Eliminatórias da Copa

A goleada da Eslovênia nas Eliminatórias teve uma assistência absurda, num toque de calcanhar de primeira no alto

Lovric deu um toque de calcanhar no alto, de primeira, antes de Sporar matar no peito e bater no ângulo

A Eslovênia só vai à Copa do Mundo com um milagre. Restando três rodadas para o encerramento do Grupo H, a equipe segue seis pontos atrás de Croácia e Rússia, os dois primeiros colocados. Apesar disso, os eslovenos fizeram sua parte nesta sexta, com a vitória por 4 a 0 sobre Malta em Ta’Qali. E a partida contou com um gol fantástico, certamente entre os mais bonitos destas Eliminatórias. Andraz Sporar balançou as redes num movimento classudo, mas o que beira o absurdo é a assistência de Sandi Lovric, meia de 23 anos do Lugano.

O gol de Sporar foi o segundo da noite, no início da etapa final. A jogada começa por um lançamento longo de Jaka Bijol rumo ao ataque. E a fatiada virou um toque soberbo de Lovric, que resolveu emendar o calcanhar já no alto, de primeira. O camisa 8 botou a bola no peito de Sporar. Então, o atacante terminou o movimento de maneira sublime. Amortecida a pelota, ele chutou sem deixar cair e mandou a bola no ângulo, sem chances para o goleiro. O toque final para a jogadaça, que chegou a ser anulada de início, até a confirmação.

No primeiro tempo, Lovric chegou a ter um gol de trivela anulado por impedimento. Já outra estrela da noite foi Ilicic. O veterano marcou o primeiro numa finalização rápida e também o terceiro, dando uma bela finta logo no domínio de letra, antes de bater no cantinho. Por fim, Lovric arranjou sua terceira assistência da noite, em cruzamento para o garoto Benjamin Sesko guardar de cabeça seu primeiro tento pela seleção principal. A goleada pode nem valer muito na tabela, mas compensou o ingresso pelas jogadas plásticas.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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