Eliminatórias da Copa

A Argélia jogou com segurança na visita a Camarões e voltou com um triunfo valioso em busca da Copa

A Argélia apresentou um plano de jogo defensivo, que limitou Camarões e se valeu de um gol de Slimani na bola parada

Camarões fez boa campanha na Copa Africana de Nações, mas avaliou que o terceiro lugar não foi suficiente e mudou seu técnico, com a chegada do ex-capitão Rigobert Song. A Argélia, por sua vez, foi a grande decepção do torneio e preferiu confiar no bom trabalho que Djamel Belmadi fazia até então. No primeiro encontro decisivo entre as duas seleções pelas Eliminatórias, valendo vaga na Copa, as Raposas do Deserto mostraram como a continuidade fez a diferença. Os argelinos foram bem mais conscientes e seguros na visita a Douala. Preferiram se resguardar na defesa, mas tiveram boas chances e aproveitaram uma delas com Slimani para vencer por 1 a 0. Já os camaroneses, sofrendo com desfalques importantes (especialmente André Zambo Anguissa) e limitados em seu plano de jogo, acabaram derrotados em casa. A classificação ao Mundial será mais difícil, na necessidade de virarem o confronto em solo adversário.

Camarões tentou impor certa pressão durante os primeiros minutos. Tinha força nas bolas paradas e ameaçava com constância a meta da Argélia, apesar da falta de precisão. Os argelinos sairiam um pouco mais para o jogo com o passar dos minutos e tiveram uma boa chance aos 13, num contra-ataque puxado por Islam Slimani, após erro dos adversários. O atacante soltou o pé e deu trabalho a André Onana. De qualquer maneira, as Raposas do Deserto preferiam recuar e esperar os Leões Indomáveis, numa postura cautelosa que não é muito o padrão do time de Djamel Belmadi.

Com o passar dos minutos, o duelo esfriaria, sem que Camarões fizesse tanto com a posse de bola. A Argélia apresentava sua competência ao trancar sua área. As Raposas do Deserto aguardavam uma chance e ela veio aos 40 minutos, permitindo que Slimani abrisse o placar. Numa falta cobrada na lateral da área, Youcef Belaïli levantou e o centroavante fuzilou de cabeça. Onana conseguiu tocar na bola, sem salvar. A missão dos camaroneses se tornava mais difícil.

Camarões voltou do intervalo com duas mudanças, incluindo a inesperada saída de Vincent Aboubakar. A bola não rolou muito no início do segundo tempo, já que as equipes precisaram esperar durante sete minutos os refletores se reacenderem, após um apagão parcial. Quando o jogo foi retomado, seguia ao gosto da Argélia. As mudanças não surtiram efeitos aos camaroneses e o time encontrava muitas dificuldades na criação. Não havia esboço de uma pressão. Em meio à falta de ação, os argelinos até ameaçaram o segundo aos 33, num escanteio de Belaïli que assustou após desvio de Abdelkader Bedrane.

Somente depois disso é que Camarões intensificou sua pressão. Teve uma sequência de bolas na área, mas sem finalizações limpas. A defesa da Argélia protegia bem sua meta. E os argelinos ainda tiveram algumas escapadas em contra-ataques, que poderiam ter rendido o segundo. Por conta da queda de energia, os acréscimos tiveram 11 minutos. Mas nada que valesse tanto aos Leões Indomáveis, sem recursos ou mesmo alguém que resolvesse na individualidade. A situação fica difícil para o reencontro em Blida, na próxima terça, onde a Argélia jogará pelo empate.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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