Como chegam as 40 seleções que farão jogos decisivos pelas Eliminatórias nesta Data Fifa
Passamos por cada uma das seis confederações para falar sobre as seleções vivas por um lugar na Copa do Mundo
Os próximos dias serão eletrizantes para quem gosta de Copa do Mundo. Serão definidas mais 14 seleções classificadas ao Mundial de 2022, além de seis que permanecerão vivas para as repescagens em junho. E a lista de decisões se estende por todo o planeta. Conmebol, Concacaf e Ásia definirão as fases de classificação que se desenrolam durante os últimos meses. A Europa terá a repescagem num formato novo – e mais brutal. Já a África permanece com seu cruel sistema de vencer ou vencer nesta última fase de mata-mata. E terá decisão até na Oceania, que finalmente conclui seu processo de qualificação.
Abaixo, um resumão sobre as 40 seleções com chances reais de classificação que entrarão em campo pelas Eliminatórias nesta Data Fifa. Não foram considerados times apenas com chances matemáticas – a exemplo de Bolívia e El Salvador, que dependem de milagres. Falamos um pouco sobre cada convocação, entre destaques e ausências. Discutimos também um pouco do momento de cada time e o histórico em Copas que procuram ampliar ou inaugurar.

África
Partidas de ida e volta. O vencedor de cada embate avança ao Mundial.
Egito
O Egito tenta emplacar pela primeira vez em sua história duas participações consecutivas em Copas do Mundo, em três aparições passadas no torneio. Não será fácil, considerando o tamanho do desafio diante de Senegal. Carlos Queiroz vem pressionado, mas qualidade os Faraós têm para buscar uma revanche em relação à decisão da última Copa Africana de Nações. Mohamed Salah está convocado, assim como outros nomes em ascensão, a exemplo de Omar Marmoush e Mostafa Mohamed. Ausente na CAN, o meia Mohamed Magdy é uma das novidades. Outra questão está no gol, onde Mohamed El Shenawy reaparece, embora Gabaski venha como herói na competição continental. A tentativa será resolver na ida, onde os egípcios contam com a força de sua torcida.
Senegal
Senegal chega com o moral lá em cima para buscar sua terceira participação em Copas do Mundo. Os Leões da Teranga justificaram a força de seu elenco com a conquista da Copa Africana de Nações. O trabalho de Aliou Cissé pode não ser impecável, mas garantiu um feito inédito ao país e poderá se marcar com mais um Mundial após 2018. Os senegaleses, além do mais, farão a decisão contra o Egito no novíssimo Estádio Abdoulaye Wade, inaugurado há pouco mais de um mês. Édouard Mendy, Kalidou Koulibaly, Idrissa Gana Gueye e Sadio Mané estão todos na convocação, sem mudanças expressivas em relação ao elenco que faturou a CAN. Também é importante a sequência de Ismaïla Sarr, que se recuperou de lesão durante a competição continental.
Camarões
Camarões alcançou a terceira colocação na Copa Africana de Nações e, mesmo assim, decidiu mudar seu técnico. Zagueiro histórico dos Leões Indomáveis, Rigobert Song dirigirá a equipe nos duelos decisivos contra a Argélia. Camarões busca sua oitava Copa do Mundo e nunca ficou de fora de dois Mundiais seguidos desde sua estreia em 1982, o que pode ocorrer agora após a ausência em 2018. A lista de desfalques é pesada, com menções principais a André Zambo Anguissa e Moumi Ngamaleu, passando também por Nouhou Tolo e Clinton N’Jie. O fardo sobre os ombros de Vincent Aboubakar e Karl Toko Ekambi tende a ser maior. Também será importante ver o estado de André Onana, após sofrer um acidente de automóvel.
Argélia
A Argélia foi a grande decepção da Copa Africana de Nações. As Raposas do Deserto chegaram com toda a pinta de principais favoritos e caíram na primeira fase. A equipe não passou por mudanças drásticas e Djamel Belmadi segue no comando. A dúvida fica para o clima interno, após algumas rusgas públicas na época da eliminação. Camarões vem em fase melhor, por mais que a definição do confronto fique para Blida, em solo argelino. Rachid Ghezzal e Ishak Belfodil são novidades da convocação, que mantém Riyad Mahrez e Ismaël Bennacer como principais talentos, assim como Islam Slimani e Sofiane Feghouli entre os medalhões. Já entre as ausências há nomes de peso como Yacine Brahimi, Baghdad Bounedjah e Saïd Benrahma.
