Costa do Marfim x Noruega: Qual o melhor adversário para o Brasil nas oitavas da Copa do Mundo
Seleção brasileira espera seu adversário do próximo domingo (5), mas seria 'prudente' torcer por um deles
O Brasil se classificou para as oitavas de final da Copa do Mundo vencendo o Japão por 2 a 1 nesta segunda-feira (29). Agora, espera o confronto entre Costa do Marfim e Noruega para descobrir seu adversário do próximo domingo (5).
Após um jogo difícil contra os japoneses, que exigiu mudança de proposta tática para Carlo Ancelotti, a Seleção pode enfrentar equipes que têm propostas distintas e exigem cuidados diferentes.
Quem o Brasil pode enfrentar no mata-mata?
Costa do Marfim e Noruega oferecem perigos diferentes ao Brasil
Se o Japão era uma equipe muito disciplinada defensivamente e com grande capacidade de furar a pressão brasileira através de sua construção com três zagueiros, os possíveis adversários das oitavas são diferentes.
A Costa do Marfim é um time ligeiramente mais propositivo. Montada a partir de um 4-3-3 clássico, a equipe de Emerse Faé é bastante adaptável na forma de construir, mas tem uma base sólida com um volante de imposição física, mas bom passe, atrás de uma dupla de meias que misturam força e habilidade.
No entanto, a ideia central marfinense é simples: isolar seus pontas pelos lados para os colocar constantemente em situações de um contra um. E o foco do time é claramente Yan Diomande.
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O atacante do RB Leipzig é cobiçado por gigantes no mercado de transferências e é o principal jogador do time. Forte, veloz, explosivo e habilidoso, é um ponta que causa dor de cabeça para qualquer lateral e já teve atuações muito elogiadas na Copa do Mundo.
Com uma linha de defesa capaz de construir, um meio-campo que mistura força e habilidade e um ataque veloz para jogadas individuais e em transição, a Costa do Marfim tem diferentes armas para ferir seu adversário.
Já a Noruega, por outro lado, é um time mais direto: usa a “gravidade” que Erling Haaland causa para acelerar o jogo e buscá-lo em velocidade atacando a profundidade.
A equipe de Stale Solbakken tem jogadores de grande nível europeu, mas é menos paciente para manter a bola. Também em 4-3-3, o time tem Julian Ryerson, lateral-direito, sendo o responsável pela amplitude pela direita para Alexander Sorloth, um centroavante “troglodita” que é escalado como ponta-direita, cair pelo meio como outro atacante de área.
Martin Odegaard é o principal criador do time e o responsável quase único pelos passes que rompem linhas para chegar à área. Na esquerda, os noruegueses ainda contam com Antonio Nusa como um ponta habilidoso, mas é um time focado em transições e bolas na área para seus jogadores com média de 1,88m de altura no time titular.
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Quem é melhor a seleção brasileira enfrentar nas oitavas da Copa do Mundo?
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Em uma disputa entre um time mais criativo, que gosta mais da bola e é perigosa pelos lados, e uma equipe muito forte em transição e que se defende baixo e compacto, a história recente tem dado a resposta. A tendência é que a seleção brasileira sofra mais contra a Noruega — por isso, espera-se que seja melhor o Brasil enfrentar a Costa do Marfim nas oitavas de final.
O Brasil sofreu contra Marrocos e mesmo nos 16 avos, contra o Japão, justamente porque enfrentava times defendendo em bloco baixo e de forma muito compacta. Sem espaço nas costas da defesa e no entrelinhas, o time de Ancelotti teve muita dificuldade.
A Noruega se defende baixo em 4-1-4-1, negando espaços na área e contando com uma linha defensiva alta que impediria cruzamentos. Se o Brasil não conseguir movimentos de manipulação de opositores com Matheus Cunha, Bruno Guimarães e Vinicius Júnior, por exemplo, seria difícil pensar que consiga entrar na área com facilidade.
E sendo um time suscetível a erros na construção, como mostrou no gol sofrido para os japoneses, enfrentar uma equipe com transição forte e liderada por um criador de alto nível em Odegaard e o centroavante mais letal do planeta, Haaland, pode resultar em perigo.
Mesmo que seja “preferível” enfrentar a Costa do Marfim, não significa que também seria um jogo fácil. Ver Diomande enfrentando Danilo, por exemplo, também é a receita para chances de grande perigo no lado africano. Mas é uma equipe que pode ser bem marcada antes disso acontecer e que provavelmente não aceitará a pressão brasileira com a bola de forma tão passiva — o que pode deixar brechas pra a Seleção.
O Brasil espera seu adversário para o jogo do próximo domingo, às 17h no horário de Brasília, sair do confronto entre marfinenses e noruegueses nesta terça (30), às 14h.