Eliminatórias da Copa

30 jogadores que aproveitaram a Data Fifa de novembro e se destacaram em suas seleções

Aproveitamos o fim da Data Fifa para fazer um balanço dos jogadores que se sobressaíram

A Data Fifa proporcionou uma série de jogos decisivos ao redor do mundo. A fase de grupos das Eliminatórias na Europa terminou, com a definição de mais oito classificados à Copa do Mundo e dos 12 sobreviventes na repescagem. A África indicou mais oito equipes que se juntam a outras duas na fase decisiva. Brasil e Argentina carimbaram os passaportes na Conmebol, enquanto outros times se fortaleceram na zona de classificação. E se ninguém ainda está confirmado na Ásia ou na Concacaf, o destino de vários parece encaminhado.

Abaixo, aproveitamos o fim da Data Fifa para destacar 30 jogadores que saíram em alta. Priorizamos atletas das seleções que selaram suas classificação e pegamos apenas um por equipe. Gente que reforça seus nomes às vésperas do Mundial.

Timothy Weah, dos EUA (Foto: Getty Images / One Football)

Timothy Weah (Estados Unidos)

Timothy Weah leva o DNA de um dos maiores jogadores africanos de todos os tempos, mas constrói sua história na seleção dos Estados Unidos, o país onde nasceu. E o atacante de 21 anos é uma das boas razões para a campanha positiva do US Team nas Eliminatórias. O jogador do Lille foi o melhor em campo na vitória sobre o México, infernal pelo lado direito do campo, com suas arrancadas permitindo que os americanos construíssem o resultado favorável no segundo tempo. Também marcou um golaço no empate contra a Jamaica, embora tenha sido ofuscado pelo tento estupendo de Michail Antonio logo depois.

Cyle Larin (Canadá)

Os dois gols contra o México valeram uma noite histórica a Cyle Larin. O atacante do Besiktas exibiu todo o seu oportunismo para balançar as redes e liderar a vitória mais emblemática do Canadá nos últimos anos, ao passo que também garantiu, aos 26 anos, o posto como maior artilheiro da equipe nacional em todos os tempos – com 22 tentos, ao lado de Dwayne De Rosario. Larin também é o goleador do qualificatório da Concacaf nesta edição, com 11 gols, quatro no octogonal final. Mais atrás, Stephen Eustáquio foi outro que gastou a bola na organização da equipe e seria decisivo também no triunfo sobre a Costa Rica.

Cecílio Waterman (Panamá)

O Panamá viveu uma Data Fifa emocionante, com duas vitórias de virada, sobre Honduras e El Salvador. Cecílio Waterman foi um personagem em comum em ambos os resultados – ao marcar o primeiro gol nos 3 a 2 sobre os hondurenhos e o de empate nos 2 a 1 contra os salvadorenhos. O atacante de 30 anos, inclusive, ganhou a posição após sair do banco em San Pedro Sula. Apesar da idade, sua ascensão na equipe é relativamente recente, mas o centroavante já tinha marcado gols importantes na caminhada até o octogonal final da Concacaf. Num elenco que perdeu vários medalhões desde o Mundial de 2018, o atleta do Everton do Chile pede passagem.

Pervis Estupiñán, do Equador

Pervis Estupiñán (Equador)

O Equador ganhou um gás fundamental nesta Data Fifa, graças às vitórias sobre Venezuela e Chile. O resultado em Santiago, sobretudo, é daqueles que fazem a diferença na competição. E o lateral Pervis Estupiñán garantiu um ótimo impulso a La Tri, com muita presença ofensiva e o gol que abriu a contagem diante dos chilenos. Sua energia pelo lado esquerdo é conhecida de quem acompanha o futebol espanhol, com passagens por diversos clubes até se juntar ao Villarreal na última temporada. Numa seleção sem grandes estrelas, mas de bom jogo coletivo, as características do lateral se tornam valiosas.

Lucas Paquetá (Brasil)

Não foi uma Data Fifa tão impressionante do Brasil. Ainda assim, a Seleção carimbou sua vaga para a Copa do Mundo. E o principal jogador contra a Colômbia, no duelo que valeu a vaga no Mundial, foi Lucas Paquetá. Bancado por Tite quando vinha mal, o meia corresponde a confiança nos últimos tempos, sobretudo por sua recuperação no Lyon. Já tinha saído em alta da Copa América e segue mostrando como pode contribuir ao time, sendo um jogador com ótima capacidade de infiltração e definição. Diante da Argentina, contudo, viveria noite menos intensa. No clássico, aliás, Fred teve uma partida bem acima da crítica ao seu redor.