Gana
Gana vem num momento de baixa, em que caiu na fase de grupos da CAN e ainda passou aperto nas Eliminatórias. Assim, os Estrelas Negras não inspiram confiança para os duelos contra a Nigéria. O técnico Milovan Rajevac foi demitido e Otto Addo, meia do time que disputou a Copa de 2006, assumiu de maneira interina o comando. É nesse ambiente que os ganeses tentarão se reconstruir. André Ayew e Kamaldeen Sulemana são as principais ausências em relação ao time que jogou a CAN 2022. Já a novidade que chama mais atenção é a inclusão de Felix Afena-Gyan, revelação da Roma, no ataque. Thomas Partey e Jordan Ayew são os nomes mais rodados da equipe, que ainda pode contar com Mohammed Kudus recuperado de lesão.
Nigéria
Se muitas seleções africanas mudaram de treinador nas últimas semanas, a Nigéria fez isso antes mesmo da Copa Africana de Nações, ao demitir Gernot Rohr e chamar Augustine Eguavoen, antigo ídolo das Super Águias. O desempenho na CAN não empolgou, com a eliminação nas oitavas de final, após uma boa fase de grupos. Ao menos neste duelo contra Gana o favoritismo está do lado dos nigerianos, ainda mais jogando a volta em casa. A lista é modificada em relação ao torneio continental, com inclusões excelentes. Victor Osimhen estará no comando de ataque, enquanto Emmanuel Dennis e Odion Ighalo são outras alternativas. Mais atrás, Peter Etebo e Leon Balogun também voltaram a ser chamados. Isso sem falar de Ademola Lookman, que decidiu defender a terra de seus pais após atuar pela Inglaterra na base. É um time bem qualificado, com Samuel Chukwueze, Kelechi Iheanacho e William Troost-Ekong entre outros bons nomes. Wilfred Ndidi é o problema, lesionado. A Nigéria busca sua oitava Copa, presente em quase todas as edições do torneio desde 1994, exceção feita a 2006.
RD Congo
República Democrática do Congo é a única seleção na fase decisiva das Eliminatórias que não jogou a Copa Africana de Nações. E não que o desempenho no qualificatório empolgue tanto assim, com problemas num grupo equilibrado em que quase perdeu a vaga para Benin. Lá se vão 48 anos que os congoleses não disputam um Mundial, desde a presença solitária do então chamado Zaire em 1974. Os Leopardos têm um comandante experiente em Héctor Cúper, responsável por levar o Egito para a Rússia em 2018. Já o elenco não possui tantos nomes inspiradores, com destaque maior a Marcel Tisserand, Neeskens Kebano, Dieumerci Mbokani, Cédric Bakambu e Yannick Bolasie. Não parece a maior chance para o país voltar ao Mundial, ainda mais tendo Marrocos pela frente e jogando a volta fora.
Marrocos
Apesar das especulações de que poderia ser demitido, Vahid Halilhodzic permanece no comando de Marrocos. E conta com um dos melhores times do continente, com totais chances de ir à sua sexta Copa do Mundo, a segunda consecutiva. Pegar RD Congo facilita, ainda mais depois de uma campanha na Copa Africana que ficou devendo, parando nas quartas de final. O nível da convocação é alto, com Bono, Achraf Hakimi, Romain Saïss, Youssef En-Nesyri e Sofiane Boufal entre as principais figuras. Revelação do Barcelona, Abde Ezzalzouli foi chamado pela primeira vez. O desafio de Halilhodzic será provar sua vitória na queda de braço com Hakim Ziyech, Noussair Mazraoui e Amine Harit, que não devem voltar aos Leões do Atlas enquanto o bósnio estiver no comando. Ausências de peso que, na CAN, fizeram falta.
Mali
Mali é a seleção que está mais próxima de estrear na Copa de 2022, apesar do desafio contra a Tunísia. As Águias sucumbiram nos pênaltis durante a Copa Africana, mas são capazes de competir contra um adversário mais tarimbado. Técnico da equipe desde 2019 e com boa campanha nas Eliminatórias, Mohamed Magassouba permanece no cargo. O grande mérito dos malineses foi adicionar jogadores ao seu elenco para esta fase decisiva do qualificatório. Almamy Touré (Bayer Leverkusen) e Abdoulaye Doucouré (Everton), que atuaram pela seleção francesa na base, poderão fazer suas estreias na nova equipe nacional. Já o grosso dos destaques se concentra no meio-campo, onde aparecem Amadou Haidara, Yves Bissouma e Mohamed Camara. Olho também no atacante Ibrahima Koné, em franca ascensão com a equipe.
