Copa do Mundo

4 de junho: a Dinamáquina inicia sua campanha batendo a Escócia de Ferguson

A Dinamarca já estava bem cotada quando desembarcou no México para disputar a Copa de 1986. Dois anos antes, o time de Sepp Piontek havia sido semifinalista da Eurocopa, perdendo para a Espanha apenas nos pênaltis. Já nas Eliminatórias, os nórdicos ficaram à frente da forte União Soviética. A afirmação da “Dinamáquina”, no entanto, começou em 4 de junho. Um início tímido, é verdade, mas o suficiente para que a equipe somasse seus primeiros pontos naquele Mundial. Venceu a Escócia de Alex Ferguson por 1 a 0. O gol foi do craque do time, Preben Elkjaer Larsen, que no ano anterior havia conduzido o Verona ao título da Serie A. Ao seu lado, outros tantos grandes jogadores, como Morten Olsen e Michael Laudrup. O primeiro triunfo, antes de assombrarem Uruguai e Alemanha Ocidental.

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Neste dia, aliás, um capítulo negro da história do futebol alemão. Beneficiando-se da tática de guerra de Adolf Hitler, o Nationalelf anexou também a seleção austríaca para disputar a Copa de 1938. No dia 4 de junho, após saudações nazistas antes da partida, o time empatou por 1 a 1 com a Áustria, resultado que levaria ao jogo-extra – e à eliminação precoce da Alemanha ainda nas oitavas de final, cinco dias depois. Já em 2002, o Japão iniciou neste dia sua campanha em um Mundial realizado no país. Empatou por 2 a 2 com a Bélgica, em um segundo tempo eletrizante.

1938: Alemanha 1×1 Suíça

Oitavas de final
Estádio Parque dos Príncipes, em Paris (FRA)
Gols: Abegglen (SUI), Gauchel (ALE)

1986: Dinamarca 1×0 Escócia

Primeira rodada
Estádio Neza 86, em Nezahualcóyotl (MEX)
Gols: Elkjaer (DIN)

2002: Japão 2×2 Bélgica

Primeira rodada
Estádio de Saitama (JAP)
Gols: Suzuki e Inamoto (JAP), Wilmots e Van der Heyden (BEL)

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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