Alemanha confirma vaga na Copa com boa notícia que não veio em 2018 e 2022
Frente a Eslováquia, alemães goleiam com atuação dominante e garantem cabeça de chave no Mundial
Mais uma seleção está confirmada na Copa do Mundo de 2026. Nesta segunda-feira (17), a Alemanha amassou a Eslováquia, 6 a 0, e garantiu a liderança do grupo A das Eliminatórias Europeias. Além da presença na competição, a vitória na Red Bull Arena reforçou uma boa notícia que fez falta nas eliminações na fase de grupo dos Mundiais de 2018 e 2022: a ausência de um centroavante confiável.
Nick Woltemade começou a goleada contra os eslovacos como um típico homem de área: alto, de 1,98m, surgiu na pequena área para completar cruzamento de Kimmich aos 17 minutos do primeiro tempo.
O atacante do Newcastle, com quatro gols nos últimos três jogos pela seleção alemã, ainda mostrou sua qualidade fora da área, a dedicação sem bola e capacidade de pivô no terceiro, quarto, quinto e sexto gols. Ele saiu da referência em lance, no outro pressionou para roubar bola, fez jogada individual e ainda uma “parede” como um típico camisa 9. Foram quatro “pré-assistências”.
Woltemade bem, confiante, enquanto também dá indícios de bom nível no futebol inglês mesmo em sua primeira temporada, é tudo que o selecionado treinado por Julian Nagelsmann quer, pois viveu com o trauma de não ter um grande centroavante nas copas anteriores.
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— DFB-Team (@DFB_Team) November 17, 2025
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Há três anos, os alemães saíram do Catar com Thomas Müller e Kai Havertz como os jogadores que atuaram como camisa nove. Ambos nunca foram exatamente esse jogador referência no ataque e funcionam melhor junto de outro atacante mais fixo.
Em 2018, Timo Werner, um jogador que jamais confirmou seu potencial, seja por clube ou com a camisa de seu país, foi o centroavante sem deixar saudades.
A posição é um problema de longa data, inclusive nas duas últimas Eurocopa, e até Niclas Füllkrug, conhecido por sua dedicação ao invés da técnica, foi titular recentemente.
A ver como será a vez de Woltemade. A Alemanha, mesmo não entre as grandes favoritas (hoje, Espanha, Argentina e França), tem potencial de título mundial e conseguiu “fugir” das pedreiras logo na fase de grupos ao confirmar ser cabeça de chave com a vitória (veja todas). Se perdesse, poderia cair para o pote 2 e fazer parte da chave de alguma gigante, podendo reviver o trauma das duas edições anteriores.
Alemanha dominou Eslováquia do início ao fim

A imposição alemã em casa não cessou por praticamente 90 minutos. O gol de Woltemade foi um sintoma do ótimo início e seguiu assim com gols de Gnabry aos 28, minutos depois de perder uma chance cara a cara, e Sané, duas vezes, ambas com passe de Wirtz, tudo no primeiro tempo.
A Eslováquia, mesmo dominada, conseguiu assustar na etapa inicial. Baumann parou chute de Duris quase na pequena área após chute de Hancko ter parado na marcação. No escanteio seguinte, o mesmo Duris pegou chute de primeira e mandou por cima do gol quando a mandante só tinha um de vantagem. Com 2 a 0 no placar, Hancko quase desviou corner para o fundo das redes.
Na segunda parte, o ímpeto não diminuiu graças ao banco de reservas. Baku entrou na partida e completou bonita jogada com 21 no relógio. Antes, Sané, Gnabry, Woltemade e Wirtz poderiam ter ampliado a goleada.
Nos minutos restantes, Assan Ouédraogo, estreante na Mannschaft, marcou em jogada que teve pivô de Woltemade e passe de letra de Sané.



