Como Cristiano Ronaldo respondeu críticas e fez o que não se esperava dele na Copa do Mundo
Craque português superou atuação ruim na estreia para brilhar na segunda rodada
Cristiano Ronaldo deu a volta por cima, como já fez tantas vezes na sua carreira. Alvo de críticas pesadas após a decepção contra a RD Congo, o capitão português marcou dois gols na goleada de Portugal por 5 a 0 sobre o Uzbequistão no Grupo K da Copa do Mundo 2026, tornando-se o primeiro jogador da história a marcar em seis edições diferentes do torneio. Aos 41 anos.
Roberto Martínez havia chegado ao segundo jogo sob pressão após o empate frustrante em 1 a 1 na estreia, resultado que reacendeu o debate sobre se o capitão português ainda merecia um lugar no time titular. A resposta veio em seis minutos.
João Cancelo avançou pela direita e fez o cruzamento rasteiro para Cristiano Ronaldo abrir o placar. Nuno Mendes ampliou com uma cobrança de falta aos 15 minutos, e Cristiano fez o terceiro antes do intervalo após passe em profundidade de Bruno Fernandes. Um gol contra de Abduvohid Nematov e o gol de Rafael Leão no fim do jogo completaram uma vitória que serviu de recados.
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Cristiano Ronaldo responde ao apelo de Thierry Henry
Nenhuma crítica teve mais repercussão após o frustrante empate com a RD Congo do que a de Thierry Henry. O ídolo do Arsenal e hoje comentarista destacou um lance específico em que Ronaldo recusou fazer uma corrida, privando Bruno Fernandes de uma chance clara de gol.
“Uma coisa é importante, pessoal: o time precisa marcar, não você precisa marcar”, disse Henry no painel da FOX Sports, sugerindo que o veterano estava jogando para si mesmo em vez de jogar para Portugal.
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Contra o Uzbequistão, porém, as ações de Cristiano Ronaldo contaram uma história completamente diferente. O capitão cedeu a bola para Nuno Mendes cobrar uma falta que, em outros tempos, jamais teria aberto mão. Aquele gesto de generosidade se tornou talvez a imagem mais significativa para quem havia escutado atentamente as palavras de Henry.
O peso do gesto foi amplificado pelo contexto: Lionel Messi já havia marcado cinco gols no mesmo torneio, e a percepção do individualismo de Cristiano Ronaldo nunca havia sido tão amplamente debatida quanto neste Mundial.
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Cristiano Ronaldo silencia Paul Scholes
Seu ex-companheiro de Manchester United Paul Scholes foi igualmente direto em sua avaliação após o empate na primeira rodada, sugerindo que a presença de Ronaldo como centroavante havia se tornado um peso para uma equipe construída para dinamismo e intensidade.
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“Ele vai marcar numa equipe que tem posse de bola, mas em jogos de transição, sua movimentação aos 41 anos é um problema”, disse Scholes, indo além, ao declarar que a única posição em campo que um jogador daquela idade deveria ocupar desde o início seria no gol.
O segundo gol de Ronaldo chegou exatamente no tipo de jogada de contra-ataque que Scholes havia descartado. A finalização desmontou o argumento central do inglês e demonstrou que o faro de gol que definiu uma carreira extraordinária continua intacto.
Cristiano Ronaldo pode repetir o desempenho histórico contra a Colômbia?
O resultado coloca Portugal em quatro pontos e provisoriamente no topo do Grupo K, embora a classificação final dependa do duelo entre RD Congo e Colômbia na segunda rodada. A equipe de Martínez enfrentará um desafio consideravelmente mais difícil no último jogo do grupo, quando duela com os colombianos em Miami, um time com qualidade em todos os setores e o perigo constante de Luis Díaz e James Rodríguez.
As dúvidas levantadas por Henry e Scholes podem ter sido silenciadas por uma atuação memorável em Houston. Mas se Cristiano Ronaldo consegue produzir a mesma convicção contra adversários que vão exigir muito mais dele é uma pergunta que Portugal ainda não pode responder.