Eliminatórias da Copa

Com futebol fluido e muitas oportunidades, Alemanha pode lamentar que triunfo sobre a Romênia parou no 1 a 0

Dando sequência ao triunfo por 3 a 0 sobre a Islândia na abertura das eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, a Alemanha visitou a Romênia e venceu por 1 a 0 graças a gol de Serge Gnabry ainda no primeiro tempo. Apesar do placar modesto, o futebol praticado pela equipe de Joachim Löw foi empolgante, e uma repetição do 3 a 0 teria sido talvez mais justo ao volume de jogo criado pela Nationalmannschaft.

Diferentemente das outras grandes seleções europeias nesta data Fifa, a Alemanha manteve a mesmo time utilizado na primeira rodada para a segunda jornada. Em destaque, um meio de campo fortíssimo formado por Gündogan, Kimmich e Goretzka e um ataque jovem e talentoso, com Sané, Gnabry e Havertz.

Os alemães começaram melhor nos primeiros dez minutos, mas a Romênia respondeu durante um intervalo de cinco minutos e assustou a equipe de Joachim Löw, com ligações diretas e pressão na saída de bola. Aos 12 minutos, em bola longa da defesa para o ataque, Mihaila recebeu na entrada da área, mas perdeu o equilíbrio na hora de bater e mandou por cima do gol.

A Alemanha logo reestabeleceu o controle da partida e, praticando um bom futebol coletivo, mas também com boas atuações individuais, foi acumulando oportunidades. Aos 16 minutos, ela própria fazendo uso da bola longa, a Nationalmannschaft abriu o placar. Rüdiger fez a ligação direta da defesa até o ataque com Havertz. Pegando a defesa romena desprevenida, o jogador do Chelsea cruzou rasteiro e encontrou Gnabry, que completou para o gol.

Em sua outra grande chance da primeira etapa, a Alemanha carimbou o travessão com Kimmich. Após cruzamento afastado pela defesa romena, Gnabry pegou a sobra e ajeitou para o chute de longa distância do meia do Bayern. Depois de Kimmich fazer tremer o poste, o próprio Gnabry brigou pelo rebote, se antecipou aos adversários e conseguiu a finalização, mas foi travado pelo goleiro Florin Nita, que seria bastante cobrado no segundo tempo.

Ainda melhor no início da etapa final, a Alemanha empurrou de forma consistente a Romênia contra o muro. Aos cinco minutos, Sané saiu em grande arrancada individual a partir do próprio campo, passando pelos adversários e chegando até a intermediária, quando soltou na esquerda com Can. O lateral esquerdo improvisado tocou para o meio, e Goretzka forçou Nita a espalmar a bomba que foi em sua direção.

A Romênia respondeu aos dez minutos do segundo tempo com Florin Tanase, que recebeu dentro da área pela direita, tentou o passe para o meio, foi travado, mas aproveitou a sobra para finalizar centímetros acima do gol de Neuer.

Aos 13 minutos, Gnabry arrancou do meio de campo com velocidade e técnica, aplicou uma caneta na intermediária e chegou até a área. Com o espaço deixado pela defesa romena, que tentava cobrir todas as opções de passe, o alemão bateu rasteiro, no canto esquerdo, para grande defesa de Nita. Dois minutos mais tarde, Gnabry tocou para Sané na esquerda, e o ponta ameaçou o chute antes de ajeitar para Gündogan. O meia do Manchester City bateu forte, mas também parou em defesa de Nita.

Três minutos depois de entrar no lugar de Havertz, seu companheiro de Chelsea, Timo Werner recebeu bom passe de Gündogan e foi a mais nova “vítima” de Nita, sendo frustrado por mais uma boa defesa do goleiro romeno.

Os alemães pareceram perder a concentração nos minutos finais de jogo e deram duas oportunidades aos romenos. Aos 42 minutos, Puscas gingou de um lado para o outro para cima de Rüdiger e bateu em cima de Neuer. Já aos 45, Sané foi devolver a bola à sua defesa e entregou no pé de Stanciu, dentro da área. O romeno, sem ângulo e diante de um Neuer bem posicionado, acertou apenas a rede do lado de fora.

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Com duas vitórias em dois jogos, a Alemanha lidera o grupo J, mas é acompanhada pela Armênia, que venceu a Macedônia do Norte e a Islândia em seus dois compromissos até aqui.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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