Rúben Neves e Vitinha tentaram em vão, pois Kelleher estava lá.

A Irlanda só se defendeu e assim seguiu até tomar o gol, a partir daí se lançando ao ataque e dando tanto espaço que poderiam ter sofrido mais do que 1 a 0.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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