Cristian Romero (Argentina)

A Argentina sofreu por muito tempo e ainda sofre com a falta de opções em sua zaga. Ver a ascensão de Cuti Romero é basicamente um oásis à Albiceleste. O jovem explodiu num momento precioso para contribuir na conquista da Copa América e oferece muita segurança no centro da área. Prova disso é que, mesmo com o golaço de Ángel Di María, o beque do Tottenham saiu de Montevidéu considerado por alguns como o melhor em campo diante do Uruguai – Emiliano Martínez foi outro que fez a diferença no gol. Diante do Brasil, no entanto, se lesionou apesar do bom primeiro tempo que fez em San Juan.

Juan Carlos Arce, da Bolívia (Foto: Getty Images / One Football)

Juan Carlos Arce (Bolívia)

As lembranças de Juan Carlos Arce no Brasil quase sempre passam por sua malfadada trajetória no Corinthians. O atacante, porém, possui uma história consolidada no futebol local e por muitos anos figurou como ídolo do Bolívar – embora hoje defenda o Always Ready. E numa seleção que não tem muito para onde correr, aos 36 anos, Arce ainda é protagonista. Foi o grande destaque nos 3 a 0 sobre o Uruguai em La Paz, com dois gols e uma assistência. O primeiro saiu meio sem querer, com a falha de Fernando Muslera, mas o segundo fechou o triunfo com uma finalização precisa. É a terceira edição de Eliminatórias com gols do veterano.

Ricardo Gallese (Peru)

O Peru ganhou seus dois jogos nesta Data Fifa, com tranquilidade diante da Bolívia em casa e emoção contra a Venezuela fora. Gallese seria exigido principalmente neste segundo jogo, quando pegou um pênalti e operou uma série de outras grandes intervenções contra a Vinotinto. Dono da posição desde meados da última década, o arqueiro de 31 anos pode ser considerado um personagem histórico da Blanquirroja. Confere uma segurança na meta que nem sempre os peruanos tiveram em outros ciclos, e o sucesso no Orlando City o valoriza. Quem também desequilibrou nas últimas rodadas foi o contestado Christian Cueva.

Son Heung-min (Coreia do Sul)

Olhando para os números frios, Son marcou apenas um gol nesta Data Fifa, e de pênalti. Sua influência nos triunfos sobre Emirados Árabes e Iraque, todavia, são evidentes. O atacante do Tottenham exibiu contra os emiratenses toda a sua qualidade técnica. Foi um pecado que seu gol não tenha saído, com uma série de jogadaças, sobretudo arrancando em velocidade. Já diante dos iraquianos, num compromisso mais tranquilo aos sul-coreanos, o camisa 7 conduziu o domínio como referência técnica. Hwang Hee-chan foi outro nome badalado que deixou clara seu papel nestes dois últimos duelos.

Sardar Azmoun, do Irã (Foto: Getty Images / One Football)

Sardar Azmoun (Irã)

Sardar Azmoun já era um nome fundamental do Irã em 2018 e seu protagonismo cresceu nos últimos tempos. O atacante de 26 anos atravessa fase iluminada com o Zenit e transporta isso para as Eliminatórias, com cinco gols e três assistências até o momento. Em todos os jogos ele deixa sua marca, e não foi diferente nesta Data Fifa, anotando gols nas vitórias sobre Líbano e Síria. A leitura de jogo é excepcional, sobretudo por combinar uma boa estatura com mobilidade e potencial nos contragolpes. Com Mehdi Taremi barrado, os holofotes dos persas se voltam ainda mais ao camisa 20.

Junya Ito (Japão)

O Japão ainda não exibe o futebol que muita gente espera, mas conquistou duas vitórias necessárias nesta Data Fifa, contra Vietnã e Omã. O autor dos gols foi o mesmo, Junya Ito, que soube aproveitar os espaços e também exibiu qualidade na definição – inclusive num golaço anulado. Aos 28 anos, o ponta só conseguiu seu espaço com os Samurais Azuis depois da Copa de 2018. Corresponde num momento necessário, enquanto também faz seu nome no futebol europeu vestindo a camisa do Genk. Outro jogador do Campeonato Belga que justificou os clamores por sua entrada foi Kaoru Mitoma, da Union St. Gilloise, que voou baixo contra os omanis.