Tunísia
A Tunísia não possui um elenco tão impressionante assim, mas segue com boas chances de se classificar à sua sexta Copa do Mundo, a segunda seguida. O time caiu nas quartas de final da Copa Africana e Mondher Kebaier deixou o comando técnico, com a missão nas mãos de Jalel Kadri, treinador de muita experiência na liga local. Terá sob suas ordens um time experiente, elencando Ali Maâloul, Ellyes Skhiri, Wahbi Khazri e Youssef Msakni entre os figurões. Ferjani Sassi é um retorno importante. Já o garoto Hannibal Mejbri, da base do Manchester United, é quem gera maiores expectativas. Vale lembrar que as Águias de Cartago farão a segunda partida contra Mali dentro de casa.

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Concacaf
Três últimas rodadas do octogonal final. Os três primeiros vão direto à Copa, o quarto passa à repescagem intercontinental contra o vencedor da Oceania.
Equador
O Equador está em situação muito confortável para as duas últimas rodadas das Eliminatórias. Sustenta uma vantagem de quatro pontos na zona direta e precisa de apenas mais uma vitória. Tal oportunidade se abre com o duelo diante do eliminado Paraguai em Ciudad del Este. Depois, a situação fica um pouco mais complicada contra a Argentina em Guayaquil. Pelo ótimo saldo, ainda assim, dois empates devem ser suficientes para botar La Tri em sua quarta Copa, a primeira desde 2014. O técnico Gustavo Alfaro tem grande importância à estabilidade dos equatorianos. O time também possui bons nomes como Enner Valencia, Michael Estrada, Moisés Caicedo e Pervis Estupiñán. Alexander Domínguez e Ayrton Preciado estão entre as ausências desta Data Fifa, mas nada que prejudique tanto assim.
Uruguai
O Uruguai já esteve em situação bem mais preocupante nas Eliminatórias. Os bons resultados na última Data Fifa deram um respiro e garantiram confiança ao início de trabalho de Diego Alonso. A Celeste, presente em 13 Copas, tenta o quarto Mundial consecutivo – o que igualaria a maior sequência já registrada pelo país, de 1962 a 1974. Para tanto, os charruas precisarão cumprir sua parte contra o Peru no Centenário e encarar o Chile em Santiago, confrontos diretos para tentar sustentar a diferença de um ponto sobre os peruanos e três pontos sobre os chilenos. Sem que Luis Suárez ou Edinson Cavani sejam mais unanimidades, Darwin Núñez ganha espaço no ataque. Ronald Araújo também chega em alta, ainda que o xerife da zaga seja Diego Godín. Fernando Muslera retorna de lesão, o que não é exatamente boa notícia. Matías Vecino é o principal desfalque, mesmo que o meio esteja bem servido com Rodrigo Bentancur, Lucas Torreira e Federico Valverde.
Peru
Para quem ficou tanto tempo longe da Copa, o Peru tem boas chances de ir pelo menos para a repescagem outra vez. Com 21 pontos, um a menos que o Uruguai, a Blanquirroja começa sua jornada no Centenário. Depois, pega o eliminado Paraguai em Lima. Dá para preservar a vantagem de dois pontos sobre o Chile e de quatro pontos sobre a Colômbia. Os Incas tentam sua sexta Copa, a segunda sob as ordens de Ricardo Gareca, o santo responsável pela milagrosa volta em 2018. Gianluca Lapadula, Christian Cueva, André Carrillo e Ricardo Gallese seguem como nomes centrais nessa campanha peruana. O talismã Jefferson Farfán não está presente nesta convocação, porém.
