Destruidor de gigantes: Congo derruba favoritos e está a um passo da Copa do Mundo após 50 anos
Não faltou emoção no duelo que confirmou o representante africano na repescagem para o Mundial de 2026
A República Democrática do Congo viveu um dia histórico neste domingo (16) ao bater a Nigéria nos pênaltis após um empate por 1 a 1 e garantir a vaga na repescagem para a Copa do Mundo de 2026.
A Data Fifa, inclusive, foi de pura superação para os leopardos. Antes de despacharem a gigante Nigéria, o Congo bateu a tradicional seleção de Camarões na quinta-feira (13), por 1 a 0, em outro confronto no qual não era o favorito. Ambas as partidas aconteceram no Marrocos, em campo neutro.
Neste domingo, em uma partida dramática, o Congo saiu atrás no placar quando Frank Onyeka marcou logo aos três minutos da primeira etapa. Aos 32, Meschack Elia completou um cruzamento da direita de Cédric Bakambu e empatou a partida.
O tempo regular foi encerrado com o placar em 1 a 1. Na prorrogação, os congoleses até chegaram a marcar, mas o árbitro anulou o gol por falta de ataque. As equipes precisaram decidir a vaga nas penalidades.
O momento contou com o brilho do goleiro Timothy Fayulu, do Congo, que defendeu duas cobranças. Ele havia entrado nos minutos finais da partida justamente para as penalidades, finalizadas nas cobranças alternadas com o gol de Mbemba, garantindo a vaga de sua seleção na repescagem global para o Mundial, que será disputada em março de 2026.
Três dos seis países que disputarão a repescagem global já estão definidos: Bolívia (América do Sul), Congo (África) e Nova Caledônia (Oceania). Os dois representantes da América do Norte/Central e o representante da Ásia ainda não foram definidos. A Europa conta com uma repescagem diferente dos demais continentes.
Por questão de ranking, o Congo será cabeça de chave e necessitará superar apenas um duelo para garantir vaga na Copa do Mundo de 2026, que acontecerá nos EUA, México e Canadá.
Vaga na Copa do Mundo de 2026 premiaria renovação do Congo

O avanço dos leopardos para a repescagem representa um novo momento da seleção e do país, que só foi a uma Copa do Mundo, em 1974, quando ainda se chamava Zaire. À época, o país foi só a terceira seleção africana a participar do torneio.
Em sua única participação no torneio, o país enfrentou o Brasil (derrota por 3 a 0), Escócia (derrota por 2 a 0) e sofreu a maior goleada daquela edição da Copa do Mundo diante da então Iugoslávia (derrota por 9 a 0), sendo eliminada na primeira fase.
Naquela época, o Zaire era reflexo de uma ditadura militar totalitária de partido único, dirigida por Mobutu Sese Seko e seu partido governante, Movimento Popular da Revolução. O regime durou até 1997. Foi só em 2006, que o país teve sua primeira eleição geral livre em 40 anos.
O país, no entanto, ainda sofre com conflitos até o hoje. São décadas de violência causada por milícias, que dizem defender interesses de comunidades minoritárias contra o governo oficialmente estabelecido, com episódios simbólicos acontecendo em 2025.