Ryan Mmaee (Marrocos)

Marrocos tinha se confirmado na próxima fase das Eliminatórias com duas rodadas de antecipação, mas ainda assim manteve o pé no acelerador e conquistou duas vitórias para sustentar os 100% de aproveitamento. Ryan Mmaee contribuiu com quatro gols, dois contra Sudão e dois contra Guiné. O atacante de 24 anos é uma adição recente dos Leões do Atlas, mas justifica as oportunidades com um estilo de jogo incisivo e também habilidade. Vem de boa temporada com o Ferencváros, mas talvez logo pinte em centros maiores pela maneira como também causa impacto no clube.

Ismaïla Sarr, de Senegal

Ismaïla Sarr (Senegal)

A seleção de Senegal tem um craque óbvio chamado Sadio Mané, mas o elenco acima da média reúne outros tantos bons jogadores. Ismaïla Sarr engrossa essa lista, com um futebol que amadureceu bastante desde sua participação na Copa de 2018. Aos 23 anos, o ponta permaneceu no Watford mesmo com o rebaixamento e começa bem a nova edição da Premier League. A vitrine com os Leões de Teranga pode ser importante até mesmo para uma futura transferência. A equipe estava classificada, mas o jovem arrebentou nos 2 a 0 contra o Congo, com direito a um golaço.

Moussa Djenepo (Mali)

Mali é a única seleção entre as sobreviventes nas Eliminatórias Africanas que nunca disputou uma Copa do Mundo. O time tem boas peças e Djenepo se candidata como uma das figuras de destaque, aos 23 anos. O ponta é conhecido do público da Premier League, por sua participação no Southampton. Também é um nome frequente nos jogos da seleção e se destacou bastante nos últimos compromissos. No jogo contra Ruanda, que selou a classificação, abriu o placar com uma ótima jogada individual. Vale mencionar ainda Kalifa Coulibaly, atacante do Nantes, que fez gols nos dois jogos da Data Fifa.

Wilfred Ndidi (Nigéria)

A Nigéria passou à última fase das Eliminatórias com um bocado de risco, ao tomar pressão de Cabo Verde quando dependia apenas do empate. Victor Osimhen de novo fez a diferença no ataque, com um gol logo no primeiro minuto. Porém, o 1 a 1 nigeriano também dependeu da firmeza que Ndidi transmite ao setor defensivo. O volante do Leicester chegou a ficar de fora em jogos recentes, mas seu retorno se tornou crucial às Super Águias. Chegaria a bloquear, inclusive, uma bola na pequena área que parecia capaz de garantir a virada aos cabo-verdianos. Mesmo com apenas 24 anos, já foi titular na Copa de 2018.

Zambo Anguissa, de Camarões

André Zambo Anguissa (Camarões)

Camarões ganhou o jogo mais importante da rodada nas Eliminatórias Africanas, com o 1 a 0 na decisão contra Costa do Marfim, que valeu a vaga aos Leões Indomáveis e a queda dos Elefantes. Karl Toko Ekambi foi decisivo com o gol solitário e André Onana retornou do doping já fazendo a diferença, com um milagre. O melhor em campo, mesmo assim, foi André Zambo Anguissa. O meio-campista deu uma consistência notável aos camaroneses, apareceu no ataque em certos momentos e auxiliou a segurar a pressão na segunda etapa. Eleva a outro nível o bolão que já anda exibindo pelo Napoli.

Youcef Belaïli (Argélia)

A Argélia também correu certos riscos no confronto direto com Burkina Faso, mas o empate por 2 a 2 bastou à classificação. Youcef Belaïli garantiu as duas assistências e mostrou como também pode desequilibrar pela ponta esquerda. Nesta Data Fifa, o jogador do Qatar SC já tinha marcado um gol contra Djibuti, mesmo desperdiçando um pênalti pouco antes. É um nome menos visado das Raposas do Deserto, especialmente por atuar numa faixa do campo onde também aparecem Riyad Mahrez, Sofiane Feghouli e Saïd Benrahma. Mesmo assim, provou os motivos de ser titular constante com o técnico Djamel Belmadi.

