Copa do Mundo 2026

Apesar de eliminação frustrante na Copa, Costa do Marfim tem futuro bastante promissor

Catorze escanteios, inúmeras chances desperdiçadas e um adeus precoce: a geração mais jovem da Copa sai com uma lição

Derrotada por uma Noruega mais realista, por 2 a 1, a Costa do Marfim foi eliminada da Copa do Mundo 2026 nesta terça-feira (30), em Dallas. Após a derrota, os Elefantes oscilavam entre o orgulho pelo caminho percorrido e a frustração com a forma como tudo terminou. O futuro, porém, parece reservar muito às cores da geração de ouro marfinense.

O que guardar da caminhada da Costa do Marfim na Copa do Mundo 2026? O orgulho de uma epopeia histórica até as oitavas? A eliminação frustrante em um jogo que admitia mais? As perspectivas promissoras de um grupo tão jovem? Após a derrota para a Noruega, os Elefantes dividiam-se entre esses três sentimentos, por vezes contraditórios.

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— É uma derrota muito, muito amarga, ainda mais porque havia espaço para ir além. Não fomos lúcidos no momento decisivo. Dói muito. Tenho orgulho de todos os meus companheiros — resumiu o capitão Franck Kessié ao microfone da NCI.

Amad Diallo celebra gol pela Costa do Marfim
Amad Diallo celebra gol pela Costa do Marfim (Foto: Maurice Van Steen / ANP / Imago)

— O balanço é positivo, porque passamos da fase de grupos e fizemos história, e negativo, porque eu acreditava de verdade nessa geração e achava que podíamos ir longe nesta competição. Vamos aprender com esse erro e voltar mais fortes — prometeu Amad Diallo, que mais uma vez foi decisivo saindo do banco, com um gol e um corte em cima da linha, na mesma emissora.

Costa do Marfim tem o elenco mais jovem da Copa do Mundo 2026

Esse discurso é comum após uma eliminação, mas ganha sentido especial quando se fala da Costa do Marfim, cujo grupo apresentou uma média de idade de apenas 25,8 anos na América do Norte. Com nomes como Yan Diomandé (19 anos), Amad Diallo (23), Ange-Yoan Bonny (22), Christ Inao Oulaï (20) e jovens defensores como Odilon Kossounou (25), Evan Ndicka (26) e Guéla Doué (23), além do goleiro Yahia Fofana (25), esta equipe tem muitos anos bons pela frente.

No entanto, a eliminação frustrante para a Noruega, apesar de 14 escanteios conquistados e de várias situações mal resolvidas na área adversária, ecoando a derrota para a Alemanha com semelhante sensação de “podia ter sido mais”, evidencia os defeitos que esse grupo ainda precisa corrigir, a começar pela falta de eficiência na finalização.

Yan Diomandé, atacante da Costa do Marfim
Yan Diomandé, atacante da Costa do Marfim (Foto: Kyle Rodden / ZUMA Press Wire / IMAGO)

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Copa Africana de Nações 2027 e depois o Mundial 2030

— É o alto nível, são os pequenos detalhes. Tudo se decide em pouca coisa, é preciso manter a concentração do começo ao fim. Foi a primeira Copa do Mundo para essa geração. Eles cresceram bastante, aprenderam muito. Vamos continuar trabalhando para voltar mais fortes nas próximas competições — resumiu o técnico Emerse Faé ao microfone da “beIN Sports”.

As próximas competições merecem atenção. A Copa das Nações Africanas de 2027 acontece em um ano, em Quênia, Uganda e Tanzânia, de 19 de junho a 17 de julho de 2027. O grupo deve permanecer praticamente inalterado, mas o contexto particular de uma Copa das Nações, com adversários em sua maioria recuados no campo, representará um desafio real que pode não se adequar tão bem às qualidades de velocidade e verticalidade dessa geração, que brilha sobretudo devorando espaços nas transições rápidas.

O horizonte mais distante aponta para a Copa do Mundo de 2030, parcialmente organizada em solo africano, no Marrocos. Nicolas Pépé, Franck Kessié, Ibrahim Sangaré e Ghislain Konan provavelmente não farão parte do grupo nessa data, mas a geração de ouro estará entre os 25 e os 30 anos e deverá ter atingido sua maturidade. Até lá, precisará provar que ganhou em experiência e que não deixa mais escapar jogos ao seu alcance, como o que disputou contra a Noruega.

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