Chile
Alguns prognósticos previam o Chile eliminado a esta altura. Martín Lasarte conseguiu dar uma guinada na equipe, que permanece na briga até agora. Talvez o maior problema nas duas rodadas finais seja tirar pontos do Brasil no Maracanã. Se isso acontecer, os chilenos chegam vivos para encarar o Uruguai, três pontos à frente atualmente, em Santiago. Alexis Sánchez, Arturo Vidal, Charles Aránguiz e Claudio Bravo são os bastiões da equipe há tanto tempo e permanecem na luta por um último Mundial. Não há ausências tão sentidas na convocação, embora alguns jogadores não estejam nas melhores condições e serão poupados contra o Brasil – incluindo Guillermo Maripán, Erick Pulgar e Ben Brereton, três peças centrais. O Chile disputou nove Copas, mas perdeu a última.
Colômbia
No papel, a Colômbia tem um dos quatro melhores times da América do Sul. Não é isso que se nota em campo, com um trabalho fraco de Reinaldo Rueda. O time não vence há sete rodadas pela competição, mas provavelmente conseguirá quebrar o jejum nas duas últimas partidas, ao receber a Bolívia e visitar a Venezuela. O problema é torcer para que os concorrentes empaquem, com pelo menos quatro pontos atrás da repescagem e cinco da zona de classificação direta. Os Cafeteros tentam ir à terceira Copa consecutiva, em seis totais. Duván Zapata, Radamel Falcao García e Yerry Mina são ausências consideráveis para essa convocação. Juan Guillermo Cuadrado, Luis Díaz, Luis Muriel e James Rodríguez carregam as esperanças, ainda com nomes em ascensão como Alfredo Morelos e Luis Sinisterra podendo se provar.

Oceania
Torneio realizado no Catar. Fase de grupos está na última rodada e os dois primeiros de cada chave avançam. Depois, semifinais e final em jogos únicos. O vencedor da competição pega o quarto da Concacaf na repescagem.
Ilhas Salomão
Ilhas Salomão cresceu dentro do futebol da Oceania e tem chegado às fases mais agudas das Eliminatórias com constância. Vai à semifinal disputada no Catar graças aos surtos de covid que afetaram Ilhas Cook e Vanuatu, mas provavelmente avançaria no campo. Resta saber se conseguirá ser líder, no duelo com o Taiti, e assim escapará da Nova Zelândia neste primeiro momento. O treinador é o espanhol Felipe Vega-Arango. Já a equipe se concentra na liga local, com destaque ao capitão Micah Lea’alafa.
Taiti
O Taiti é a seleção que quebrou o domínio da Nova Zelândia ao conquistar a Copa das Nações da Oceania em 2012. Apesar disso, o time nunca teve o mesmo sucesso nas Eliminatórias. Vai decidir a liderança do Grupo A contra Ilhas Salomão, após as desistências de Ilhas Cook e Vanuatu por surtos de coronavírus. Ex-jogador da seleção, o técnico Samuel Garcia possui alguns pupilos em atividade nos níveis semiprofissionais da França e da Croácia, mas os destaques estão mesmo na liga local. Isso inclui os primos Alvin Tehau e Teaonui Tehau, que disputaram a Copa das Confederações em 2013.
Nova Zelândia
A Nova Zelândia é a única seleção atualmente na OFC que já disputou Copas, em 1982 e 2010. Tudo indica que os All Whites estarão mais uma vez na repescagem. Por enquanto, a equipe tem dominado suas partidas no Grupo B e assegurou a classificação antecipada. Resta saber se alguma zebra aparecerá no torneio qualificatório no Catar. O artilheiro Chris Wood chegou atrasado por causa dos compromissos com o Newcastle, mas marcou dois gols na goleada sobre Fiji. É a grande figura da equipe, ao lado do capitão Winston Reid. Antigo jogador da seleção, o técnico Danny Hay está no cargo desde 2019.
Papua Nova Guiné
Papua Nova Guiné tem ligação com o Brasil nessas Eliminatórias. A equipe é dirigida pelo paulistano Marcos Gusmão. E os Kapuls surpreendem positivamente, ao dificultarem para a Nova Zelândia e vencerem a Nova Caledônia. Agora, só dependem de um empate contra Fiji para alcançar as semifinais. Nomes como David Muta, Michael Foster e Raymond Gunemba são experimentados no futebol. Já o goleiro Ronald Warisan se mostra inspirado nessa competição. Os papuásios tentam a classificação inédita para a fase final das Eliminatórias. Derrotar a Nova Caledônia já foi um feito.