Mohamed Salah (Egito)

O Egito não fez uma Data Fifa exatamente estrondosa, com o empate contra Angola e uma vitória magra sobre o Gabão. Contudo, Mohamed Salah impediu que os Faraós se complicassem, ao reverter uma derrota por dois gols de diferença em Luanda. O craque não marcou gols, mas foi o centro gravitacional da equipe e participou dos dois tentos para o placar de 2 a 2. O passe para o gol de Mohamed Elneny, aliás, quebrou completamente a defesa angolana e apresentou uma pitada da categoria do ponta. Não foi na seleção o assombro que se vê quase todo jogo pelo Liverpool, mas segue primordial às pretensões egípcias.

Mitrovic, da seleção sérvia (Foto: Getty Images / One Football)

Aleksandar Mitrovic (Sérvia)

Dusan Tadic merece ser escolhido o melhor em campo contra Portugal. Porém, quem teve seu nome cantado pela torcida foi Aleksandr Mitrovic, o herói com o gol que valeu a vaga na Copa aos 45 do segundo tempo. O centroavante do Fulham costuma se dar melhor na Championship do que na Premier League. Pela seleção, em compensação, ele se mete na elite. É o maior artilheiro da equipe nacional (contando também os tempos de Iugoslávia) e é importante mesmo com a ascensão de Dusan Vlahovic. O gol decisivo ainda teve um gosto de redenção a Mitrovic, que perdeu o pênalti que tirou os sérvios da última Eurocopa.

Khvicha Kvaratskhelia (Geórgia)

O jogador mais decisivo do Grupo B na rodada atuava por uma seleção que passou longe de ir à Copa. A Geórgia ganhou da Suécia por 2 a 0 numa atuação fantástica de Kvaratskhelia em Batumi. Marcou os dois gols e causou outros tantos problemas na marcação escandinava. E o ponta de 20 anos deve ser um nome para figurar em sua seleção durante muito tempo. Apesar da pouca idade, já aparece com destaque no Rubin Kazan e deve dar um salto para outro clube em breve. Uma pena que esteve ausente na repescagem da última Euro, quando sua ausência foi sentida no jogo que rendeu a vaga para a Macedônia do Norte.

Gavi (Espanha)

A Espanha exibiu um futebol burocrático na Data Fifa, mas cumpriu seu objetivo de se classificar à Copa do Mundo, com duas vitórias. E se teve alguém que mereceu elogios pelo desempenho na Roja foi Gavi. O garoto se tornou titular absoluto com Luis Enrique independentemente dos 17 anos e já tinha sido uma grata surpresa na Data Fifa passada. Seguiu na posição e controlou o duelo contra a Suécia, que botou os espanhóis de volta no Mundial. Vai ser interessante ver o que acontecerá quando Pedri voltar. Por enquanto, o adolescente causa expectativas também pelo início do trabalho com Xavi no Barcelona.

Mbappé comemora (Foto: Getty Images / One Football)

Kylian Mbappé (França)

Talvez a novidade positiva da França na Data Fifa foi a maneira como Kingsley Coman rendeu como ala direito, numa alternância avassaladora com Theo Hernández pelos lados. Mas não dá para ignorar o que fez Kylian Mbappé, conseguindo se destacar tanto como face principal de uma seleção tão estrelada. O atacante do PSG marcou quatro gols e deu uma assistência contra o Cazaquistão, em noite perfeita. Ainda fez um golaço e deu assistência diante da Finlândia. Mais animador ainda é o entendimento perfeito com Karim Benzema – o que gera esperanças até nos merengues.

Xherdan Shaqiri (Suíça)

A Itália vai para a repescagem por seus deméritos, mas também por muitos méritos da Suíça. Os alpinos amassaram a Bulgária no jogo que valia a vaga no Mundial, o que os italianos não fizeram. Vários jogadores se deram bem na noite, mas ninguém com o peso de Xherdan Shaqiri. Grande nome da geração, o meia fez uma senhora partida. Foram duas assistências e, se o seu gol não saiu, não faltaram tentativas, com uma bola na trave e um lance anulado por impedimento mínimo. Não à toa, o capitão deixou o campo ovacionado pela torcida em Lucerna. Entre os mais jovens, Noah Okafor foi a boa notícia ao substituir o lesionado Breel Embolo.

Christian Benteke (Bélgica)

A Bélgica se confirmou na Copa do Mundo sem fazer boas partidas. A vitória sobre a Estônia seria meramente protocolar. E se alguém merece elogios pelo resultado favorável, é um jogador que não passa pela cabeça quando se menciona a badalada geração. Christian Benteke não agarrou as grandes chances na carreira e é um mero reserva de Romelu Lukaku, mas se provou útil na ausência do artilheiro. O jogador do Crystal Palace assumiu o comando do ataque e liderou a equipe para cumprir a missão, com um grande primeiro tempo. Ausente em 2014 e 2018, ainda busca sua primeira Copa.

