Eliminatórias da Copa

Conmebol suspende por quatro meses os assistentes brasileiros que improvisaram colete no lugar da bandeirinha

Fabrício Vilarinho e Rodrigo Corrêa não poderão atuar em jogos de seleções ou de competições continentais de clubes

Uma cena ridícula aconteceu no Chile 1×2 Argentina da última quinta, pelas Eliminatórias da Copa. A equipe de arbitragem liderada pelo brasileiro Anderson Daronco esqueceu uma das bandeirinhas e o instrumento de trabalho acabou improvisado. Um colete em tons chamativos foi pendurado numa haste e exibido durante as marcações no primeiro tempo. Momento vergonhoso que terminou com punição da Conmebol. Nesta sexta, a entidade anunciou a suspensão de Fabrício Vilarinho e Rodrigo Corrêa pelos próximos quatro meses. Com isso, eles não poderão atuar nas partidas de seleções e nem por competições continentais de clubes.

A responsabilidade pelas bandeiras é da equipe de arbitragem. Assim, a Conmebol avaliou como grave a ausência do instrumento no jogo. Segundo Wilson Luiz Seneme, atual presidente da Comissão de Arbitragem da entidade continental, o “desenvolvimento normal do jogo foi colocado em risco” sem o material correto. E, de fato, um acidente com o equipamento improvisado poderia ser crucial – caso, por exemplo, o colete caísse na hora de assinalar uma marcação.

Somente instantes antes do início da partida é que os árbitros perceberam que esqueceram uma das bandeiras no hotel em Calama. Para não atrasar o pontapé inicial e causar outros prejuízos, a equipe de arbitragem optou pelo improviso. Fabrício Vilarinho usou o colete, na mesma cor da bandeira oficial. Durante o primeiro tempo, ao menos, foram buscar o instrumento e o levaram para o estádio. Durante o segundo tempo, as duas bandeiras estavam lá.

A suspensão de quatro meses parece até pesada pelas circunstâncias. Não está clara de quem foi a responsabilidade, mas os dois assistentes pagam o pato. A dureza da Conmebol também corresponde ao bizarro em que foi exposta. Fica difícil de admitir a ausência de um equipamento essencial, num jogo com a grandeza das Eliminatórias. Fica o insólito.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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