Fiji
A seleção de Fiji disputa as Eliminatórias de maneira ininterrupta desde a Copa de 1990, mas o desempenho nas últimas campanhas seria abaixo da média. Os Bula Boys chegam à rodada final da fase de grupos precisando vencer Papua Nova Guiné para avançar às semifinais. O técnico Flemming Serritslev treinou a Dinamarca Sub-21. Já o atacante Roy Krishna é um verdadeiro ídolo no futebol indiano, embora o destaque na campanha até aqui seja Sairusi Nalabu, seu companheiro na linha de frente.

Europa
Três minitorneios com semifinais e final, em jogos únicos. Apenas o vencedor de cada chave vai para a Copa. Os times de melhor campanha sediarão a semifinal. A decisão teve mando sorteado.
Gales
Gales pode ter vivido um sonho recente na Eurocopa, mas lá se vão seis décadas desde sua primeira e única participação em uma Copa do Mundo, em 1958. A repescagem concede uma grande chance à geração estrelada dos Dragões, ainda sob as ordens de Rob Page, diante do afastamento de Ryan Giggs. A equipe passou na segunda colocação do Grupo E, o mesmo da Bélgica, e medirá forças com a Áustria em Cardiff. A definição da vaga na Copa, contra Escócia ou Ucrânia, fica para junho. Gareth Bale poderá oferecer todo seu esforço pela equipe nacional, enquanto Aaron Ramsey e Joe Allen são outros nomes rodados no meio. Tarimba não falta ao time que ainda reúne Wayne Hennessey, Chris Gunter e Ben Davies, mas também tem jovens como Daniel James. Já a principal ausência é do centroavante Kieffer Moore.
Áustria
A Áustria fez uma campanha ruim nas Eliminatórias e passou longe da vaga, mesmo embalada pela boa Eurocopa. Ficou somente na quarta colocação da chave liderada pela Dinamarca e que teve a Escócia em segundo. Foi para a repescagem graças ao atalho concedido pela Liga das Nações. Franco Foda é o treinador do ciclo e tenta recolocar o país numa Copa pela primeira vez desde 1998, em busca de seu oitavo Mundial. David Alaba, Marcel Sabitzer e Marko Arnautovic estão entre os principais nomes da equipe, mas é um elenco abaixo daquilo que os austríacos já tiveram em outros momentos. Julian Baumgartlinger e Stefan Ilsanker, enquanto isso, figuram entre as ausências principais da nova lista. Se passar por Gales em Cardiff, o time pegará Escócia ou Ucrânia por uma vaga no Mundial, em junho.
Suécia
A Suécia, se tivesse um pouco mais de competência, não estava na repescagem. Os escandinavos derraparam bastante na reta final do Grupo B, permitindo que a Espanha disparasse, e agora precisarão correr atrás do prejuízo. O técnico Janne Andersson tinha levado os auriazuis à Copa de 2018, a mais recente das 12 disputadas pelo país. O melhor da equipe está do meio para frente, com Emil Forsberg, Alexander Isak e Dejan Kulusevski. Zlatan Ibrahimovic foi convocado, embora esteja inicialmente suspenso, só apto para jogar uma eventual decisão. A novidade da lista é Anthony Elanga, do Manchester United. A Suécia pega a República Tcheca em casa na semifinal da repescagem e, se passar, visita a Polônia.
República Tcheca
A República Tcheca foi mais uma seleção que chegou à repescagem através da Liga das Nações, embora tenha disputado a segunda colocação do Grupo E das Eliminatórias com Gales. O papel digno na Euro 2020 mantém o moral do técnico Jaroslav Silhavy. E o elenco é competitivo, com Tomás Vaclík, Tomás Soucek e Tomás Pekhart entre as referências, além do garoto Adam Hlozek. Superar a lista de desfalques, contudo, será um problema, especialmente sem contar com Vladimir Coufal e Patrik Schick. Os tchecos fazem a semifinal fora de casa contra a Suécia e, se avançarem, pegam a Polônia também fora. São nove Copas para o país, mas só uma desde o fim da Tchecoslováquia, com a aparição em 2006.