John McGinn, da Escócia (Foto: Getty Images / One Football)

John McGinn (Escócia)

A Escócia emendou a sexta vitória consecutiva em jogos competitivos, o que não ocorria desde a década de 1930. John McGinn deu contribuição vital nesta Data Fifa, com sua inteligente movimentação e passes açucarados na ponta direita. A combinação com o garoto Nathan Patterson foi mortal contra a Moldávia e ele ainda saiu como o melhor em campo no triunfo sobre a Dinamarca. A Tartan Army vai à repescagem e com o direito de mandar o jogo em casa na semifinal. O meia é uma figura experimentada, com seu papel no Aston Villa desde o acesso na Championship.

Steven Bergwijn (Holanda)

A Holanda passa na Data Fifa chamuscada, depois da patacoada contra Montenegro. A vitória sobre a Noruega valeu a vaga na Copa, quando poderia ter sido um empate, mas a impressão positiva sobre a noite só acaba atenuada graças a Steven Bergwijn. O ponta do Tottenham ajudou a mudar uma partida até então arrastada para os 2 a 0 concluídos nos minutos finais. Anotou um belo gol e ainda deu a assistência para que Memphis Depay concluísse a contagem. Depois do fiasco que aconteceu nas Eliminatórias para a Copa de 2018, ainda assim, a garantia da classificação é o mais importante à Oranje.

Harry Kane (Inglaterra)

Albânia e San Marino não servem muito de parâmetro, mas nada que permita ignorar a Data Fifa prolífica de Harry Kane com a Inglaterra. Foram sete gols do centroavante, com direito a algumas pinturas, num momento em que seu futebol é questionado no Tottenham. O prazer em liderar os Three Lions, entretanto, não se perde. A rodada serviu para o capitão igualar Gary Lineker como terceiro maior artilheiro da equipe nacional e ultrapassar Wayne Rooney, só quatro gols à frente, é questão de tempo. Trent Alexander-Arnold foi outro que se destacou pelas muitas assistências.

Modric e Perisic, da Croácia (Foto: Divulgação)

Luka Modric (Croácia)

O sucesso da Croácia na Copa de 2018 chegou num momento em que muita gente nem apostava tanto na geração envelhecida, e isso se tornou até um problema desde então. O que não se nega, independentemente dos 36 anos nas costas, é a influência de Luka Modric na equipe de Zlatko Dalic. Algumas novidades chegaram após a Euro 2020, mas é o meio-campista quem segue distribuindo as cartas em campo. Nesta Data Fifa ele fez isso com maestria, sobretudo na decisão contra a Rússia. Mesmo com o gramado péssimo, o ídolo do Real Madrid comandou a imposição do time, que merecia bem mais que o 1 a 0 só arrancado no fim.

Eljif Elmas (Macedônia do Norte)

Aos 22 anos, Eljif Elmas já tem um peso gigante para a seleção da Macedônia do Norte. O meia seria importantíssimo na classificação inédita para a Eurocopa e arrebentou nessas Eliminatórias. Se no início da campanha o gol da vitória sobre a Alemanha foi seu, nesta Data Fifa ele desequilibrou nos dois jogos decisivos. Foram duas assistências nos 5 a 0 contra a Armênia e os dois gols que permitiram a vitória cabal por 3 a 1 sobre a Islândia. As chances mais frequentes no Napoli ajudam seu crescimento. Enis Bardhi, com três gols diante dos armênios, foi outro gigante.

Ridle Baku (Alemanha)

Fica até difícil destacar só um nome da Alemanha em seus amistosos de luxo da Data Fifa, com 13 gols anotados em dois compromissos. Dentre aqueles que podem ganhar mais espaço com Hansi Flick, Ridle Baku merece menção. O ponta de 23 anos jogou muito contra Liechtenstein e seu golaço não perde beleza pela fragilidade do adversário. Em crescimento no Wolfsburg, era um nome que poderia até ter pintado na Eurocopa. As opções pelo lado direito crescem, também pela apresentação de Jonas Hofmann diante da Armênia, com ambos podendo entrar na lateral ou na ponta.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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