Eliminatórias da Copa

Costa Rica conta com gol de Campbell e segurança de Navas para vencer Nova Zelândia e ir à Copa 2022

A segurança de Navas no gol foi fundamental, assim como o gol de Campbell e a vitória sobre a Nova Zelândia pelo placar mínimo foi o bastante para levar os Ticos à Copa no Catar

Com um gol logo no começo do jogo, a Costa Rica conseguiu a vitória sobre a Nova Zelândia no Ahmad bin Ali Stadium, em Al Rayyan, e garantiu a última vaga na Copa do Mundo. Os costarriquenhos tiveram que resistir a um time bastante físico, que tentou se impor com bolas aéreas e mostraram resiliência até o fim, mas pouca qualidade para tentar algo diferente. A Costa Rica, com mais toque de bola, conseguiu um gol cedo e se segurou para aguentar o 1 a 0 até o fim. A Costa Rica entra no Grupo E da Copa do Mundo, junto com Espanha, Alemanha e Japão.

Duas figuras-chave da Costa Rica tiveram um papel importante. O primeiro deles foi Joel Campbell, autor do gol logo a dois minutos. Jogador conhecido, com passagens por diversos clubes europeus, atualmente defende o Monterrey, do México.

O outro nome importante é o goleiro Keylor Navas, o mais conhecido e a maior estrela dos costarriquenhos. Jogador do PSG e capitão da seleção, ele fez intervenções importantes ao longo da partida e mostrou uma segurança enorme na parte final do jogo, o que foi importante para que a equipe não perdesse a linha nos minutos finais.

No lado da Nova Zelândia, o time foi bem em campo, pareceu ter uma boa estratégia de partida, mas faltou muita efetividade a um time que tinha dificuldades em criar chances. Mesmo assim, fez um bom jogo. Wood foi sempre perigoso, como era de se esperar. Com um pouco mais de qualidade, a equipe poderia ter feito mais contra a Costa Rica, que não passou nem perto de ser brilhante.

O confronto reuniu o quarto colocado das Eliminatórias da Concacaf (que teve Canadá, México e Estados Unidos classificados diretamente) contra o campeão da OFC, a Confederação de Futebol da Oceania.

O gol saiu muito rápido. Em uma cobrança de lateral aos dois minutos para Jewinson Bennette, ele cruzou rasteiro para a área e Joel Campbell, mesmo marcado, conseguiu finalizar de primeira e acertou o canto baixo: 1 a 0.

A primeira grande chance da Nova Zelândia veio com umlançamento longo para Chris Wood dentro da área, ele ajeitou de cabeça para Alex Greive finalizar, mas errar o alvo, aos 11 minutos.

Pouco depois, mais uma vez Chris Wood foi perigoso na bola aérea, ajeitando de cabeça. Desta vez, o camisa 9 tocou de cabeça para Clayton Lewis, que errou a finalização, pressionado pela marcação.

Com a vantagem no placar, os Ticos mantinham a equipe bastante compacta na defesa, mas a Nova Zelândia explorava as bolas longas para Wood e a força física do time, uma das suas qualidades.

A Nova Zelândia chegou ao empate com uma jogada, digamos, curiosa. Matthew Garbett fez a jogada pela esquerda, cruzou para a área, houve uma tentativa de corte ridícula no meio da área de Yeltsin Tejeda e Chris Wood colocou na rede. Só que a revisão do VAR mostrou uma falta de Garbett em Óscar Duarte, ao agarrar a perna do defensor. O gol foi anulado.

No intervalo, o técnico da Costa Rica, Luis Fernando Suárez, fez três alterações, sendo um deles Bryan Ruiz (aquele, ex-Sporting e Santos, atualmente no Alajuelense). Aos 36 anos, ele é um dos jogadores mais experientes desse elenco dos Ticos.

As coisas se complicaram para a Nova Zelândia aos 23 minutos do segundo tempo. Kosta Barbarouses deu uma entrada muito dura em um carrinho sobre Francisco Calvo. Inicialmente, o árbitro deu cartão amarelo, mas após revisão no VAR, mudou a cor do cartão para vermelho. Com um jogador a menos, as coisas se complicaram.

Aos 31 minutos, Keylor Navas precisou mostrar suas credenciais. Lewis chutou de fora da área e exigiu uma grande defesa do goleiro, espalmando para escanteio. A Nova Zelândia rondava a área adversária, mas via os costarriquenhos congestionarem a entrada da área.

Nos últimos minutos, a Nova Zelândia tentou pressionar, jogou muitas bolas na área, levou até o goleiro para a área. Não foi o bastante. A Costa Rica segurou a onda e saiu de campo com uma vitória sofrida e a vaga na Copa do Mundo. Mais uma vez, os Ticos estarão no Mundial. Será a sexta participação do país, que esteve em 1990, 2002, 2006, 2014 e 2018. Será, portanto, a terceira Copa seguida do país.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.
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