Atacante precisou de 12 voos e duas viagens de barco para estrear com gol por Montserrat

Em outubro de 2014, Sterling, então com 19 anos, gerou polêmica na Inglaterra por pedir para não ser escalado no time titular da seleção para o jogo contra a Estônia, pelas Eliminatórias da Eurocopa, por estar muito cansado. Imagine então se ele fosse Lyle Taylor, atacante do Partick Thistle, da primeira divisão escocesa? O rapaz teve de encarar nada menos do que 12 voos e duas viagens de barco em 11 dias para defender a seleção de Montserrat na última Data Fifa. Contra Curaçao, pelas Eliminatórias da Concacaf para a Copa de 2018, estreou com gol e teve uma experiência que levará na memória. Com todo esse esforço, dá para dizer que Taylor é basicamente o Charlinho do futebol de seleções.
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O atacante, de 25 anos, nasceu em Greenwich, na Inglaterra, mas tem como laço com o país de seu avô. Pela ligação – e pela falta de chances na seleção inglesa –, o atleta decidiu aceitar o chamado da equipe da ilha caribenha. Logo em sua primeira partida, contra Curaçao, Taylor já deixou o seu gol. Infelizmente, não foi suficiente para a equipe seguir viva na competição, mas o atacante sente que a experiência valeu a pena.
“Em 11 dias, estive em 12 voos e dois barcos! Não é um caso de voo de ida e volta. Fomos de Barbados para a Ilha de São Martinho, para Antígua, para Curaçao, de volta para Antígua e São Martinho. Então, para a Ilha de São Cristóvão, de volta para Curaçao, para Antígua, pegamos um barco para Montserrat, de volta para Antígua e depois de volta para Londres. Então houve os voos entre Londres e Glasgow”, relatou, em entrevista ao Daily Record.
“Eu achava que uma viagem para Carlisle era uma longa jornada”, brincou, em referência ao trajeto de aproximadamente 150 quilômetros entre Glasgow e a cidade inglesa.
Orgulhoso por ter defendido Montserrat e feliz depois de encontrar alguns de seus parentes distantes, Taylor expressou seu contentamento com a experiência e não mostrou arrependimento por todo o trabalho que teve para poder atuar: “Toda essa viagem não me desmotivou. Deram-me uma chance de representar o país de onde vem minha família por parte de pai. Não havia chance alguma de eu recusar isso. É a mesma coisa para alguém que é convocado para uma das tais grandes nações. Poucos jogadores têm a chance de jogar por seus países, seja o país onde nasceram ou o que for”. Se algum atleta de seleção estiver com problemas em se empenhar por seu país, está aí um bom exemplo no qual se inspirar.



