Egito 1 x 1 Irã: VAR anula gol no fim, e Irã é eliminado da Copa do Mundo da forma mais cruel possível
Khalilzadeh acreditou ter escrito o nome na história do futebol iraniano, mas momento durou alguns segundos
Às vezes, o futebol é uma tragédia. O Irã viveu uma nesta sexta-feira (27), em Seattle, pela última rodada do Grupo G da Copa do Mundo 2026. Shoja Khalilzadeh marcou no apagar das luzes e mandou jogadores, comissão técnica e torcedores iranianos ao delírio — até o VAR intervir, anular o gol por impedimento e transformar a euforia em frustração em questão de segundos. O empate em 1 a 1 classificou o Egito, que avança às oitavas pela primeira vez na história, e deixou o Irã à beira da eliminação.
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Egito x Irã: como foi o jogo
O Irã começou da pior forma possível. Apenas cinco minutos haviam se passado quando Mahmoud Saber abriu o placar para o Egito, colocando a seleção iraniana em uma situação delicada logo cedo. A resposta chegou quase de imediato, porém com requintes de crueldade: o Irã teve um pênalti a seu favor e o capitão Mehdi Taremi foi para a cobrança. O goleiro Shobeir acertou o canto, caiu para a esquerda e fez a defesa, em um dos momentos mais decisivos da partida. Mesmo assim, o Irã não se abateu. Ainda nos primeiros 15 minutos, Ramin Rezaeian acertou um belo chute de ângulo fechado e deixou tudo igual.
Do empate em diante, o jogo viveu de tensão acumulada. O Egito recuou e se fechou para segurar o resultado, enquanto o Irã foi para o tudo ou nada em busca do gol que mudaria a sua sorte. As chances apareceram dos dois lados, sem que nenhuma fosse aproveitada, até o momento que parecia destinado a entrar para a história. Já nos acréscimos, Khalilzadeh empurrou a bola para as redes na pequena área e desencadeou uma explosão de alegria iraniana. Por alguns segundos gloriosos, o Irã acreditou na classificação direta. Então, o VAR entrou em ação. O gol foi anulado por impedimento, e a festa deu lugar a um silêncio sepulcral.
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O drama do VAR e a espera angustiante
A marcação da arbitragem foi correta. Mas isso não serviu de consolo. O Irã passou a fase de grupos inteira sem vencer, mas saiu de campo de cabeça erguida, pressionando o Egito até o apito final, acertando a trave e testando repetidamente a defesa adversária. Foi um desfecho cruel, extenuante, do tipo que fica na memória não pelo que aconteceu, mas pelo que foi negado pelo vídeo.
O VAR voltou a ser o grande protagonista da rodada. E uma imagem talvez supere o próprio resultado: Mohamed Salah abraçando um Taremi completamente devastado ao fim da partida.
O que vem por aí
O Egito termina em segundo lugar no Grupo G e vai enfrentar a Austrália nas oitavas de final. Para o Irã, restam as lágrimas, a incerteza e a sensação amarga de que a história escapou por centímetros. Os iranianos ainda têm chances matemáticas de avançar como um dos melhores terceiros colocados do torneio, mas, por enquanto, o sentimento é de luto por um gol que existiu por alguns segundos e foi apagado para sempre.