Polônia
A Polônia avançou diretamente à decisão da repescagem, após as sanções à Rússia. Os poloneses jogariam em Moscou depois de uma campanha morna nas Eliminatórias, em que não causaram problemas à Inglaterra. O time perdeu o técnico Paulo Sousa e Czeslaw Michniewicz será o comandante, com um currículo referendado por títulos com três clubes diferentes no país. Os alvirrubros buscam sua nona Copa, emendando a segunda consecutiva após 2018. Robert Lewandowski é o nome inescapável da convocação, com a companhia de Arkadiusz Milik e Krzysztof Piatek na frente, além de medalhões como Grzegorz Krychowiak e Kamil Glik em outros setores. Wojciech Szczesny e Piotr Zielinski são outros nomes importantes. Vale mencionar ainda o recém-naturalizado ala Matty Cash. A Polônia receberá Suécia ou República Tcheca em Chorzów pela vaga no Mundial.
Portugal
Portugal se esborrachou nas Eliminatórias diante da Sérvia. Vai pelo caminho mais doloroso nas Eliminatórias, para não encerrar sua sequência de cinco Copas consecutivas em sete totais. Fernando Santos vive um fim de feira, mas permanece no cargo. O elenco é acima das possibilidades do técnico, com Rui Patrício, João Cancelo, Bernardo Silva, Bruno Fernandes e Cristiano Ronaldo despontando como protagonistas. Vai ser interessante observar a boa fase de João Félix e Rafael Leão, enquanto Vitinha é uma novidade interessante. Por outro lado, os desfalques são muitos e incluem Rúben Dias, Rúben Neves, Renato Sanches e Rafa Silva. Pepe ainda testou positivo para covid. A Seleção das Quinas pega a Turquia no Porto e, se passar, jogará em casa contra Itália ou Macedônia do Norte.
Turquia
A Turquia foi uma lástima na Euro 2020 e, por isso mesmo, Stefan Kuntz assumiu o comando da equipe no lugar de Senol Günes. Já nas Eliminatórias, mesmo sem atrapalhar a Holanda, o time conseguiu deixar a Noruega pelo caminho. Tentará aprontar na chave dos favoritos, na corrida por sua terceira Copa do Mundo, a primeira desde 2002. Os turcos contam com bons valores em diferentes setores, como Çaglar Söyüncü, Merih Demiral, Hakan Çalhanoglu, Burak Yilmaz, Cengiz Ünder e Kerem Aktürkoglu. O fato de não ter nenhum desfalque tão pesado, apesar de ausências como Irfan Kahveci e Cenk Tosun, também é importante. E, se passar por Portugal no Porto, a Turquia poderá provocar um inferno contra Itália ou Macedônia do Norte na final em casa.
Itália
Quatro anos depois, a Itália revive seu calvário nas Eliminatórias. Conquistar a Euro 2020 não evitou a decepção da equipe contra a Suíça em seu grupo. Assim, a Azzurra tentará não se ausentar do segundo Mundial consecutivo, em sua história de 18 presenças no torneio. Roberto Mancini precisará contornar as ausências de Federico Chiesa e do ainda afastado Leonardo Spinazzola, principalmente. Mas ainda é um elenco com talento abundante. A defesa segue tendo à disposição Gianluigi Donnarumma, Leonardo Bonucci e Giorgio Chiellini, mesmo que a fase não inspire tanto. Marco Verratti e Jorginho são as referências no meio, onde Lorenzo Pellegrini pede passagem. Já na frente, Ciro Immobile e Lorenzo Insigne são os nomes de mais peso. Os brasileiros naturalizados João Pedro e Luiz Felipe poderão fazer suas estreias nessa Data Fifa. Os italianos pegam a Macedônia do Norte em Palermo, para ver se encaram Portugal ou Turquia fora na decisão.
Macedônia do Norte
A Macedônia do Norte viveu seu grande sonho na Euro 2020. Ter a chance de se classificar também à primeira Copa do Mundo, ainda assim, não deixa de ser grandioso à antiga república da Iugoslávia. Os macedônios fizeram bom papel no grupo liderado pela Alemanha e superaram uma concorrência acirrada. Ganharam o direito de enfrentar a Itália e, quem sabe, Portugal ou Turquia. Blagoja Milevski era o treinador da seleção sub-21 e manteve o alto nível após a Eurocopa, ao substituir Igor Angelovski. E se a aposentadoria de Goran Pandev deixa uma lacuna insubstituível, o restante dos destaques está na convocação. Stole Dimitrievski, Stefan Ristovski e Ezgjan Alioski são bons nomes na defesa. Enis Bardhi e Eljif Elmas dão um toque de talento no meio. Já a referência na frente será Aleksandar Trajkovski.



