Eliminatórias da Copa

‘Não é só o Ancelotti que pensa nisso’: A missão que a Seleção quer cumprir na altitude boliviana

Último jogo da seleção brasileira nas Eliminatórias será nos 4.150 metros de altitude de El Alto

Anunciado como técnico da Seleção Brasileira em maio deste ano, o técnico Carlo Ancelotti está na sua segunda Data Fifa desde que assumiu o cargo. Até o momento, três jogos disputados com duas vitórias e um empate que garantiram o Brasil para a Copa do Mundo de 2026.

Nesses três compromissos, quatro gols marcados e nenhum sofrido. Manter o sistema defensivo sem vazamentos é um dos princípios básicos de sucesso para a maioria dos treinadores italianos.

Mas para seguir com essa estatística intacta, o treinador terá que superar os contratempos da altitude de El Alto, onde o Brasil, às 20h30 (horário de Brasília) de terça-feira (9), enfrenta a Bolívia, pela última rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo.

O confronto será realizado no estádio Municipal de El Alto e está localizado a 4.150 metros acima do nível do mar.

Altitude não assusta a zaga do Brasil

Em entrevista coletiva neste domingo (7), na Granja Comary, em Teresópolis, Gabriel Magalhães, zagueiro titular da Seleção Brasileira, comemorou a sequência de partidas sem sofrer gols e, por ser um defensor, afirmou que sustentar uma defesa sem sofrer gols é o ponto mais importante do futebol.

O mais importante no futebol é não levarmos gols. Com toda a qualidade que temos na nossa equipe, a gente sabe que se não formos vazados a possibilidade de ganharmos a partida é muito grande. Então, não é só o Ancelotti que pensa nisso. Nós, jogadores, também queremos manter o nível para não levarmos gols. No Arsenal também temos essa preocupação, porque esse é um ponto muito importante — o atleta que atua no futebol inglês.

Gabriel Magalhães no treino do Brasil 0709
Para Gabriel Magalhães, não sofrer gols é o ponto mais importante do futebol (Foto: Flickr/CBF)

A partida nos mais de 4 mil metros acima do nível do mar será a maior altitude encarada por Guimarães na carreia. Mas isso não parece assustar o zagueiro.

— O jogo com maior altitude que joguei foi no Equador. Mas como a gente tem conversado entre nós. Não temos que pensar em altitude na terça-feira. Temos que lembrar que estamos vestindo a camisa da Seleção Brasileira. Temos que chegar lá, fazer um grande jogo e sair vitorioso. Sabemos das dificuldades, mas sabemos o que temos que fazer dentro de campo e estamos preparados para isso — falou.

- - Continua após o recado - -

Assine a newsletter da Trivela e junte-se à nossa comunidade. Receba conteúdo exclusivo toda semana e concorra a prêmios incríveis!

Já somos mais de 4.800 apaixonados por futebol!

Ao se inscrever, você concorda com a nossa Termos de Uso.

Gabriel Martinelli garante: ‘Estamos prontos’

Companheiro de Magalhães no Arsenal, o atacante Gabriel Martinelli tem opinião parecida e vê a seleção preparada para ir à Bolívia e voltar com mais uma vitória nas Eliminatórias.

— Não vejo a hora de chegar o jogo. Estamos preparados. O nosso foco é ir até lá e ganhar a partida da melhor maneira possível jogando o nosso futebol. Com certeza a altitude é um ponto que atrapalha, mas estamos prontos. É treinar nesses últimos dias e conquistar a vitória — iniciou o atleta, que tenta se garantir na sua segunda Copa do Mundo da carreira. A primeira foi em 2022.

— A gente não se preocupa tanto com isso. Estamos focando mais no nosso time. Sabemos da qualidade que temos e se fizermos o nosso trabalho bem feito vamos sair da Bolívia com a vitória — completou.

Jogo de vida ou morte para a Bolívia

Com 17 pontos conquistados, a Bolívia recebe o Brasil sonhando com a classificação para a repescagem para o Mundial. Neste momento, a vaga pertence à Venezuela, que, com 18 pontos, ocupa a 7ª colocação.

Na terça-feira (9), enquanto os bolivianos estarão encarando o Brasil, os venezuelanos receberão a Colômbia, em Maturín.

Para voltar a disputar uma Copa do Mundo após 32 anos, a Bolívia precisa furar o sistema defensivo do Brasil, vencer a partida e torcer para que a Venezuela tropece dentro de casa.

Foto de Bruno Lima

Bruno LimaSetorista

Jornalista pela UniSantos com passagem pelo Jornal A Tribuna de Santos. Já trabalhou na cobertura de jogos da Libertadores e das Eliminatórias Sul-Americanas no Brasil e no Exterior. Na Trivela, é setorista do Santos.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo